Bis nacional: Benfica a 90 minutos de quebrar enguiço de 31 anos

Bis nacional: Benfica a 90 minutos de quebrar enguiço de 31 anos

O Benfica jogará no Domingo o derradeiro jogo do título 2014/2015: caso vença, poderá festejar a conquista do bicampeonato nacional, feito que não vê a luz do dia desde o ano de 1984, quando Sven-Goran Eriksson conduziu as águias a dois anos de sucesso interno.

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Amanhã, o Benfica entrará no estádio D. Afonso Henriques para enfrentar a armada vimaranense nos 90 minutos derradeiros que separam as águias do bicampeonato. Agora que a Liga NOS dispára os seus últimos cartuchos, o Benfica tem a oportunidade de, em Guimarães, quebrar um enguiço de 31 anos, voltando a festejar um bis nacional que não vê a luz do dia desde o ano de 1984, data da consumação do bicampeonato de Sven-Goran Eriksson.

Desde o feito do técnico sueco, que teve o auxílio técnico (e linguístico) de Toni, o Benfica apenas celebrou campeonatos isolados, vendo a hegemonia portista consolidar-se ano após ano. Com o avançar do tempo, os títulos nacionais tornaram-se ilhas para o Benfica, enquanto o rival Porto empilhava campeonatos. Jorge Jesus poderá, amanhã, colocar um termo ao jejum que está por saciar desde a temporada 1983/1984.

Numa liga jogada taco-a-taco com o Porto, as águias de Sven-Goran Eriksson cortaram a meta das 30 jornadas com 52 pontos contra 49 dos dragões, marcando uns incríveis 86 golos, uma média mais eficiente que a do Benfica versão 2014/2015 (82 golos em 32 jornadas). Nessa temporada, o Benfica terminou a Liga com duas derrotas (leva 3 actualmente) e 24 vitórias, numa época em que os triunfos valiam somente dois pontos.

O Vitória de Guimarães x Benfica poderá terminar com festa encarnada em pleno relvado do D. Afonso Henriques, ficando, assim, o Benfica x Marítimo da última jornada reservado para a festança do campeão consagrado perante um Estádio da Luz totalmente cheio e em estado de êxtase. Se na azeda memória dos benfiquistas está ainda a derrota na final da Taça de Portugal 2012/2013, frente aos vimaranenses, às águias apraz-lhes pensar que, nas últimas 4 deslocações, apenas por uma vez o Benfica não venceu no reduto minhoto.

Luisão, capitão encarnado, poderá quebrar o seu próprio recorde, tornando-se no único jogador estrangeiro do clube a conquistar quatro campeonatos. O brasileiro será um dos reincidentes neste tipo de festejos, seguido por Maxi Pereira, que irá celebrar o seu terceiro campeonato nacional de águia ao peito. O treinador Jorge Jesus, que vê o seu contrato terminar nas próximas semanas, está à beira de festejar o terceiro campeonato nesta passagem de seis anos pelo clube.

Maxi e Luisão são prata da casa

Amanhã, estará nas mãos dos jogadores encarnados engolirem o vazio de 31 anos que separa a geração encarnada de Zoran Filipovic, Bento, Michael Manniche, Nené, Shéu, Diamantino, Chalana, Carlos Manuel, Pietra, Humberto Coelho e Veloso, da geração de Luisão, Maxi, Lima, Gaitán, Jardel, Salvio e companhia. Mas a tarefa não se adivinha fácil: o Vitória SC aspira ainda a chegar ao quarto lugar, ocupado pelo rival SC Braga (4 pontos separam as duas equipas).

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