Relembrar é viver: em 2014, Sport eliminava Santa Cruz na caminhada pelo 40º título estadual
Magrão, mais uma vez sendo decisivo nas penalidades, comemora defesa em cobrança de Carlos Alberto (Foto: Reprodução / Youtube)

Relembrar é viver: em 2014, Sport eliminava Santa Cruz na caminhada pelo 40º título estadual

Após três anos seguidos de revés contra o rival, redenção leonina veio com gol no final e disputa de pênaltis

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Lucas Araújo

Sport e Santa Cruz decidirão, a partir das 21h45 da próxima quarta-feira (14), a classificação para as semifinais do Campeonato Pernambucano 2018. O confronto acontecerá na Ilha do Retiro, que ultimamente tem recebido vários jogos decisivos entre os rivais. No ano da edição de número 100 do estadual, a casa leonina foi palco de um duelo dramático nas semifinais de 2014, com final feliz para os rubro-negros.

O contexto

Antes de chegar naquela tarde de domingo, é importante relembrar o contexto do futebol de Pernambuco e mais especificamente da rivalidade entre Leão e Cobra Coral na época. O cenário para os Sportanos era de revanche, pois haviam perdido, consecutivamente, as finais das três últimas temporadas para o mesmo Santa Cruz. Em 2014, mesmo empatando um e vencendo três nos quatro primeiros clássicos das multidões, eliminando os Corais na Copa do Nordeste, o Sport saiu atrás na semi do estadual, após o até então tricampeão da competição aplicar sonoros 3x0 no jogo de ida, no Arruda, obtendo a vantagem do empate.

O jogo

Após conquistar o Tricampeonato do Nordeste na quarta-feira, parte do público classificava a partida de volta da semi estadual como aquele que seria o ''jogo da ressaca pós-título''. Mas a equipe comandada por Eduardo Baptista mostrou não ter adotado essa ideia. Precisando vencer por qualquer placar para levar a decisão para os pênaltis, os donos da casa acuaram o Santa Cruz, que optou por uma postura bastante defensiva.

Apesar do volume de jogo, o primeiro susto só saiu depois dos 20 minutos. Em duas cobranças de falta a longa distância, Neto Baiano obrigou Tiago Cardoso a fazer boas defesas. Na sequência, após escanteio, o zagueiro Ferron ajeitou de cabeça e Wendel finalizou mal, fácil pro camisa 1. Aos 26, Neto Baiano ganha disputa de bola com Renan Fonseca, mas foi travado pelo zagueiro na hora da finalização. Aos 28, a principal aparição do arqueiro coral, que espalmou chute a queima-roupa de Patric.

Quando o goleiro nada pôde fazer, Felipe Azevedo errou o alvo. Ao receber cruzamento na pequena área de Patric, o atacante se atirou na bola, mas finalizou por cima, perdendo uma ótima chance. Aos 44, enfim a resposta dos visitantes. Memo arrisca um chutaço de longe, lembrando o de Gilberto três anos antes, na mesma barra, mas dessa vez Magrão fez ótima defesa e evitou o que seria um golaço.

Nos 45 minutos derradeiros, polêmica: o Sport teve dois gols anulados. O primeiro de forma incorreta, aos 13, quando Ewerton Páscoa aproveitou cobrança de falta e cabeceou para o gol, mas o árbitro marcou falta inexistente no goleiro. Pouco depois, Neto Baiano escorou uma cabeçada para o gol, mas estava de fato em posição de impedimento e teve o tento devidamente invalidado.

Pressão não convertida em gol, Tiago Cardoso sendo herói, Tricolores obtendo novo sucesso em partida decisiva na Ilha do Retiro. O mesmo filme dos anos anteriores parecia se repetir. Até que aos 41, quando alguns torcedores já haviam deixado o estádio, Renan Oliveira cobra falta na área, Ferron ajeita de cabeça e Leonardo, que havia entrado durante a partida, finaliza de primeira para o fundo das redes, explodindo de alegria a torcida leonina.

Falta que originou o gol do Sport prestes a ser cobrada por Renan Oliveira (Foto: Reprodução / Youtube)

Os pênaltis

O gol levou a vaga a ser decidida nas penalidades máximas. Nas mãos dos ídolos Magrão e Tiago Cardoso, a missão de serem, mais uma vez, heróis. Ambos acertaram o canto na primeira rodada de cobranças, mas não conseguiram defender os pênaltis bem batidos por Leonardo, no ângulo direito, e Léo Gamalho, no canto esquerdo. Pelo Leão, Renan Oliveira e Patric converteram seus ''pênaltis de segurança'', no meio do gol, enquanto o pequeno Renatinho, com a frieza de um gigante, deslocou Magrão. Porém, na vez de Carlos Alberto, o chute a meia altura não passou pelo camisa 1 rubro-negro. O mesmo quase aconteceu na penalidade seguinte, de por Ewerton Páscoa, mas o toque na bola de Tiago Cardoso não bastou para evitar o gol.

Na que poderia ser a última batida da disputa, Sandro Manoel não deu chances para que Magrão fizesse sua segunda defesa. A bola decisiva então, ficou para Neto Baiano, que tanto havia trocado provocações com os corais ao longo da semana, que tanto havia brigado durante os 90 minutos e que havia ido para o jogo mesmo tendo perdido seu avô nas vésperas do duelo. Com um chute forte no meio do gol, por pouco não foi defendido por Cardoso, o camisa 9 colocou o Sport na final, tirando um peso das costas de seu torcedor, que após três anos de revés, comemorava, além da vaga, a segunda classificação em cima do rival em menos de um mês.

Neto Baiano celebra com dancinha o gol que colocou o Sport na final do Pernambucano 2014 
(Foto: Reprodução / Youtube)
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