Ex-médico da Fórmula 1 pede capacetes mais seguros nos esportes

Gary Hartstein, ex-chefe da equipe médica da Fórmula 1, enviou uma petição a Jean Todt (presidente da FIA) para que a entidade forneça dados e pesquisas sobre o desenvolvimento de capacetes. Segundo Gary, os capacetes utilizados em outros esportes não apresentam segurança e não evitam lesões na cabeça.

‘’O acidente de esqui de Michael Schumacher deixou claro que a maioria dos capacetes são incapazes de reduzir lesões na cabeça. As normas de homologação estão atrasadas, não existem dados sobre os tipos de lesão e os atletas acreditam erroneamente que a proteção existe. A FIA foi responsável pelo desenvolvimento de um novo modelo de capacete que já salvou vidas no automobilismo", explicou o médico.

Nos últimos vinte anos, a segurança dos capacetes evoluiu no automobilismo, ganhando maior importância em 1994, quando Ayrton Senna sofreu um acidente fatal no GP de Ímola. O terrível acidente gerou mudanças nos carros, que passaram a ganhar célula de sobrevivência e proteções para pescoço. Mas apesar das mudanças nos carros, os capacetes passaram ser fabricados com fibra de carbono e kevlar.

Mesmo com toda a proteção desenvolvida em torno dos capacetes, o acidente de Felipe Massa no GP da Hungria de 2009 gerou outra preocupação: a viseira, após o acidente do brasileiro, ganhou maior resistência e recebeu uma proteção de espuma e fibra de carbono na parte superior.

Mas em outras modalidades os capacetes não apresentam segurança e em caso de acidente o atleta pode ficar seriamente ferido, como foi o caso do heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher, que ficou gravemente ferido em um acidente de esqui em dezembro de 2013. 

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