Benfica na despedida: um nulo na luta «pelo prestígio» e «identidade»
Foto: Jorge Amaral/Global Imagens

Benfica na despedida: um nulo na luta «pelo prestígio» e «identidade»

O Benfica despediu-se da Liga dos Campeões com um nulo frente ao Bayer Leverkusen, em plena Luz, vazia. Os encarnados jogaram «pelo prestígio» mas nada levaram de uma partida que sempre soube a pouco, por pouco significar para as aspirações das águias.

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Nada a ganhar a não ser um tépido e issonso «prestígio» que, no fundo, fora já perdido nas cinco partidas anteriores da fase de grupos da Liga dos Campeões: a Luz, vazia e de bancadas a descoberto, foi palco de um nulo entre Benfica e Bayer que, no fundo, plasmou na perfeição a passagem do Benfica de Jorge Jesus pela edição 2014/2015 da prova dos milhões: ignoto, nulo e sem pejo digno de ser relenitmbrado no futuro.

Um nulo que a rapaziada das segundas linhas sempre quis desfazer

O Benfica recebeu hoje o líder do grupo C, o Bayer Leverkusen, jogando para cumprir calendário e dignificar o «prestígio» e «identidade» do clube encarnado, de acordo com as palavras do treinador da Luz, Jorge Jesus. Mas como defender algo que fora perdido, jogo a jogo, durante a mão cheia de partidas que destinaram o Benfica a ficar arredado, tanto da Liga dos Campeões, como da Liga Europa? Pouca motivação haveria armazenada - o 0-0 comprova isso de forma translúcida.

Com uma formação secundária, o Benfica lançou-se na partida contra um Bayer também defendido, gerindo poupanças (sul-coreano Son foi exemplo, assim como Kiessling), e cedo se percebeu que os talentos da segunda linha deste Benfica estavam desejosos de mostrar a Jesus que poderm ser primeiras escolhas do caderno táctico do treinador de 60 anos. O ritmo foi vivo mas os golos tardaram em chegar - e acabaram por nunca chegar mesmo.

Bebé tomou conta da extrema direita e mostrou-se activo, rápido, capaz de ligar-se com o ataque e delinear jogadas de perigo; Ola John foi sempre uma seta no flanco esquerdo, colocando em água a cabeça da defesa germânica; Cristante e Pizzi souberam dar solidez ao meio-campo, nunca perdendo o norte no combate nuclear do meio-campo; Lima, perdulário, voltou a deixar desconfianças a Jesus quanto ao seu momento de forma ofensivo.

Artur Moraes, que substituiu o actual titular Júlio César, também se mostrou a bom plano. Jorge Jesus ainda lançou Nélson Oliveira e mais tarde João Teixeira, mas o nulo encarnado permaneceu intacto, penalizando o Benfica, que foi a formação que mais perigo criou na partida. Nem Talisca, que entrou para render Lima,  na segunda parte, conseguiu desatar o empate.

Despedida inglória de um Benfica perdedor na «Champions»

O Benfica despediu-se com um 0-0 inglório, espelhando fidedignamente a actuação igualmente inglória que teve durante os seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões, prova na qual demonstrou não ter o estofo competitivo necessário para ombrear com os mais potentes clubes da Europa. Com este resultado de hoje, o Benfica abandona a «Champions» com dois golos marcados em seis jogos: apenas BATE Borisov e Apoel têm menos golos que os encarnados...ainda assim, têm também menos um jogo disputado.

Jorge Jesus e André Villas-Boas pelo caminho

André Villas-Boas também não logrou garantir a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões: o treinador português perdeu a vaga para o compatriota Leonardo Jardim, que, ao bater hoje os russos do Zenit por 2-0, garantiu a passagem à fase seguinte, cortando a meta do grupo C na primeira posição graças ao empate do bayer em solo luso. Com 3 treinadores lusos no grupo, apenas Jardim, ex-Sporting, passou à fase seguinte.

Críticas à falta de competitividade do Benfica europeu

As críticas não serão tão cedo apagadas pelo tempo, já que a prestação europeia do Benfica, que se junta às frustrações passadas na Europa, não deixou muitos adeptos benfiquistas contentes. O facto de Jorge Jesus ter aparentado uma pose bem menos competitiva na Liga dos Campeões (o onze escalado contra o Bayer, na primeira ronda é tema propício a críticas) acicata ainda mais o rol de apontamentos negativos à forma como as águias disputaram a fase de grupos da maior prova de clubes. 

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