Patrício e Luisão: capitães de ferro a colidirem desde 2008

Patrício e Luisão: capitães de ferro a colidirem desde 2008

Capitães, símbolos da mística clubística de Benfica e Sporting, Luisão e Rui Patrício voltarão a colidir de novo no próximo dia 31. No décimo segundo duelo entre ambos desde 2008, VAVEL faz uma vénia aos generais das quatro linhas e percorre, pelo tempo, os duelos em que ambos esgrimiram argumentos dentro do relvado.

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Quando as equipas de Benfica e Sporting entrarem no palco da Luz, no próximo Domingo, dois capitães de ferro irão voltar a colidir num escaldante e excitante duelo de rivais: Luisão e Rui Patrício, comandantes das respectivas armadas e velhos conhecidos doutros (muitos) «derbies» lisboetas, serão os líderes dentro das quatro linhas da Luz, guiando os seus companheiros rumo à desejada vitória. Munidos das divisas da experiência e do mérito, Patrício e Luisão embarcarão num duelo que se reedita desde 2008.

Capitães à prova do passar do tempo

O capitão encarnado está no Benfica desde 2003/2004 e a sua ascensão a defesa indispensável e comandante carismático das tropas da Luz foi gradual, consolidando-se ao longo dos anos devido, não só à categoria do internacional brasileiro como também à sua mística emblemática - com 11 anos de serviço de águia ao peito, Luisão é hoje um líder inquestionável dentro do balneário encarnado, podendo vangloriar-se de ter conquistado 3 campeonatos nacionais, 2 Taças de Portugal e 5 Taças da Liga.

Já o guardião leonino, Rui Patrício, defende as cores do Sporting desde a tenra juventude: formado nas escolas de Alvalade e umbilicalmente ligado ao clube, Patrício ascendeu ao plantel sénior na temporada de 2006/2007, afirmando-se progressivamente como líder leonino, guarda-redes internacional A incontestável e um dos maiores valores produzidos pela excelente cantera de Alvalade. Projectando a sua influência desde a baliza a todo os metros quadrados do campo, Patrício oferece a segurança indispensável que cola a fortaleza sportinguista.

Mudam os parceiros, fica a mística

Luisão já conheceu vários parceiros de guerra no eixo central da defesa do Benfica: desde Ricardo Rocha, Edcarlos, Anderson ou Argel, passando por David Luiz e mais recentemente Garay, com o qual fez sucesso, dentro e fora de portas - duas finais europeias, desilusões, lágrimas e muito suor derramado, culminando a parceria com a conquista da liga nacional 2013/2014, uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga. A nova época começa e o central brasileiro conhece novo (mas velho) companheiro de zona - Jardel, com o qual fará dupla diante do Sporting.

À semelhança de Luisão, Patrício, rei da baliza leonina e sucessor de Ricardo, já viu vários companheiros defensivos chegarem, jogarem, vencerem, perderem e abandonarem o clube - nos sete anos volvidos, nomes como Anderson Polga, Tonel, Onyewu, Xandão, Boulahrouz, Marcos Rojo e Maurício: uns deixaram raízes, caso raro de Polga, outros apenas estiveram de (fugaz) passagem, exemplos de Onyewu, Xandão ou do holandês Boulahrouz. Com Rojo de saída, Patrício enfrentará o Benfica com nova dupla de centrais à sua frente - Naby Sarr e Maurício.

Um passeio pela linha da memória

Os embates entre Benfica e Sporting começaram a ser protagonizados por Luisão e Patrício a partir de 2008, quando um jovem Patrício iniciou a sua caminhada profissional no Sporting, já o gigante central encarnado realizava a sua quarta temporada na Luz e no campeonato português - à data, Luisão já tinha sido responsável por um golo salvífico que 'entregara' a liga ao Benfica...Ricardo era o guardião verde, nesse ano de 2005. O primeiro duelo entre ambos foi um electrizante Sporting 5-3 Benfica, em 2008, a contar para a Taça de Portugal - começava aí uma saga que dura até aos dias de hoje.

Um mês antes, em Março, Patrício estreava -se num «derby», para a liga, empatando contra o Benfica na Luz, 1-1, mas Luisão não jogou, ausente por impedimento. Em Setembro desse mesmo 2008, o Benfica recebeu os «leões» e Patrício provou pela primeira vez o sabor da derrota num «derby», com golos de Reyes e Sídnei - Luisão voltou a falhar o duelo. O reencontro apenas deu-se em 2010, quando o Benfica bateu o Sporting por 4-1 numa partida da Taça da Liga - Luisão marcou aos 68 minutos.

O terceiro tira-teimas com os dois jogadores presentes foi em Abril de 2010, na caminhada do Benfica para o título, 2-0 na Luz a favor dos encarnados, com Patrício a encaixar golos de Cardozo e Aimar. Em Setembro de 2010 novo encontro, com as águias de Luisão a baterem os leões de Patrício por novos 2-0. Em Fevereiro de 2011, o resultado repetiu-se, agora em Alvalade. Apenas um mês depois, ambos reencontram-se, num embate para a Taça da Liga (2-1 na Luz a favor dos da casa).

Patrício somente voltou a festejar uma vitória «in loco» sobre o rival lisboeta quando, em Abril de 2012, o Sporting batia o Benfica em casa por 1-0, com Luisão a provar agora o sabor da derrota. Os velhos conhecidos apertavam mãos de novo em Abril de 2013, mês em que o Benfica voltava a levar a melhor sobre a formação leonina - golos de Salvio e Lima. A 31 de Agosto de 2013, em Alvalade, Luisão via Montero voar para marcar, para depois Markovic desfeitear Patrício: 1-1 no marcador. 

Quando a Taça escapou por entre as pernas

Luisão apenas marcara um único tento a Patrício, mas, na partida a contar para a edição 2013/2014 da Taça de Portugal, em Novembro de 2013, o central benfiquista voltou a assinar um golo diante do guardião internacional, decidindo fatidicamente o duelo com um golpe pouco ortodoxo, de cabeça, já em plena queda, prolongamento dentro. O 4-3 eliminou o Sporting e Patrício, apesar da boa exibição, ficou mal na fotografia, deixando a bola escapar por entre as suas pernas.

A última vez

A última vez que ambos se defrontaram, pela décima primeira vez, foi no 2-0 de 11 de Fevereiro de 2014, quando o Benfica venceu com golos de Gaitán e Enzo. No próximo Domingo Luisão e Patrício medirão forças pela décima segunda vez, consolidando o estatuto de referências de cada um dos seus clubes. Ambos fazem já parte da memória do «derby» e as suas presenças abrilhantam a história dos duelos entre os dois colossos lisboetas.

 

 

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