Retro eSports: Rainbow Six Siege

O ano teve muitas coisas boas para o cenário brasileiro de Rainbow Six Siege, começando pelo convite para disputar o Invitational no Canadá.

Retro eSports: Rainbow Six Siege
Foto: Editoria de Arte/VAVEL Brasil

Da disputa pela classificação para o Invitational (primeiro torneio internacional disputado por uma equipe brasileira de Rainbow Six Siege) até a ascensão da Black Dragons ao topo do cenário brasileiro de R6.

O caminho para o Invitational

Apenas 4 equipes disputaram as classificatórias sendo elas Pain Gaming, Nyxe Erebo, BRK e Santos Dexterity, em um formato de dupla eliminação. Em caso de derrota, a equipe disputava a chave dos "perdedores" e na final, o time da chave dos "vencedores" já tinha 1 mapa de vantagem, que veio ser a Santos Dex que conseguiu a vaga para a competição. 

No Invitational, a Santos Dexterity mostrou para o mundo o potencial dos times brasileiros, com um ótimo jogo contra a Euronics (EU). Os brasileiros chegaram nas semis onde foram derrotados para a Continuum, time que viria a ser campeão, em uma partida muito disputada. 

Integrante da Santos Dexterity na época da competição, Adenauer "Silence" Alvarenga comentou como foi a experiência de ter integrado o primeiro time brasileiro em um campeonato mundial. "Foi uma honra acima de tudo representar nosso país lá fora! E acima de tudo um sonho realizado."

O jogador também lembrou de alguns momentos no evento: "Quando vencemos nosso primeiro jogo e tivemos um apoio da torcida local (haviam brasileiros lá também) foi uma coisa muito marcante." Durante o evento surgiu um anúncio importante: duas vagas seriam cedidas para times brasileiros disputarem a Pro League. Além disso, a fase final da competição seria em São Paulo. 

Participaram da Pro League fase regional 8 times: Santos Dexterity, Keyd Stars, Black Dragons, V3, Nox, SX, Pain e BRK que disputaram 2 vagas na fase final que seria na Polônia. Chegam na Semi Final Keyd contra V3 e Pain contra Black Dragons, melhor de 5, ótimos jogos, com uma virada impressionante da V3 (que perdia por 2 mapas a 0, e ainda conseguiu vencer) e um 5k extraordinário do jogador Nesk da Black Dragons, classificando-se para a Polônia em busca de um título inédito.

Black Dragons e V3 na Polônia, mais dois times disputando campeonatos contra times de outros continentes. Algo que era raro já estava se tornando normal, times brasileiros brigando de igual pra igual com todos. A V3 bateu a Vertical mas parou na semi para a Penta, já a Black Dragons venceu a Gifu e a Gbots, mas perdeu na final para a Penta, ficando com o vice-campeonato mundial. 

Para o Rainbow Six, 2017 foi um ano de desbravamentos. As equipes brasileiras passaram a figurar entre as melhores do cenário mundial, algo que já ocorre em outras modalidades como o CS:GO, por exemplo. 2018 promete para o Brasil em um dos jogos mais famosos do mundo.