Giro 2015: Alberto Contador trepa para a vitória apesar da Astana e...da Tinkoff-Saxo

Giro 2015: Alberto Contador trepa para a vitória apesar da Astana e...da Tinkoff-Saxo

O ciclista espanhol tem levado a cabo actuações de nível espectacular, mesmo contra a acção conjunta da Astana e mesmo sofrendo com as insuficiências notórias da sua própria equipa.

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Depois da etapa 16, que ligou Pinzolo a Aprica, Alberto Contador ficou pertíssimo de conquistar o Giro de Itália 2015: o espanhol da Tinkoff-Saxo deixou Fabio Aru a 4:52 minutos, tendo agora como perseguidor mais directo (a 4:02 minutos) o compatriota da Astana, Mikel Landa, grande revelação da competição.

O chefe-de-fila da equipa de Oleg Tinkoff executou uma brilhante recuperação na subida do Montirolo e aniquilou as aspirações da equipa cazaque da Astana, que, apesar de celebrar ontem a terceira vitória em etapas nesta edição do Giro, graças a Mikel Landa, está cada vez mais longe de reclamar o triunfo final na prova.

Alberto Contador tem sido a vedeta deste Giro 2015: arrojado, resistente, consistente e ofensivo, o «el pistolero» tem dado provas da sua excelência e nem mesmo os esforços conjuntos da Astana têm sido suficientes para quebrar a hegemonia do espanhol na prova. Contador tem-se mostrado à prova de tudo - já deslocou o ombro, voltou a cair, teve problemas técnicos que o atrasaram e pouco deste seu sucesso o deve à equipa que o secunda.

A Tinkoff-Saxo tem dado de si uma imagem nada veemente, pouco assertiva e débil em termos de capacidade colectiva. A formação não tem sido capaz de acompanhar a cadência do seu chefe-de-fila sempre que as subidas se acentuam e as dificuldades das etapas restrigem, naturalmente, o número de ciclistas na frente das corridas. Repetidamente temos visto a Tinkoff-Saxo deixar Contador isolado, entregue à sua própria sorte - não raras vezes contra uma Astana mais possante e presente.

Ontem, na épica prova de Contador, a equipa do ciclista espanhol voltou a fraquejar quando mais dela se necessitava; mal começava o agonizante Montirolo (que o comprove Aru) e já Contador esteve entregue ao seu destino, sem escudeiros em quem confiar. Aru, ao invés, seguia escudado pelo portentoso Mikel Landa e só não atravessou o Montirolo todo na companhia de Landa porque foi o próprio italiano a desistir de acompanhar um andamento que suas pernas já não reconheciam.

Se estas actuações da formação de Oleg Tinkoff têm revelado uma equipa curta em termos de profundidade, sem aptidão para proteger o seu líder nas mais árduas subidas e contra os ataques furtivos dos rivais, têm tido também o condão de enaltecer o brilhantismo da actuação do Alberto Contador - sozinho, apesar da Astana e da Tinkoff-Saxo, o ciclista tem demonstrado que não existe rival ou equipa suficientemente forte para o impedir de celebrar o Giro 2015.

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