Para Geninho, Vitória ‘ganhou um ponto’ ao empatar com o Figueirense
Para o treinador, o 2 a 2 ante o Figueira foi a "pior partida" do Vitória desde a sua chegada. Foto: Reprodução/EC Vitória

O compromisso era direto na busca pela permanência na Série B do Brasileiro. No Barradão, após sair na frente do placar com gol do atacante Anselmo Ramon, o Vitória sofreu a virada do Figueirense e chegou ao 2 a 2 pelos pés do lateral-esquerdo Thiago Carleto, cobrando pênalti. Com o resultado, o Leão alcança os 37 pontos e mantém a distância de quatro para o time catarinense, que abre o Z-4. Na próxima rodada, terça-feira (5), novamente diante do seu torcedor, às 20h30, a equipe do técnico Geninho recebe o Brasil de Pelotas/RS e apenas os três pontos interessam.  

Nos últimos sete jogos, o time baiano venceu três partidas e empatou nas outras quatro oportunidades. Vitória 2 a 2 Sport; Vitória 3 a 1 Oeste; Cuiabá 1 a 3 Vitória; Criciúma 1 a 1 Vitória; Vitória 0 a 1 Londrina; Ponte Preta 1 a 2 Vitória e Vitória 2 a 2 Figueirense. 

Na saída do gramado, após o empate frente o Figueira, o lateral-esquerdo Thiago Carleto comentou sobre considerar o 2 a 2 um bom resultado pelas circunstâncias e a jogada conhecida do adversário que acarretou no primeiro tento catarinense. 

"É difícil você falar, a gente começou o jogo todo tempo em cima deles, conseguimos o gol, aí depois tomamos onde a única forma deles fazerem o gol era naquela bola, a gente falou que o Luis Ricardo entrava por ali, eu joguei com ele, o Geninho trabalhou com ele e sabíamos que ele faz aquela bola no primeiro pau. O nosso time deu uma desestabilizada. Devido às circunstâncias do jogo, o empate saiu de bom tamanho, a gente não deixa eles aproximarem, e continuamos com quatro pontos de vantagem para eles. Enfim, temos outro jogo em casa, agora é descansar porque na terça-feira temos outra oportunidade de vencer o Brasil de Pelotas e ficar cada vez mais longe dessa zona incômoda", avaliou. 

Na coletiva, o técnico Geninho corroborou a visão do lateral e enalteceu o empate obtido pelo Vitória na pior partida da equipe desde a sua chegada.  

"Se a gente for analisar de uma maneira bem crua, acho que o Vitória hoje ganhou um ponto. Porque, na minha opinião, fizemos, talvez, a pior partida desde a minha chegada. Partida muito abaixo daquela que estamos acostumados a jogar. Entramos até bem no jogo, pressionamos, depois ficamos nervosos quando fizemos o gol, logo em seguida veio o empate e em cima desse empate o time desmoronou emocionalmente. Quando você tem um nível de futebol assim e consegue buscar o empate é preciso comemorar, porque você fez um ponto, segurou a distância do adversário que vinha atrás. Tivemos alguns problemas que nos prejudicaram como a lesão do Wesley, que é o nosso melhor jogador, depois o Chiquinho também sentiu e isso atrapalhou", explicou o técnico. 

Wesley em alta, Gedoz em baixa

Por lesão, atacante Wesley teve de ser substituído ainda na primeira etapa. Em seu lugar, entrou Felipe Gedoz, que atravessa má fase, desperdiçou boas oportunidades e foi vaiado pelo torcedor. Geninho comentou sobre os respectivos momentos desses dois atletas.

"Todo mundo sabe que o Wesley é, hoje, talvez, o nosso atacante mais efetivo, é o jogador que pisa na bola, que tenta jogada individual, que recompõe muito bem na marcação. Ficou nítido que sem o Wesley o nosso time sente muito na parte ofensiva", analisou. 

"Não vejo momento nenhum desmotivação do Gedoz. Vejo como algo natural um jogador não passar por um momento bom, acho que as vaias em cima do Gedoz começaram na hora em que ele perdeu um gol, uma bola para por o pé e fazer o gol, estava 1 a 1 se não me engano naquele momento, aí logo em seguida o outro time faz o gol e é natural que a torcida cobrasse. Entendo como normal um jogador passar um momento abaixo do que pode render, ele tem se empenhado, não temos muito tempo, mas o Gedoz não desaprendeu a jogar, ele não está rendendo aquilo que esperamos que ele possa render", justificou. 

Jogos restantes

Visando alcançar o quanto antes a marca dos 45 pontos, a sequência do rubro-negro baiano até o final do campeonato é a seguinte: Brasil de Pelotas, no Barradão; Paraná, no Durival de Britto; CRB, no Barradão; América-MG, no Independência; Operário Ferroviário, no Germano Krüger e Coritiba, no Barradão. O embate diante do Figueirense foi o último considerado de "seis pontos". Embora o objetivo de permanecer na Série B esteja mais próximo do que distante, o torcedor do Vitória sabe que o caminho será difícil.

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