Rui da Vitória
Foto: Lusa

Rui da Vitória

Apesar de época após época se ver privado dos seus melhores jogadores, Rui Vitória construiu um Vitória de Guimarães que vem sendo a sensação desta Liga.

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Rafael Reis

Existem de facto nomes que têm claramente que ver com a personalidade da pessoa que o ostenta e um desses casos é mesmo o de Rui Vitória, cujo BI o dá mesmo a conhecer como Rui da Vitória, um nome que tem ostentado na perfeição à carreira deste treinador, em especial com o que tem vindo a conseguir nesta época até ao momento, um sucesso imediato que o torna bem mais que o ‘Rui do Vitória’ que já o era desde há algum tempo.

A identificação do técnico com a equipa, a estrutura e a massa adepta é total e não existem mesmo dúvidas de que Rui Vitória é mesmo o supramencionado ‘Rui do Vitória’ na continuidade de um percurso que muitas vezes não foi fácil pois em dados momentos os resultados não foram aqueles que se esperavam mas que nunca esteve em causa, levando à construção do que agora, não restem dúvidas, se trata de uma ‘senhora equipa’.

Antes do sucesso actual, os obstáculos foram mais do que muitos, o que engrandece ainda mais a fase alta que vive o treinador e consequentemente a equipa do Vitória de Guimarães; bastará recordar que na época passada a equipa passou por uma fase dura em termos de resultados e a saída chegou a ser um cenário aventado como possível apesar de tanto Rui Vitória como o presidente dos vitorianos, Júlio Mendes, depressa se terem aprestado a desmentir essa possibilidade.

Em todas as épocas Rui Vitória perdeu nomes importantíssimos da equipa

Bem mais palpável do que essa pretensa saída que chegou a ser noticiada mas nunca chegou a ser confirmada como possível, um problema de maior para o técnico foram as saídas constantes) e a capacidade de ainda ser altamente competitivo em quatro épocas na Cidade Berço, a primeira incompleta por ter chegado a meio da época oriundo do Paços de Ferreira e esta última ainda em andamento.

Em cada uma das épocas no Vitória, o treinador de 44 anos não só perdeu muitos jogadores como para cúmulo viu partir as suas unidades mais influentes: na primeira época perdia o guarda-redes Nilson e o experiente médio Pedro Mendes, no ano seguinte, a da conquista da Taça de Portugal 2012/2013, outras peças influentes como El Adoua, Tiago Rodrigues, Ricardo Pereira e Amido Baldé.

Para cúmulo no final da temporada passada também o central Paulo Oliveira partiu para o Sporting meses depois de Abdoulaye ter regressado ao FC Porto e ter obrigado à reformulação da defesa. Nada disto parece ter incomodado Rui Vitória, que conseguiu sempre encontrar as melhores soluções e a cada ano revelar talento nacional que bate à porta da Selecção Nacional, justificava uma oportunidade nunca concedida por Paulo Bento e agora chamam a atenção de Fernando Santos.

Grande teste ao poderio deste Vitória fica agendado para Janeiro

Perda após perda, recuperação após recuperação, nunca se perdeu a habilidade de perante toda e qualquer adversidade a equipa vitoriana manter níveis de competitividade elevadíssimos, e o expoente máximo parece estar a ser atingido agora com um Vitória com exibições próprias de um candidato ao titulo pelo menos nos encontros em sua casa perante os ‘grandes’, impondo uma igualdade ao FC Porto e uma derrota expressiva ao Sporting.

Passados estes encontros, o Vitória de Guimarães igualou a sua melhor época de sempre em nove jornadas de Liga/Campeonato decorridas, e em Janeiro chegará aquele que será um duplo teste à condição desta equipa, a visita à Luz para defrontar o Benfica.

Primeiramente tal será por essa ser a primeira deslocação ao terreno de um grande, depois por ser realmente o único dos três tradicionais grandes a colocar-se no seu caminho; dependendo do resultado e da pontuação que possa ter nessa altura, o jogo perante os encarnados poderá determinar o brilho da época - até onde poderá chegar este Vitória de Rui?

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