Benfica x FC Porto: Jesus perto de quebrar 30 anos sem o bicampeonato

Benfica x FC Porto: Jesus perto de quebrar 30 anos sem o bicampeonato

O Benfica está perto de festejar o bicampeonato, feito que não é atingido desde a temporada 1983/1984. Se bater o FC Porto, no próximo Domingo, o Benfica ficará com seis pontos de vantagem na Liga e dificilmente verá fugir a revalidação do título. Jorge Jesus sucederá a Sven-Goran Eriksson.

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Ao sexto ano ao serviço do Benfica, Jorge Jesus poderá atingir a glória de quebrar com o enguiço de três décadas - conduzindo o Benfica à dupla consagração, a conquista do bicampeonato nacional, aventura de sucesso que não acontece desde que Sven-Goran Eriksson tornou o Benfica campeão na temporada 1983/1984. A uma vitória de deixar o FC Porto a seis pontos de distância (quando faltarão apenas quatro jornadas para o culminar da Liga), o Benfica de Jesus tem tudo a seu favor para, no Domingo, manter, pelo menos, a preciosa vantagem de três pontos.

Eriksson foi o último obreiro do bicampeonato

Benfica x FC Porto: mais que um clássico...um marco de viragem?

A marcar na Luz (para a Liga) há uns extraordinários 92 jogos consecutivos, o Benfica desenhado por Jorge Jesus parte para o clássico Benfica x FC Porto como formação favorita, não só pelo favorável contexto pontual mas também pelo facto de actuar perante uma plateia vermelha sedenta de títulos - no Domingo espera-se lotação esgotada e um apoio incondicional à equipa liderada por Gaitán, Lima, Luisão, Jonas, Maxi e companhia. Caso vença, poucos serão os portistas a manter a fé no título e muitos serão os benfiquistas que comemorarão, por antecipação, o bicampeonato: poderemos censurá-los? Não.

No cenário de vitória caseira, o Benfica empurrará o rival Porto para o fundo do poço, condenando-o a uma época de seca de títulos. Por isso mesmo, este clássico que se avizinha significa muito mais que um duelo de nervos (como todos os outros clássicos), tendo a importância simbólica mas também empírica de uma finalíssima que pode abanar, se não mesmo encerrar, a hegemonia portista das últimas décadas. Cedo demais para a proclamar? Sim. Mas um triunfo encarnado abalará o ego portista e reverterá, pelo menos temporariamente, os pratos da balanço da História recente.

Jorge Jesus tentará quebrar 30 anos de jejum do bis nacional

O Benfica não festeja o bicampeonato desde a temporada 1983/1984, jejum que traduz na perfeição a perda de poder das águias no futebol português e a consequente ascensão do FC Porto à condição de força dominante. Se o Benfica não sabe o que é repetir a comemoração do título de campeão nacional há 30 anos, o rival nortenho conseguiu, nesse mesmo espaço temporal, três bicampeonatos (1984/1985-1985/1986 / 1991/1992-1992/1993 / 2002/2003-2003/2004), um pentacampeonato (1994/1995 a 1998/1999), um tetracampeonato (2005/2006 a 2008/2009) e um tricampeonato (2010/2011 a 2012/2013). 

Caso conquista a presente edição da Liga, o Benfica obrigará o FC Porto a dois anos de jejum na prova nacional, algo que não se sucedia desde as temporadas 1999/2000 a 2001/2002, período em que os dragões ficaram afastados do sucesso durante três temporadas, devido às conquistas de Sporting (2) e Boavista. Jorge Jesus poderá dar vida ao bicampeonato benfiquista, reeditando o feito realizado pelo técnico sueco Sven-Goran Eriksson. O treinador nórdico chegou à Luz construiu o feito do bicampeonato (batendo até o Porto nas Antas, na final da Taça) e a sua saída (para a AS Roma) abalou a constância encarnada.

Jesus poderá vencer 3 ligas e conqusitar o bis (Foto: AFP/Getty Images)

Agora, depois de um tricampeonato azul que interrompeu a excelente temporada 2009/2010, na qual se estreou Jesus enquanto técnico do Benfica, as águias podem revalidar o título obtido na indómita campanha interna de 2013/2014, ganhando maior impulso rumo a nova tentativa de domínio da paisagem futebolística de Portugal. Jorge Jesus poderá assim escrever, com bis, novo capítulo de História encarnada, igualando façanhas de Eriksson, Fernando Riera (1966/1967-1967/1968 iniciada mas não terminada), Béla Guttmann (1959/1960-1960/1961), Janos Biri (1941/1942-1942/1943) e Arthur John (1929/1930-1930/1931).

 

 

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