Benfica x FC Porto: O que mudou desde o último clássico na Luz
Foto: AFP

Benfica x FC Porto: O que mudou desde o último clássico na Luz

Foi a 12 de Janeiro de 2014, que Benfica e FC Porto jogaram o último clássico no Estádio da Luz. Agora mais de um ano volvido é altura de verificar quem sobra desse encontro, e qual dos dois sofreu uma revolução maior no plantel.

RodolfoReis
Rodolfo Reis

Se olharmos apenas aos vinte e dois que entraram em campo de início, restam apenas sete jogadores do encontro da última temporada. Num jogo que terminou com a vitória encarnada por 2-0, os autores dos golos Rodrigo e Garay já rumaram para fora da Luz, de resto do onze de Jorge Jesus sobram somente quatro elementos, Maxi Pereira, Luisão, Gaitàn e Lima

No lado azul e branco a razia foi ainda maior e só Danilo, Alex Sandro e Jackson Martínez pisaram o relvado no apito inicial. No entanto ambas as formações tinham no banco jogadores que hoje são titulares absolutos, como são os casos de Jardel nas águias e de Fabiano, Maicon e Ricardo Quaresma nos dragões, sendo que só o central benfiquista e o extremo azul e branco entraram no decorrer do encontro da época transacta.

O Benfica perdeu desde logo na baliza Oblak, que foi para o Atlético Madrid para o seu lugar chegou Júlio César titular da selecção brasileira. Na defesa Jardel ganhou a titularidade ao lado de Luisão e na esquerda Eliseu rendeu Siqueira, que também foi para os colchoneros, mas foi sobretudo no meio-campo que se deu a maior revolução encarnada, com as saídas Matic e de Enzo Pérez já em Janeiro último.

Para os seus lugares vieram Samaris e Pizzi regressou do empréstimo ao Deportivo da Corunha. Talisca foi uma das caras novas que cedo ganhou destaque pelos golos marcados, mas tem vindo a perder espaço nos últimos tempos.

Na frente o Benfica teve um reforço de peso com a aquisição de Jonas a custo zero proveniente do Valência. O brasileiro leva ja dezasseis golos apontados no campeonato, menos um que o líder e seu rival de domingo, Jackson Martínez. Gaitàn, Lima e Sálvio completam o elenco daquela que tem sido a base da equipa ao longo da temporada.

Trio Lima, Jonas, Gaitàn tem sido fundamental (Foto: jn.pt)

Em relação ao FC Porto as remodelações começaram logo no banco, com Julen Lopetegui a ser o novo treinador. O espanhol contou com o forte empenho financeiro da direcção portista, que deu ao técnico todas as condições e jogadores de enorme mais valia para recuperar o título perdido. Fabiano aproveitou a grave lesão de Helton para tomar conta da baliza.

A defesa viu chegar uma nova dupla de centrais, Marcano e Bruno Martins Indi, que seriam os sucessores de Otamendi e Mangala. Foi no entanto Maicon que já provinha da temporada anterior, que se assumiu como o mais regular no centro da defesa e que ao longo da época tem alternado ora com o espanhol, ora com o holandês. No meio-campo a ida de Fernando para o Manchester City, a saída de Lucho González para as Arábias e o empréstimo de Carlos Eduardo ao Nice, obrigaram a novas contratações.

Hector Herrera veio do México e de Espanha chegaram Óliver Torres e Casemiro por empréstimo de Atlético e Real Madrid, respectivamente. Só que Julen Lopetegui, decidiu colocar em campo um jovem de 17 anos da formação azul e branca de seu nome Rúben Neves, que com boas exibições veio baralhar as contas ao treinador. Uma lesão contraída frente ao Shakhtar Donetsk obrigou o português a parar um mês e daí para cá não mais conseguiu agarrar o lugar no onze inicial.

Para o ataque, Brahimi foi um dos reforços que mais expectativas criou aos adeptos e apesar de ter começado bem, tem vindo a perder fulgor com o passar da época. Cristian Tello veio por empréstimo do Barcelona e tem alternado com Ricardo Quaresma e o argelino nas alas, com Jackson Martínez a ser pedra basilar num ataque, ao qual Aboubakar não tem sido um adversário à altura.

Equipa portista sofreu uma autêntica revolução (Foto: worldfootball.net)
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