Renata Costa conta sobre experiência do ouro no Pan 2007: "Entramos com sangue nos olhos"
Foto: Divulgação

Neste domingo (10), a Globo reprisou a goleada de 5 a 0 do Brasil diante dos Estados Unidos, na decisão da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, em 2007. O jogo foi marcante não apenas por marcar um resultado elástico diante de uma das maiores potências do mundo, mas por dar o ouro inédito para a equipe verde e amarela.

A partida que contou com show de Marta, Cristiane e companhia. A campanha naquele ano foi perfeita. Foram seis vitórias em seis partidas e a defesa não sofreu nenhum gol.

A Seleção Brasileira ainda aplicou  um 7 a 0 diante do Canadá, mostrando a solidez da sua defesa e o poder do seu ataque. O elenco daquela época era um dos mais qualificados da história do futebol feminino  do Brasil e contava com a presença de Renata Costa, uma das principais jogadoras da defesa do time. Ela conversou com a VAVEL Brasil e comentou sobre aquela campanha.

VAVEL: Na fase de grupos, o Brasil aplicou goleadas em todos os seus adversários, incluindo um 7 a 0 diante do Canadá, que é uma forte equipe no futebol feminino. Como você avalia a primeira fase da competição?

Renata: Acredito que chegamos bem preparadas para a competição, e isso refletiu nos resultados. Lembro-me bem que nos preparamos forte para essa competição, ainda mais sendo no Brasil e sabendo das dificuldades que o futebol feminino tinha (ainda tem), teríamos que mostrar a nossa força e que o futebol também é pra mulher.

VAVEL: Na fase seguinte, o Brasil enfrentou o México e só conseguiu marcar no segundo tempo. Considera que foi uma das partidas mais complicadas daquele torneio?

R: México estava vindo em uma crescente, alem de ser uma ótima seleção, o fato é que a medida que vai passando de fase, existem muitos fatores, um dos principais é o emocional, e em uma fase mata mata ninguém quer perder, e acaba virando cada jogo uma final.. Talvez por isso tenha sido um dos jogos mais difíceis que encontramos.

VAVEL: O Brasil nos últimos anos tem uma rivalidade muito forte com os Estados Unidos no futebol feminino e a equipe americana é sempre uma adversária complicada de se enfrentar. Você lembra como era o sentimento das jogadoras antes da partida decisiva? Como foi a prelação daquela partida?

R: Sim, os EUA, sempre foi uma seleção que todo mundo quer vencer. E com a gente não poderia ser diferente, pois vínhamos de uma derrota engasgada nas Olimpíadas de 2004. Entramos com sangue nos olhos, nos preparamos tanto, nós estávamos voando, não só pra esse jogo, mas sim para o campeonato todo, e claro com o objetivo de encontrar sim as americanas na final. Graças a Deus e muito esforço tanto das atletas quanto da comissão técnica, deu certo.

VAVEL: A Marta foi uma das melhores jogadoras daquele torneio, marcando 12 gols em seis jogos. Qual a importância dela, na sua visão, para o crescimento da equipe na competição e para o futebol feminino? Ela pode ser considerada uma das líderes daquela equipe?

R: Sim, ela pode ser considerada uma líder com certeza, com toda sua humildade, alegria e futebol. Ela ser melhor do mundo varias vezes não é apenas pelo futebol, também pela pessoa que é.

VAVEL: Como você avalia aquela vitória?

R: Foi uma linda vitória, linda conquista, merecíamos muito, jogando muito e em casa, com a casa cheia, fizemos nosso trabalho com excelência. Tenho a imagem da torcida na arquibancada até hoje, daquela final, casa cheia, foi maravilhoso, momento inesquecível.

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