Magrão no Sport: de reserva desconhecido a ídolo em 12 anos gloriosos
Arqueiro ainda foi campeão estadual por seis vezes e do Nordestão em 2014 (Foto: Hugo Alves/Editoria de Arte VAVEL)

Ídolo. No dicionário, é uma figura que representa uma divindade a ser adorada ou pessoa, pela qual, se tributam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente. No SportMagrão vem fazendo com que os torcedores o idolatrem cada dia mais. A história começou exatamente 12 anos atrás, marcada por muita desconfiança e sem pretensões para o futuro.

Chegando na Ilha como reserva do Rio Branco-SP indicado pelo então treinador Zé Teodoro, o goleiro foi reforço para disputa da Série B e só fez sua estreia contra o Guarani, pela 6ª rodada. No primeiro jogo com a camisa leonina, vitória por 1 a 0, demonstrando que poderia garantir seu espaço entre os 11 à frente do experiente Maizena, mas teve uma contusão em agosto e, ainda assim, renovou contrato ao final de 2005 com o rebaixamento à Série C evitado na última rodada.

Magrão assinou seu primeiro contrato pelo Leão (Foto: Reprodução)
Magrão assinou seu primeiro contrato pelo Leão até o fim da Série B 2005 (Foto: Reprodução)

Em 2006, teve inconstâncias e até iniciou de titular, contudo ficou sem espaço por más atuações. Seu concorrente Gustavo brilhou na final do Pernambucano e garantiu o título, deixando-o amargando o banco de reservas. Durante a Segundona, no entanto, recuperou a titularidade e ficou no gol até o fim da temporada, conquistando o acesso à elite pela primeira vez.

Em 2007, ainda era bastante contestado pela torcida, muito devido às apresentações irregulares, sem conseguir empolgar. Foi neste mesmo ano que ficou conhecido internacionalmente, já que sofreu o milésimo tento de Romário e, logo em sequência, acabou perdendo espaço para Cléber. O companheiro, por sua vez, também não rendeu o esperado e o ídolo voltou ao trono, sendo elogiado até por Rogério Ceni devido às defesas milagrosas, incluindo o primeiro pênalti defendido pela equipe leonina na derrota para o São Paulo por 2 a 1.

Magrão, antes contestado, começa a ganhar espaço no time titular (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Em 2008 e 2009, o ponto máximo de sua carreira e passagem no Leão. Assim como Durval e Romerito, foi ovacionado pelo título da Copa do Brasil diante do Corinthians, marcando o seu único gol na disputa por pênaltis, na semifinal, contra o Vasco. Na temporada seguinte, fez sua primeira participação na Copa Libertadores da América, fazendo boa atuação logo na estreia, marcada por uma brilhante defesa, que girou o mundo. No Estadual, foi essencial ao fazer o sistema defensivo ser o menos vazado.

Já em 2010, 2011 e 2012, sofreu com algumas lesões, que o afastaram dos gramados por um bom tempo. Mesmo sem ter o acesso em 2010, foi eleito o craque da Segundona, através de votação popular. Com os rubro-negros em momento irregular, o arqueiro era o mais elogiado e se sobressaiu pelas suas intervenções. Em 2013, mesmo disputando a Série B, defendeu mais três pênaltis contra o rival Náutico na Copa Sul-Americana - primeira participação também do clube - e levou a equipe às oitavas. Em 2014, junto ao zagueiro Durval, atingiu marca de títulos em âmbito estadual, nacional e regional, com a Copa do Nordeste em seu currículo.

Com 28 pênaltis defendidos, Magrão mostra um dos seus pontos fortes para solidez na equipe (Foto: Williams Aguiar/Sport)
Com 28 pênaltis defendidos, Magrão mostra um dos seus pontos fortes para solidez na equipe (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Em 2015, ao completar uma década no escrete da Praça da Bandeira, o arqueiro iniciou a temporada de maneira positiva, mas sofreu lesão no ombro, que o deixou fora por dois meses. Danilo Fernandes entrou em excelente fase e o substituiu à altura, ficando como opção no banco de suplente. Recuperou a vaga com a ida de Danilo para o Internacional e se consagrando entre os 11.

Na noite dessa quarta-feira (19), contra o Joinville, o camisa 1 chegou a seu ápice. Durante a cobrança de pênaltis, Magrão se consagrou após duas defesas, chegando a 28 tiros penais defendidos, se tornando um dos maiores pegadores. Essa marca foi atingida por sete competições distintas em dez anos consecutivos.

Competição Ano Adversário Resultado final
Série A 2007 São Paulo 1x2
Série A 2008 Fluminense 2x1
Série A 2008 Santos 1x0
Série A 2008 Coritiba 0x3
Libertadores 2009 LDU 3x2
Libertadores 2009 Palmeiras (1) 1x0 (3)
Série A 2009 Grêmio 3x3
Série B 2010 América-RN 5x0
Série B 2010 São Caetano 4x1
Pernambucano 2011 Central 3x2
Pernambucano 2012 Central 1x1
Pernambucano 2012 Porto 3x1
Copa do Brasil 2012 Paysandu 1x2
Pernambucano 2013 Belo Jardim 5x1
Pernambucano 2013 Santa Cruz 0x1
Sul-Americana 2013 Náutico (3) 0x2 (1)
Sul-Americana 2013 Náutico (3) 0x2 (1)
Sul-Americana 2013 Náutico (3) 0x2 (1)
Pernambucano 2014 Santa Cruz (5) 1x0 (3)
Série A 2014 Atlético-PR 1x0
Copa do Nordeste 2015 Fortaleza 0x1
Copa do Nordeste 2015 Fortaleza (4) 1x0 (2)
Copa do Brasil 2015 Chapecoense  (4) 2x0 (2)
Copa do Nordeste 2016 Campinense (1) 0x1 (3)
Série A 2016 Vitória 1x0
Copa do Nordeste 2017 Campinense (4) 3x1 (2)
Copa do Brasil 2017 Joinville (4) 2x0 (3)
Copa do Brasil 2017 Joinville (4) 2x0 (3)

PS: total de nove disputas de pênalti, com sete vitórias e duas derrotas

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