Porto cozido no Caldeirão com uma pitada de Salin
Foto: Joana Sousa

Porto cozido no Caldeirão com uma pitada de Salin

O Marítimo, que tinha sido goleado nos Barreiros pelo Benfica na jornada passada, derrotou o FC Porto em pleno Caldeirão, cozendo a oposição portista com uma exibição defensiva abnegada e cheia de sorte. Salin deu travo saboroso à vitória com óptima actuação entre os postes.

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Nada fazia prever que o Marítimo, desavindo depois de um jogo fraquíssimo frente ao campeão Benfica, pudesse fazer a vida negra ao FC Porto da forma como, de facto, acabou por fazer: num jogo esforçado e suado, os insulares receberam e bateram o Porto de Julen Lopetegui, através de um brilhante golo de Rodrigo Galo e de uma estóica actuação do francês Salin, regressado ao onze após lesão. 

Nada fazia prever que o Caldeirão cozinhasse o Porto

Depois da derrota pesada imposta pelo Benfica, na jornada 17, poucos eram aqueles que acreditavam numa reacção abnegada e árdua da formação de Leonel Pontes, mas, de facto, os Leões da Madeira mostraram de que fibram são feitos: aceitando o claro domínio do Porto, os maritimistas souberam ser letais (apenas foram à baliza de Fabiano por uma vez...) no ataque e solidários na defesa.

O golo estonteante do médio Rodrigo Galo deu vantagem aos insulares e, daí ao nervosismo ofensivo do Porto foi um ápice - entrou então Salin em acção, defendendo tudo e confiando nos postes para o que restava do trabalho. Com a assistência da aselhice portista na hora de carimbar o selo de golo, o Marítimo foi defendendo-se como podia, acabando a partida com dez homens devido à expulsão do central Raul Silva, aos 77 minutos.

Lopetegui sob chuva de críticas

No Caldeirão dos Barreiros, o Porto, que vinha de quatro vitórias seguidas na Liga, foi autenticamente cozido pela estratégia de Leonel Pontes e pelo rumo dos acontecimentos - Salin temperou uma vitória inesperada cozinhada pelo pontapé potente e colocado de Galo. Julen Lopetegui, muito criticado pelas opções tácticas tomadas durante a partida, não foi capaz de dinamizar a fluência do ataque portista - Casemiro mereceu avaliações negativas, tal como Quintero, desposicionado no terreno devido às ordens do basco.

Benfica derrotado salvou Porto do descalabro

Com a derrota do passado Domingo, o Porto passou a noite com suores frios que perspectivavam a definitiva perda do campeonato, mas o Benfica salvou o Dragão de medos infundados: na Mata Real, o golo de Sérgio Oliveira voltou a dar esperança aos Dragões - o médio, que irá voltar à formação azul-e-branca no final da temporada, bateu Júlio César e obrigou os encarnados a refrearem os ânimos. 

Com a derrota das águias em Paços de Ferreira, a distância pontual entre Benfica e Porto mantém-se: seis pontos intactos mesmo depois dos azuis-e-brancos terem borrado a pintura na Madeira, hesitação que não poderá voltar a acontecer, caso os dragões queiram perseguir com pertinência a formação líder da Liga, o Benfica de Jorge Jesus. Bem pode o Porto agradecer à excelência da estratégia montada por...Paulo Fonseca, que deteve o Benfica na Mata Real e impediu que os Dragões vissem o título por um canudo.

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