Vasco solta nota sobre acordo entre Governo do Rio de Janeiro e dupla Fla-Flu pelo Maracanã 
Rafael Ribeiro/Vasco

Vasco solta nota sobre acordo entre Governo do Rio de Janeiro e dupla Fla-Flu pelo Maracanã 

Na manhã deste sábado (13), o clube lançou uma nota oficial onde afirma que acordo "representa violação do fair play esportivo"

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Arthur Quaresma

Após cerimônia que oficializou Flamengo e Fluminense como administradores do Maracanã, o Vasco se manifestou através de uma nota oficial sobre a ocasião. Classificando o acordo como "precipitado e inaceitável", o clube notifica que já entrou na justiça com um pedido de mandato de segurança, com a finalidade de anular a decisão. A ação será analisada pela juíza Mirela Esbisti.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, criticou a postura de Alexandre Campello na assinatura de contrato ocorrida na última sexta-feira (12): "Lamentável, poderia ter participado, não participou por que não quis. Quando ainda estava no tribunal, a gente chamava isso de 'jus esperneandi' (direito de espernear em latim) ou seja, o sujeito não participou, teve reflexos negativos e agora está esperneando. Não é o papel que se espera de um dirigente de clube".

O Cruzmaltino, por sua vez, entende a existência de uma injustiça ao entregar a administração do Maracanã nas mãos da dupla Fla-Flu, sem uma licitação. O clube interpreta o fato como uma ação benéfica aos clubes da Zona Sul com a "administração privada da principal arena pública".

Flamengo e Fluminense estarão a frente do Maracanã nos próximos seis meses, com possibilidade de postergar o prazo em 180 dias após seu término. Vale destacar que o Tricolor está apenas como interveniente, já que não tem as certidões negativas de débito (CND) necessárias para assinar como gestor, apenas o Flamengo exercerá essa função oficialmente.

Confira a nota: 

"O Club de Regatas Vasco da Gama, através de seus Poderes instituídos, entende que o manifesto apresentado pelo Grande Benemérito Luís Fernandes à Justiça do Rio de Janeiro atende aos anseios e direitos fundamentais do nosso Clube. Tal manifesto foi examinado no dia 11 de abril, em primeiro grau, no que tangencia ao precipitado e inaceitável acordo celebrado pela gestão do Maracanã. O Clube informa ainda ter entrado com um mandado de segurança com o objetivo de anular o processo de concessão do Maracanã. A ação impetrada atende não só aos interesses do Clube, mas, sobretudo, da população do Rio de Janeiro. Não há justificativa para a concessão, de forma açodada, de um patrimônio público e histórico a uma agremiação esportiva em detrimento de suas congêneres. 

Ressalte-se que a concessão do Maracanã, nos termos impostos pelo governo do Rio de Janeiro, representa uma violação do princípio do "fairplay" esportivo, beneficiando de forma descabida e injusta um clube competidor com a administração privada da principal arena pública de futebol no Estado. Não parece razoável que o Poder Público seja árbitro ou regulador da balança de forças do futebol no Rio de Janeiro, interferindo diretamente na capacidade competitiva deste ou daquele Clube.

Espera-se que, diante da decisão oferecida pela Justiça do Rio de Janeiro, no sentido de apresentar prazo para que o Governo justifique tal açodamento, sejam encontrados caminhos para soluções que contemplem não apenas os grandes clubes, mas o interesse público mais amplo da comunidade do nosso Estado.

Alexandre Campello
Presidente da Diretoria Administrativa

Silvio Godoi
Presidente do Conselho de Beneméritos

Roberto Monteiro
Presidente do Conselho Deliberativo

Edmilson Valentim
Presidente do Conselho Fiscal

Faues Cherene Jassus
Presidente da Assembleia Geral”
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