Em jogo de cinco gols, Ponte Preta bate Guarani no dérbi campineiro

Macaca consegue aproveitar contra-ataques e fatura vitória no Brinco de Ouro da Princesa; rivais não se enfrentavam havia cinco anos

Em jogo de cinco gols, Ponte Preta bate Guarani no dérbi campineiro
Foto: PontePress/FábioLeoni
Guarani
2 3
Ponte Preta
Guarani: Brígido; Lenon, Everton Alemão, Edson Silva, Marcílio; Baraja, Ricardinho, Erik, Rondinelly; Nazario e Bruno Mendes
Ponte Preta: Ivan; Igor, Reginaldo, Renan Fonseca, Orinho; André Castro, Paulinho, Tiago Real; Danilo Barcelos, Felippe Cardoso e André Luis
Placar: 0-1, min.12, Danilo Barcelos (c); 1-1, min.21, Reginaldo; 1-2, min. 24, André Luis; 1-3, min. 61, André Luis; 2-3, min. 67, Rondinelly.
ÁRBITRO: Leandro Pedro Vuaden, auxiliado por Jorge Eduardo Bernardi e Jorge Eduardo Calza.
INCIDENCIAS: Partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro Série B, disputada no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.

Uma das maiores rivalidades brasileiras voltou a ter mais um capítulo escrito na história. Após cinco anos, Guarani e Ponte Preta voltaram a se enfrentar, desta vez pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro - Série B. No Brinco de Ouro da Princesa, a Macaca Querida voltou a vencer. Em confronto disputado, os visitantes derrotaram os bugrinos por 3 a 2. Os gols da partida foram marcados por Danilo Barcelos (c), Reginaldo, André Luis (2x) e Rondinelly

Antes da partida, um caso lastimável: Leonardo Bernades, de 18 anos, foi assassinado num confronto entre torcedores organizados. Ele chegou a ser levado ao Hospital Ouro Verde, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo apuração da EPTV, a brutalidade ocorreu por volta de 12h - sete horas antes do jogo - e a quatro quilômetros de distância do local da partida. O jovem era torcedor da Ponte Preta.

Sobre o jogo, as equipes não se enfrentavam desde 26 de janeiro de 2013, quando a Ponte derrotou seu rival por 3 a 1 fora de sua casa. Após desencontros entre divisões do campeonato brasileiro e paulista, finalmente o dérbi campineiro voltou a ser disputado. Recém-promovido à segunda divisão, o Guarani se encontrava na 15° colocação, com três pontos conquistados em três partidas. Assim como a Ponte, que estava no 16° lugar.

A partida começou quente. Logo aos três minutos, Tiago Real fez cruzamento e a bola foi afastada por Edson Silva, que estava com o braço escancarado. Após o lance, os jogadores pontepretanos pediram a marcação da penalidade para o árbitro Leandro Vuaden, que, após conversa com o assistente, marcou apenas escanteio para a equipe visitante.

Por sua vez, o Guarani estava interessado em mudar o resultado da última aparência entre as equipes e impôs uma pressão inicial, que deu certo: logo aos 12 minutos, após escanteio cobrado, Thiago Alemão resvalou na bola, que bateu em Danilo Barcelos e entrou no gol. Nove minutos depois, a Ponte reagiu com o mesmo veneno do rival. Desta vez, o mesmo Danilo Barcelos, vilão no primeiro gol, cruzou para Reginaldo empatar a partida em sua estreia.

Com o resultado igualado, a Ponte optou por usar sua melhor estratégia: defesa forte e rápida saída nos contra-ataques. E logo rendeu frutos. Três minutos após o empate, a Macaca chegou à virada em ligeira jogada que durou apenas 15 segundos da transição da área defensiva até a bola entrar nas redes. Após escanteio sofrido, Cardoso rapidamente achou Igor, que cruzou para André Luis cortar o marcador e empurrar a bola para o fundo das redes. Na comemoração, utilizou uma mascara referente ao mascote do clube, a mesma qual Gigena usou em 2003, e tomou cartão amarelo.

Após a virada, ambas equipes criaram oportunidades de gol e o restante da primeira etapa foi de um futebol muito bem jogado. O Guarani conseguiu chegar mais ao ataque, mas sempre pecava na finalização. Já a Ponte quase chegou a ampliar com Felippe Cardoso, mas Bruno Brígido salvou a equipe bugrina. O goleiro Ivan também fez importantes defesas. No final da primeira etapa, o Guarani novamente armou pressão mas não conseguiu empatar a partida.

No segundo tempo, a Ponte Preta, à frente do placar, seguiu sua estratégia de jogo, enquanto o Guarani necessitava atacar para igualar o marcador. E era tudo que os alvinegros esperavam. Aos oito minutos, Bruno Brígido defendeu bola de Tiago Real que parecia o retrato da partida, após nova jogada de contra-ataque oriunda de erros no meio-campo bugrino. Três minutos depois, a verdade. Danilo Barcelos se recuperou de vez do azar no primeiro gol e cruzou para André Luis fazer o terceiro gol da Macaca, seu segundo na partida.

Dois gols atrás no placar, o Guarani parecia se tornar presa fácil de seu rival. Porém, não desistiu. A equipe seguiu buscando descontar no placar, até que conseguiu infiltração na zaga pontepretana e Rafael Longuine ficou à frente de Ivan. Para evitar o gol, Renan Fonseca cometeu a penalidade. Rondinelly cobrou e diminuiu. O gol empolgou a parte verde de Campinas, mas o filme sempre parecia se repetir: a equipe da casa pressionava e errava na parte final, enquanto os visitantes levavam muito perigo no contra-ataque. Ao fim do jogo, a Ponte desperdiçou uma oportunidade clara de gol, quando Felippe Cardoso recebeu bola no meio-campo sem nenhum marcador adversário e carregou até chutar para defesa de Brígido. Ao seu lado, tinham dois jogadores de sua equipe, mas o atacante não passou. Sendo assim, a partida se encerrou em 3 a 2.

A garantia é de que não teremos de esperar outros cinco anos para assistir ao dérbi campineiro, já que as equipes se enfrentarão no segundo turno do Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso do Guarani é pela mesma competição, na terça-feira (8), quando enfrenta o Criciúma, em Campinas. Já a Ponte Preta viaja até o Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo pelo jogo de volta da Copa do Brasil, na próxima quinta-feira (10).