Deitando dinheiro sobre a crise, rivais de Milão apostam tudo na ressurreição

Deitando dinheiro sobre a crise, rivais de Milão apostam tudo na ressurreição

Depois de um período negro em que AC Milan e Internazionale foram autênticas caricaturas de si mesmos, chegou a altura de se jogar dinheiro sobre a crise milanesa: os dois rivais têm aproveitado o defeso de Verão para reforçarem-se com activos valiosos e dispendiosos que prometem reverter a situação penosa de ambos os clubes.

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Os últimos anos têm sido o reflexo total do negro período atravessado pelos dois grandes clubes da cidade de Milão - mergulhados numa crise desportiva sem precedentes, AC Milan e Internazionale habituaram-se, nas temporadas recentes, a ver o topo da classificação da Serie A como uma autêntica miragem, onde a «Vecchia Signora», indomável e tranquila, se senta no trono do «Calcio» sem rivais à altura. 

De facto, o último suspiro milanês deu-se na temporada 2010/2011, com o triunfo do AC Milan na liga italiana; depois disso, um deserto competitivo tanto de AC Milan como de Internazionale, com ambas as equipas milanesas subjugadas perante a ascensão da Juventus. A fuga de talentos foi tanto causa como consequência dos maus resultados das duas formações, que, gradualmente, foram caindo na tabela classificativa.

Com plantéis envelhecidos, esquemas tácticos pouco irreverentes e uma latente desorganização desportiva, os dois rivais de Milão permitiram que o progresso de equipas como o Nápoles ou a AS Roma acentuasse ainda mais a queda dos protagonistas do famoso «derby» apelidado de «Derby de la Madonnina». A última temporada traduz na perfeição a astenia competitiva que contagiou os dois clubes - o Inter terminou a Liga em 8º lugar, a 28 pontos da líder Juventus, e o AC Milan em num igualmente confrangedor 10º lugar, a 30 pontos da campeã.

A fraqueza de ambos os clubes gerou o contexto ideal para que investidores interessados em obter maioria na cotação dos rivais avançassem para a aquisição, quer de AC Milan quer de Inter. Os «rossoneri» foram este ano vendidos ao empresário tailandês Bee Taechaubol e os «interistas» tinham já sido adquiridos pelo empresário indonésio Erick Thohir, em 2013. Agora, com dinheiro fresco injectado pelas direcções endinheiradas, os dois clubes investem de forma agressiva no mercado de transferências deste Verão, contratando vários craques que prometem retirar Inter e AC Milan da miséria desportiva vivida nos últimos anos.

Ainda hoje os «rossoneri» esbanjaram 25 milhões de euros no jovem prometedor central Alessio Romagnoli, que assim se junta aos reforços Andrea Bertolacci, Luiz Adriano (9 milhões de euros, vindo do Shakhtar), Carlos Bacca (contratado ao Sevilha por 30 milhões) e Suso (a custo zero). A intensa actividade dos milaneses no mercado deixa antever a chegada de mais reforços; o Inter reforçou-se com conta peso e medida, com Miranda (proveniente do Atlético por 15 milhões), Martín Montoya, Jeison Murrilo, Geoffrey Kondogbia (vindo do Mónaco por 35 milhões), Marcelo Brozovic Stefan Jovetic (vindo do City).

A temporada 2015/2016 dirá se a ambiciosa e gastadora política de contratações de Inter e AC Milan surtirá efeitos práticos. Para já, os dois clubes tentam agitar as águas do domínio total da Juventus, jogando dinheiro sobre o mau momento de forma e esperando que os craques revitalizem Milão e catapultem os dois rivais para novos patamares competitivos. Terão a palavra, dentro de campo, as formações de Roberto Mancini e Sinisa Mihajlovic.

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