1-0, TORRES, MIN.35, 1-1, ADRIÁN, MIN.43, 1-2, DIEGO COSTA, MIN.60, 1-3, ARDA, MIN.71
O Atlético de Madrid regressa à história

O Atlético de Madrid regressa à história

Os espanhóis superaram o Chelsea na 2ª mão das meias-finais e conseguem assim o último bilhete para Lisboa, onde haverá uma final da Liga dos Campeões entre clubes de uma mesma cidade pela primeira vez na história da competição. Os erros dos ingleses foram bem aproveitados por uma equipa que não falhou à frente da baliza de Schwarzer. (Foto: AFP | Getty Images)

Robayna
Miguel G. Robayna
ChelseaSCHWARZER; IVANOVIĆ, TERRY, CAHILL, COLE (ETO'O, MIN.54); AZPILICUETA, LUIZ, RAMIRES; WILLIAN (SCHÜRRLE, MIN.77), HAZARD; TORRES (DEMBA BA, MIN.65)
Atlético de MadridCOURTOIS; JUANFRAN, MIRANDA, GODÍN, FILIPE; MARIO, TIAGO; KOKE, ARDA (C. RODRÍGUEZ, MIN.83), ADRIÁN (R. GARCÍA, MIN.65); DIEGO COSTA (SOSA, MIN.75)
ÁRBITRO NICOLA RIZZOLI (ITA).
INCIDENCIASSTAMFORD BRIDGE, LONDRES

Foi uma lírica especial a que acompanhou o clube espanhol nesta última noite mágica de Abril. Muitos anos volvidos do seu estatudo de importante na Europa e muitos também obrigado a lutar na Liga Europa até poder enfrentar o grande campeão da Champions. O Atlético de Madrid não estava por isso disposto a deixar passar esta oportunidade.

Ainda assim, foi o Chelsea quem bateu primeiro. Como era de esperar desde o momento que se decidiu o confronto entre ambos, em Stanford Bridge ia a ser o clube londrino a segurar a posse de bola. O Atlético, desta vez, ficou à espera, mais recuado, quase sem aparecer pela metade do campo que defendiam os homens de Mourinho.

Torres e golo psicológico

E se há uma semana os 'colchoneros' demonstraram que não tinham grandes ideia quando a jogar em posse, esta noite foram os 'blues' quem mostrou igual carência. Durante mais de meia hora mereceram mais do que os espanhóis, mas não levaram grande perigo à baliza de Courtois, até ao momento em que William inventou uma jogada perto do canto e fintou entre dois 'atléticos' para ceder a bola a Azpilicueta. O lateral, hoje jogando mais por terrenos interiores, fez um cruzamento baixo para que Torres pusesse em vantagem o Chelsea.

O avançado formado na academia do Atlético de Madrid nem celebrou o golo, dir-se-ia quase como uma premonição do que estava ainda para chegar. Porque a partir do 1-0 o Chelsea baixou as linhas e os jogadores de 'Cholo' Simeone foram expeditos na procura do golo que os levará à Final com a que sonhavam.

De facto, 7 minutos após o golo dos da casa, e com apenas dois para o intervalo, Adrián empatou a partida, começando assim a desenhar um dérbi madrileno na final de Lisboa. Tiago fez um cruzamento sem perigo aparente, mas a bola que deveria ter sido do guardião Schwarzer ficou em Juanfran, que com um passe certeiro permitiu a Adrián concretizar. A bola cruzou duas vezes a área londrina sem que os jogadores de Mourinho reagissem.

O Atlético depois de um dos golos. (AFP | Getty Images) 

Eto'o é decisivo 

O 1-1 psicológico permitiu ao Atlético sair do balneário com mais confiança e claramente apontado à procura de um segundo golo. Com o Chelsea a tentar criar caudal ofensivo para obter uma nova vantagem, eram os espanhóis quem estava na sua zona de conforto e que, assim, iam sucedendo em criar mais perigo.

Porém, foi um erro de Samuel Eto'o a decidir o jogo. O camaronês cometeu uma grande penalidade imprópria para um jogador da Liga dos Campeões, pois Diego Costa estava no centro da área, sem a bola controlada e de costas para a baliza quando o jogador dos 'blues' fez a falta. Os madrilenos não desperdiçaram. Com o golo do Diego Costa parecia tudo resolvido, e o Atlético decidiu dar a bola ao Chelsea mais uma vez.

Eto'o e Torres, avançados do Chelsea. (AFP | Getty Images(

O momento de entrar na História

Os ingleses, apenas com Hazard como cérebro, e mesmo acompanhado por 3 avançados, o belga não encontrou espaços por entre a coesa defesa visitante, e o Chelsea ainda veria uma bola ir ao poste antes de Arda Turan fazer o definitivo 1-3. O extremo rematou à barra e recolheu a bola novamente, para assim somar o seu nome à festa. Mais uma vez, a jogada fica marcada pela passividade da defesa local, mais uma prova de quem estava ou não dentro da partida.

Nesses últimos 20 minutos só houve espaço para as celebrações do Atlético de Madrid, e os 4 mil 'colchoneros' que se deslocaram a Londres fizeram ouvir-se nas bancadas de Stanford Bridge, enquanto o Chelsea lutava contra si próprio, e sempre sem conseguir levar perigo à baliza defendida por Courtois. Um resultado justo no conjunto dos 180 minutos e que fará com que Lisboa seja invadida pelos espanhóis já no próximo dia 24 de Maio.

Golos do jogo

Chelasea 1-0 Atlético de Madrid. Torres, min. 35.


Chelsea 1-1 Atlético de Madrd. Adrián, min 43.


Chelsea 1-2 Atlético de Madrid. Diego Costa, min. 60.


Chelsea 1-3 Atlético de Madrid. Arda Turan, min. 71.


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