Adilson Batista exalta evolução do Ceará e já pensa no Vasco
Treinador do Alvinegro de Porangabuçu festejou poder de reação de sua equipe (Foto: Mauro Jefferson/Ceará S.C.)

O importante triunfo sobre o Bahia, por 2 a 1, com dois gols do zagueiro Luiz Otávio, o da virada aos 48 minutos do segundo tempo, em Pituaçu, fez com que o Ceará saísse do Z-4 e passasse a ocupar a 15ª colocação, com 29 pontos, oito vitórias, cinco empates e 14 derrotas, 27 gols marcados e 29 sofridos. Aproveitamento de 36%. Mesmo sem contar com o lateral-direito Samuel Xavier, o volante Fabinho, e o meio-campista Thiago Galhardo, que cumpriram suspensão pelo terceiro cartão amarelo e voltam diante do Vasco, a equipe do técnico Adilson Batista demonstrou poder de reação contra um tradicional adversário em âmbito regional e que luta por vaga na Libertadores. 

Além do respiro na tabela, o feito em solo baiano representa a segunda vitória como visitante do Alvinegro de Porangabuçu em todo o Campeonato Brasileiro. O outro triunfo ocorreu na distante 6ª rodada, sobre o Avaí, na Ressacada, também por 2 a 1 e novamente de virada. Com os três pontos conquistados ante o time do técnico Roger Machado, os cearenses saltaram da última colocação para a 17ª posição computados somente os jogos como visitante. 

Agora, o Vovô terá dois confrontos diretos atuando na Arena Castelão. No próximo sábado (26), às 17h, em partida válida pela 28ª rodada, recebe o embalado Vasco da Gama, de Vanderlei Luxemburgo, vindo de três vitórias consecutivas e sem perder há quatro jornadas. Na quarta-feira (30), às 21h30, pela 29ª rodada, será a vez de duelar com o Fluminense, atual 16º colocado, com os mesmos 29 pontos somados pelo Ceará. 

Embora esteja apenas um ponto a frente do Cruzeiro, que tem 28 pontos e abre o Z-4 ocupando a 17ª colocação, o Vovô já faturou oito vitórias no campeonato, ao passo que a Raposa só saiu vitoriosa em seis oportunidades. Em uma competição tão acirrada para permanecer na primeira divisão, tal critério de desempate pode ser decisivo ao término da 38ª rodada e última. 

Desempenho e resultado 

Tendo pouquíssimo tempo para treinar e desenvolver sua metodologia de trabalho, o técnico Adilson Batista, que terminará o mês de outubro - o da sua chegada - com um total de sete partidas disputadas, enalteceu a evolução frente a adversários com maior poder de investimento e que protagonizam um bom futebol.

"Cheguei aqui e é o quinto jogo quarta e domingo, viagem, desgaste, enfrentamos três grandes equipes: O Grêmio consolidado com o Renato (Gaúcho); o Santos com o Sampaoli e seu futebol envolvente; e agora o Bahia do Roger (Machado) e todos fora de casa, então estamos em um processo de evolução, só tenho que enaltecer o comportamento deles (atletas)", celebrou.

Em coletiva após a vitória, Adilson ressaltou o poder de concentração de sua equipe mesmo saindo atrás do placar, quando o baixinho Artur, que é cearense, abriu o marcador, de cabeça, para os mandantes. As alterações, sobretudo a entrada de Leandro Carvalho, foram cruciais para que se obtivesse a virada ao término dos 90 minutos e acréscimos. 

"Concentração dentro do jogo, a atitude que tivemos com o resultado desfavorável, a gente adiantou o time, abriu com os dois extremos (Mateus Gonçalves e Leandro Carvalho) que foram importantes quando entraram, tivemos perseverança, méritos nas batidas (de Leandro Carvalho e Felipe "Baxola") e no cabeceio do Luiz Otávio, o homem é gigante, então foram dois gols muito bonitos e pelo volume de jogo, comportamento, sabíamos que era difícil, parabenizar o Roger (Machado) pelo trabalho, seus atletas, ao Bahia pela torcida, por buscar uma vaga na Libertadores; temos um objetivo diferente hoje, demos um passo importante, o segundo turno é diferente, são jogos mais acirrados, disputados e agora é se preparar adequadamente para enfrentar o grande Vasco", disse.

Zagueiro-artilheiro

Destaque do Ceará nos últimos anos, peça fundamental, assediado por grandes equipes a cada janela de transferências, é assim que o zagueiro Luiz Otávio vai construindo sua história no time cearense. Nas 10 partidas em que o Vovô ficou sem vencer, o defensor esteve ausente em todas. O atleta comentou sobre a noite gloriosa, dedicou seus gols e o desejo de mudança de ares daqui em diante visando assegurar permanência do alvinegro na Série A. 

"Fiz um gol para a minha esposa, para o meu filho, toda a minha família e as pessoas que estão em casa torcendo e mandando boas energias para mim. Vamos continuar que a luta não acabou. A gente estava há 10 jogos sem vencer e agora em três jogos ganhamos dois, então dá moral. Marcamos o time do Bahia, fomos persistentes, neutralizamos, a hora que tivemos de baixar as linhas de marcação nós baixamos, a gente finalizou, fomos guerreiros e premiados com a vitória. Espero que eles (Bahia) possam avançar no campeonato, tenho amigos ali, é bom para o futebol do Nordeste e a gente possa sair dessa situação e alcançar voos mais altos", ponderou.

Causa nobre

Para além das quatro linhas, antes de a bola rolar em Pituaçu, o Ceará adentrou o gramado com seus atletas usando luvas pretas. A ação do Vovô fez parte do movimento encabeçado por seis clubes do Nordeste. Motivo? Manifesto contra o vazamento de óleo no litoral nordestino. Objetiva-se que as autoridades competentes tomem providências para solucionar, o quanto antes, a delicada situação. 

Jogadores do Ceará com as luvas pretas durante a execução do Hino Nacional. (Foto: Israel Simonton/Ceará S.C.)
Jogadores do Ceará com as luvas pretas durante a execução do Hino Nacional (Foto: Israel Simonton/Ceará S.C.)

 

 

 

 

 

 

 

 

A campanha foi integrada pelas seguintes agremiações: Ceará, Fortaleza, CSA, CRB, Vitória e Sport. O Bahia, adversário do Vovô na noite, lançou campanha contra o vazamento de óleo. Contudo, sem participar da ação conjunta, o Esquadrão entrou em campo com o uniforme com manchas pretas.

 

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