Em jogo movimentado, Fortaleza e Santos empatam com polêmica do VAR
Foto: Divulgação/Fortaleza EC

Fortaleza e Santos empataram em 1 a 1 pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A neste domingo (15).

Na terceira colocação, o Fortaleza buscava se colocar ainda mais entre os postulantes ao título e ultrapassar o Palmeiras, já o Santos, em oitavo, buscava ganhar pontos e subir na tabela. 

O jogo prometia ser animado e assim foi se encaminhando já na primeira etapa, com chances de ambos os lados e gols marcados, além da intensidade. 

Sem Marinho, o Peixe apostou na aproximação de jogadores insinuantes como Pirani e Marcos Guilherme, mas a falta de uma infiltração na posição de '9' fez com que o time tivesse alguma maior dificuldade de emular o aquilo que normalmente faz. 

Do lado do Fortaleza, prevaleceu a capacidade de criação de Lucas Crispin, trazendo a jogada por dentro, utilizando-se do lado do campo, uma vez que se posiciona com o 'pé trocado'. Foram várias chances criadas, além do gol marcado. 

Leão na frente

O Fortaleza saiu na frente aos 23 minutos do primeiro tempo. O Leão do Pici já pressionava bastante e exigia trabalho duro do goleiro João Paulo. Em lateral cobrado na área, a bola rebateu e sobrou para Lucas Crispim, ex-Santos, emendou num sem-pulo lindo. 

Santos responde imediatamente 

Nem deu tempo para comemorar. Logo na saída de bola, o Peixe conseguiu o empate após esticada pela ponta esquerda. Pirani levantou na cabeça de Carlo Sánchez, que se aproveitou de uma falta de comunicação de Marcelo Boeck e defesa do Fortaleza

O Leão seguiu apertando e acertou uma bola no travessão com Benevenuto e Matheus Vargas quase fez o segundo em uma saída equivocada do goleiro santista. O resto da partida continuou disputado, com as equipes buscando a posse, mas já um pouco cansadas até o final do primeiro tempo. 

Etapa final

O segundo tempo foi tão movimentado quanto o começo da etapa inicial, mas cheio de interferências do VAR: após erro da defesa santista, David acertou o gol e comemorou, mas um toque de braço captado pelo árbitro de vídeo fez com que o gol fosse anulado. Depois, Pikachu também fez um gol, mas o árbitro de vídeo pegou um um impedimento. A dúvida é se houve ou não um toque de Ángelo Henríquez, o que deixaria o camisa 22 do Fortaleza em condição irregular.

Eduardo Zuma, auxiliar de Fernando Diniz, que estava fora do por suspensão, fez alterações que atrapalharam o desenvolvimento do Santos no jogo. As substituições de Jean Mota e Gabriel Pirani fez com que a equipe perdesse controle da posse e ajudando a ideia do Fortaleza. 

Se em momentos anteriores o VAR tomou decisões que frustraram o Tricolor do Pici, mas aos 47 minutos do segundo tempo acabou pegando um toque no braço de Ivonei. O árbitro Andre Luiz de Freitas Castro foi ao vídeo e marcou a penalidade máxima. Autor do gol, Lucas Crispin bateu, mas João Paulo fez a defesa. 

Com a confusão, o jogo foi até os 52 minutos, em que aconteceu uma pressão espetacular do Fortaleza, com espaço para o Santos também tentar contra-atacar, mas acabou ficando no empate. 

Poder físico e mental

O duelo foi muito movimentado, com as duas equipes resistindo aos desafios físicos da intensidade e do stress mental de anulações e marcações da arbitragem. O que se viu na Arena Castelão foi um jogo de altíssimo nível, como tem sido rotineiro da parte do Fortaleza. Muita emoção, pressão, tensão e pano para manga na há muito tempo enfadonha discussão de arbitragem. 

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