Porto x Benfica: duelo de Titãs
Porto x Benfica: duelo de Titãs

Os onzes iniciais são ainda uma incógnita para o jogo de amanhã, onde águias e dragões têm mais em jogo do que parece. Com Luís Castro, o Futebol Clube do Porto pareceu melhorar a todos níveis, já o Benfica de Jorge Jesus mantém-se imparável em todas as frentes, mas será o jogo de amanhã a prova de fogo dos dois técnicos?A velocidade nas alas, a defesa segura, um meio-campo versátil e, claro, os golos, podem ser a chave da vitória do jogo. Como tal, as atenções estarão concentradas nos 22 presentes em campo, será um contra um e todos contra o adversário. Um jogo onde as emoções vão estar à flor da pele e a qualidade vai falar por si.

A segurança na defesaLuisão e Mangala são os manda-chuvas na defesa. Do lado encarnado, Luisão tem feito as delícias dos adeptos, tem feito golos e tem mostrado ao longo da época que está na melhor fase da carreira. Do lado oposto estáMangala no melhor e no pior do FC Porto. O jogador que noutros tempos foi a base da defesa tem estado a baixar de ritmo e de qualidade.

O melhor: Luisão, para além de estar a passar pela melhor fase da sua carreira, o capitão encarnado tem demonstrado que quando tem oportunidade, também tem veia de goleador.

A  estrela e a novidade

Garay, tal como Luisão tem feito a vontade aos adeptos da Luz. Os golos têm aparecido e o central faz o que pode para manter a bola longe da grande área encarnada. Pela frente terá Abdoulaye. O «novo» central do FC Porto apareceu quando Maicon se lesionou e tem sido a opção mais certa de Luís Castro. O ritmo de jogo do senegalês é frenético, mas a experiência de Garay dá-lhe a preparação certa para o jogo do tudo ou nada.

O melhor: Garay, a idade é um posto e apesar de  não ser muito mais velho do que Abdoulaye a experiência vai ser algo importante para o jogo de amanhã e experiência o argentino tem de sobra.

O peso da América latina

Um brasileiro e um uruguaio marcam a lateral direita do clássico.Maxi é conhecido pelo seu feitio, já Danilo revela-se mais calmo e tem tido uma boa prestação nos jogos com a camisola azul e branca. Neste duelo é esperado que quer um, quer o outro tentem evitar a passagem dos avançados, mas Maxi é muito impulsivo e isso poderá mesmo vir a ser um ponto negativo na prestação de amanhã, contudo Jorge Jesus aposta na experiência contra um jogo de pés que se revela ser bastante expectável.

O melhor: Danilo. Ao longo de toda a época, Danilo tem revelado ser um eixo indispensável do lado direito da defesa e o jogo duro de Maxi em campo pode vir a ser um ponto negativo para a equipa da Luz.

Ao ritmo do Samba

Se Siqueira se revelou ser uma dúvida no início da época, hoje a história é outra. O brasileiro tem dado provas que merece fazer parte do onze titular do Benfica, contudo para os jogos da Liga Europa a escolha tem recaído em Silvio. Siqueira já deu provas do que vale, mas ainda assim falta-lhe ritmo de jogo e comparado com Alex Sandro, o jogador encarnado fica aquém do esperado. O ritmo de jogo e a velocidade do compatriota da equipa de Luís Castro têm transmitido segurança á defesa azul e branca e o descanso acabou mesmo por tomar conta do apoio a Fabiano.

O melhor: Alex Sandro, quando não joga o brasileiro, o jogo do Porto muda. Alex Sandro tem feita uma época excepcional, mas falta-lhe o apoio dos colegas na defesa para conseguir fazer mais e melhor. Já Siqueira tem feito uma época apagada e apesar da qualidade demonstrada, a lateral esquerda precisa de muitas melhorias.

Destruição e fantasia

 

Se Fejsa destrói o jogo do adversário, Fernando faz de Príncipe no País das Maravilhas que é a Liga Zon Sagres. A qualidade do sérvio faz valer resultados no final dos 90 minutos e é  uma aposta ganha de Jorge Jesus, mas a excelente época do jogador portista já faz dele um dos favoritos para ir ao Brasil. O meio-campo está seguro quando tem Fernando, já o Benfica sem Fejsa nota os avanços da equipa contrária na chegada até à grande área de Oblak. Este será outro dos duelos a ter em conta no jogo entre águias e dragões, com destaque para a qualidade e o estilo de jogo de ambos.

