Nem o Jamor salva este Sporting: leões eliminados pelo Chaves

Os leões sofreram um golo à passagem do minuto 87 e acabaram fora de mais uma prova, numa temporada para esquecer.

Nem o Jamor salva este Sporting: leões eliminados pelo Chaves
Jorge Jesus na bancada, no jogo desta terça-feira. (Foto: José Coelho/LUSA)

Três dias depois do empate a duas bolas a contar para o campeonato, o Sporting voltou a não ser capaz de superar a formação de Chaves. Os pupilos de Jorge Jesus - que continuou na bancada, a cumprir a suspensão de 15 dias - deslocaram-se ao norte do país com a missão clara de seguir em frente na Taça de Portugal e salvar uma temporada assolada por desaires inesperados, mas acabaram por agravar o cenário vivido em Alvalade. 

Longe da garra e da determinação que seria exigida para dar fortes sinais de melhoria, a equipa de Alvalade entrou em campo sem capacidade para impôr o seu estilo de jogo e recorrendo frequentemente às fintas de Gelson Martins para tentar criar perigo e chegar perto do golo. Do outro lado, o Chaves ia tentando a sua sorte, sobretudo às custas de Ricardo Esgaio, e acabou mesmo por criar duas fortes situações de perigo no primeiro quarto de hora, com Beto a reagir da melhor forma às investidas de Fábio Martins e a adiar o que se revelaria inevitável.

A primeira parte foi-se desenrolando e entre uma ligeira melhoria por parte dos «leões» -  com uma boa jogada de Gelson aos 28' e Coates a chegar a estar perto do golo aos 42', num cabeceamento que passou junto ao poste direito da baliza defendida por António Filipe - e duas substituições forçadas de Jefferson e André por lesão (entraram Bruno César e Campbell, respetivamente), o intervalo chegou e deixou clara a ideia de que os transmontanos tinham sido superiores no primeiro tempo.

Após o descanso, o Sporting voltou um pouco melhor, com mais posse de bola, mas ainda com cruzamentos inconsequentes e sem remates que levassem real perigo à baliza adversária. Por sua vez, já com a formação um pouco desgastada e com a irreverência de Campbell em campo, o Chaves acabaria por recuar inteligentemente, fechando os espaços e oferecendo definitivamente o comando da partida a uma equipa incapaz de o aproveitar, confusa e com erros infantis. 

No final de contas, o pior estaria guardado para o últimos lances: primeiro com uma tentativa de chapéu de Braga, que quase batia Beto de forma «astronómica» (após um mau pontapé de baliza) e depois com o golo decisivo. À passagem do minuto 87, na sequência de um livre, Ponck reagiu da melhor forma ao cruzamento de Patrão e cabeceou para o fundo das redes, colocando o Sporting fora de mais um objetivo e gelando por completo as bancadas dos adeptos leoninos.

Deste modo, o Desportivo de Chaves segue em frente na prova, atingindo pela segunda vez na história do clube as meias-finais da competição e alimentando o sonho de disputar o troféu no Jamor. Do lado visitante, apenas com o campeonato pela frente até ao final da temporada, multiplica-se a busca de razões para o fracasso da turma orientada por Jorge Jesus, cujas implicações apenas o tempo poderá ditar.

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