Moreirense 2014/14: de regresso para ficar

Moreirense 2014/14: de regresso para ficar

Depois de conquistar o título da Segunda Liga na época passada, o Moreirense regressa ao primeiro escalão com um plantel bem apetrechado e habilitado a cumprir uma época que lhe permita atingir tranquilamente a manutenção.

rafaelreis
Rafael Reis

Longe vão os tempos em que a Primeira Liga registava, ano após ano, as chamadas ‘equipas-elevador’ que após uma temporada de sucesso no segundo escalão no ano seguinte não suportavam as exigências de uma I Liga, precipitando um imediato regresso à divisão abaixo sem sequer ‘aquecer o lugar’ entre os melhores clubes do panorama nacional.

Olhando para o projecto que está a ser realizado no Moreirense, tudo indica que o clube minhoto será mais um exemplo de que as ‘equipas-elevador’ estão praticamente extintas nos tempos actuais visto possuir todas as condições para nesta época de retorno ao convívio dos grandes assegurar de uma forma tranquila e sem lugar a sobressaltos a continuidade na Primeira Liga para os anos que se seguem.

Para além da ‘espinha dorsal’ da equipa que se sobrepôs a todos os oponentes na Segunda Liga, o Moreirense foi capaz de se reforçar em qualidade, assegurando novidades para todos os sectores com destaque para o ataque, para o qual chegou mesmo um jogador que se apresentou no seu primeiro ano em Portugal como uma das figuras do Vitória de Setúbal e um desejo do vizinho e rival Vitória de Guimarães, o paraguaio Ramón Cardozo.

Por entre o total de 16 entradas verificadas no emblema de Moreira de Cónegos, o atacante sul-americano parece liderar pela mais-valia imediata que parece constituir como de resto foi já possível constatar na jornada inaugural da Liga ao marcar o único da partida que marcou a visita dos cónegos ao terreno do Nacional da Madeira.

O golo de Tacuarita permitiu não só uma vitória inaugural, um excelente pronúncio para a restante temporada, como o factor extra de conquistar três pontos no campo de um emblema de estatuto europeu – um bem visível cartão-de-visita de um conjunto que promete vir a ser surpresa.

Possível onze tipo

Dados do Clube

Nome: Moreirense Futebol Clube

Fundação: 1938

Participações na Primeira Liga: 5

Melhor classificação: 9º lugar (2003/2004)

Títulos: 2 II Liga (2001/2002 e 2013/2014), 2 Segunda Liga (1994/1995, 2000/2001)

Plantel

Nome Posição Procedência Nacionalidade Idade
Gideão Castro Guarda-redes Náutico Brasil 26
Marafona Guarda-redes Moreirense Portugal 27
André Moreira Guarda-redes Ribeirão (emprest.) Portugal 18
Paulinho Lateral Moreirense Portugal 23
André Marques Lateral FC Sion Portugal 27
Elízio Lateral Mineiros Brasil 26
Marcelo Oliveira Defesa Central APOEL Brasil 33
Stéphane Madeira Defesa Central Moreirense França 24
Danielson Defesa Central Gil Vicente Brasil 33
Anílton Júnior Defesa Central Moreirense Brasil 34
Felipe Melo Trinco Moreirense Portugal 24
Diogo Cunha Trinco Moreirense Portugal 28
André Simões Médio/Lateral Moreirense Portugal 24
Rodrigo Battaglia Médio SC Braga (emprest.) Argentina 23
Jorge Monteiro Médio Ofensivo AEL Limassol Portugal 26
Vitor Gomes Médio Videoton Portugal 26
Hélio Cruz Médio/Ala GD Joane Portugal 21
Luis Aurélio Médio Moreirense Portugal 26
Patrick Andrade Médio GD Joane Cabo Verde 21
Bolívia Extremo Shonan Bellmare Brasil/Bolívia 28
Pedro Coronas Extremo Vitória FC Portugal 23
Gerso Extremo Estoril (emprest.) Portugal/Guiné Bissau 23
Arsénio Extremo  Belenenses/Moreirense Portugal 25
João Pedro Extremo Braga/Belenenses Portugal 28
Alex Gonçalves Avançado Pandurii (emprest.) Brasil 24
Leandro Souza Avançado DOXA Brasil 27
Rámon Cardozo Avançado Nacional/Vitória FC Paraguai 28
Miguel Leal Treinador Penafiel Portugal 49

 

Treinador

              

                 

Nome: António Miguel Nunes Ferraz Leal de Araújo
Épocas no clube: Estreia
Experiência: Penafiel e Moreirense
Títulos: -

Orientou o Penafiel até à subida, fazendo com que os durienses voltassem a saborear o prestígio de conviver com a fina nata do futebol português. Depois de completo o feito, transferiu-se para o Moreirense, vencedor da Segunda Liga, abraçando o desafio da manutenção na Primeira Divisão noutro clube que não o Penafiel, que estaria, como está, na luta pela mesma meta. Miguel Leal iniciou a sua carreira técnica na Régua, tendo depois passado pelos Júniores do Penafiel (em 2000); daí saltou para uma série de cargos como adjunto - Leixões, Paredes, Aliados Lordelo, Beira-Mar e Penafiel (em duas ocasiões, 2003/2004 e 2008/2009).

Pelo meio, orientou o FC Marco, na temporada de 2002/2003, voltando apenas a trabalhar como técnico principal no Penafiel, em 2012/2013. Esta é a sua época de estreia na I Liga e muitas serão as dificuldades, mas o treinador de 49 anos tem no plantel de Moreira de Cónegos a mistura entre experiência e irreverência necessária para atacar a manutenção e talvez ser a formação surpresa da prova.

O líder

                                             

Nome: Anílton Júnior
Épocas no clube:  
Posição: Defesa Central
Experiência: Penedense, Ipanema, Corinthians Alagoano, Desportivo Aves, SC Braga, Pandurii, Portimonense e Moreirense

Nas últimas quatro épocas ao serviço do Moreirense acumulou mais de 100 partidas oficiais, provando da sua extrema utilidade no eixo central da defesa da equipa de Moreira de Cónegos. Anílton Júnior empresta experiência e traquejo a uma formação que precisa de líderes dentro de campo, ou não estivesse a enfrentar uma provação apenas resistível para os mais preparados.

O brasileiro sabe desempenhar o papel de timoneiro dentro do campo, nunca virando a cara à luta, enfim, um exemplo para os mais novos seguirem. Num plantel carente de jogadores com muitos anos de casa, Anílton Júnior encaixa na perfeição no papel de líder.

A não perder

                

Nome: André Simões
Épocas no clube: inicia a segunda
Posição: Médio
Experiência: Padroense, Santa Clara, Moreirense

Qualidade de passe, vontade de conduzir a bola sem medo de errar: estas são as duas maiores qualidade do médio André Simões, e nele estarão depositadas as esperanças dos adeptos do Moreirense, que esperam do centrocampista uma inequívoca época de afirmação individual. No 4-3-3 de Miguel Leal, Simões oscila entre as funções defensivas e de construção ofensiva, estando portanto sempre em jogo.

Pela primeira vez a actuar na liga principal, André Simões poderá transformar-se no cérebro da equipa - se souber lidar com o protagonismo táctico e for capaz de manter uma regularidade exibicional preponderante para o colectivo, Simões, antigo jogador do Santa Clara, poderá de facto centrar em si as atenções.

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