O melhor: Fernando, época estrondosa no FC Porto. Apesar da qualidade de Fejsa o destaque vai mesmo para o jogador do Futebol Clube do Porto. Sem Fernando, a equipa de Luís Castro não tem o apoio e a base necessária para fazer o seu jogo, sem Fejsa, o Benfica não consegue ter o controlo sobre os ataques contrários…

 A classe e a ambição

Enzo é uma das figuras incontornáveis quando falamos no Benfica. O meio-campo é a praia onde o jogador faz com que todos os que lá passem sintam a vontade de se deitar. Já Defour tem feito uma época inconstante e  quando chegou Paulo Fonseca a estrela apagou-se, mas desde a chegada de Luís Castro que o médio portista tem voltado a ter o lugar no onze, apesar de tudo, não se revela ser uma figura tão essencial como é Enzo no onze encarnado.

O melhor: Enzo, qualidade e a consistência aliada á experiência vão ser factores essenciais para o bom desempenho no jogo de amanhã e se há coisa que Enzo tem de sobra é experiência em campo e em Clássicos.

Servir e decidir

Aqui já se nota alguma diferença no estilo de jogo encarnado e no estilo de jogo azul e  branco. É verdade que Rodrigo é avançado, mas Jorge Jesus incumbiu o hispano- brasileiro de várias funções: joga na frente, serve e vem atrás e muitas vezes é o  goleador de serviço. Já Carlos Eduardo limita-se a servir Quaresma e Varela e tenta  fazer com a bola chegue aos pés, ou à cabeça de Jackson Martinez. Apesar de ter o  lugar certo no onze inicial, quando comparado com Rodrigo o médio fica completamente  destronado e revela-se muito apagado.

O melhor: Rodrigo: golos, assistências e voltas dentro de campo fazem do jogador do  Benfica o melhor dos dois. Carlos Eduardo pode vir a ser uma surpresa no Clássico, mas  as atenções estarão viradas para Rodrigo.

O Tango e a Trivela

E chegámos agora a uma das comparações de estilo de jogo mais interessante deste Clássico.Quaresma regressou ao Porto e a estrelinha voltou a brilhar. Assistências, bons passes, bons golos e boas trivelas marcam o percurso do «Harry Potter» desde Janeiro. Já Gaitan é o dançarino dentro das quatro linhas, quando está em campo a diferença é notória e a qualidade de jogo também. A velocidade, a genialidade, os livres e os golos são partes de um currículo rico do argentino. O Tango dança-se, a Trivela sente-se e o equilíbrio? Esse vai marcar presença de certeza no Clássico.

O melhor: Ambos, não precisam de motivos. Quer Gaitan, quer Quaresma têm nos pés a velocidade e a perícia necessária para fazer o que é preciso dentro de campo: assistências e golos.

A genialidade e a qualidade

E chegámos a outro dos duelos que mais vai merecer a atenção dos adeptos. Varela e Markovic fazem as delícias dos adeptos do bom futebol, se em Varela há qualidade, em Markovic a genialidade é algo que se destaca. O sérvio é mais uma das apostas ganhas de Jorge Jesus e apesar de os golos não serem o forte do jogador encarnado, quando aparecem é certo e sabido que vêm com selo de qualidade. Já Varela é o perito em trocar as voltas à defesa contrária para fazer as assistências que muitas vezes acabaram na cabeça e nos pés de Jackson.

O melhor: Markovic, não só pelos golos, mas por toda a qualidade demonstrada ao longo da época, Markovic é o jogador certo no sítio certo e Jorge Jesus sabe disso.

A concretização

Apesar da qualidade, mais que evidente, de todos os outros jogadores, é na frente do ataque que vão estar concentradas todas as atenções. Jackson e Lima são os donos dos golos e uma coisa é certa: não há duelo mais equilibrado que este. Jackson é o melhor marcador da Liga, mas Lima já se aproxima. Jorge Jesus e Luís Castro têm na frente o topo do topo e os adeptos nas bancadas sabem disso mesmo, esperando ansiosos pelas bolas, no fundo da baliza contrária.

O melhor: Ambos,  a qualidade, a técnica,  a concentração e a concretização fazem deles, os melhores dos melhores em campo e ansiedade vai, com toda a certeza, tomar conta dos bancos quando chegarem perto da área contrária.

Fotos: montagem de Mariana Cordeiro Ferreira

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