Seleções que farão falta à Copa do Mundo de 2014
Das seleções com ausência sentida na Copa, a Ucrânia foi a que teve a eliminação mais dramática: sofreu 3 a 0 da França depois de abrir 2 a 0 na ida (Foto: vk.com)

Quando a Copa do Mundo chega, é comum ouvir perguntas como "Onde está aquela seleção que fez bonito na Copa passada?", "Cadê aquela seleção que diziam que era forte candidata a estrear em Copas do Mundo?" ou "Por onde anda aquele time que nunca mais jogou Copa?". Saiba quais seleções, sejam elas tradicionais ou emergentes, poderiam pintar aqui no Brasil e certamente acrescentariam algo ao Mundial. A ordem de apresentação segue o ranking da Fifa do último dia 5 de junho.

Ucrânia

Foto: smh.com.au

Entre as seleções ausentes da Copa do Mundo de 2014, a Ucrânia é a melhor colocada no ranking da Fifa: 16º lugar. Mesmo sem o ídolo Andriy Shevchenko, que já pendurou as chuteiras, os ucranianos contam com jogadores talentosos e bastante conhecidos em seu plantel. Na atual delegação, o mais experiente é o volante Anatoliy Tymoshchuk (35 anos), do Zenit. Capitão do selecionado, Tymoshchuk ficou bastante conhecido no cenário europeu ao militar no Bayern de Munique e já defendeu a camisa dos Yellow-Blue em 132 oportunidades.

Na atual geração chamam atenção os jovens meias Andriy Yarmolenko, do Dynamo Kiev, e Yevhen Konoplyanka, do Dnipro. Ambos têm 24 anos de idade. No ataque, a juventude de Roman Zozulya (24), do Dnipro, e Roman Bezus (23), do Dynamo Kiev, está atrelada à experiência Marko Devic (30 anos e 35 jogos), do Rubin Kazan. Outro jogador com notável bagagem na seleção é o goleiro Andriy Pyatov (29), do Shakhtar Donetsk, dono da meta ucraniana há 48 partidas.

Nas Eliminatórias para o Mundial, a Ucrânia foi a segunda colocada do Grupo H com 21 pontos, apenas um atrás da líder e classificada Inglaterra. Teve que ir à repescagem, na qual defrontou a França. Construiu uma ótima vantagem ao abrir 2 a 0 no jogo de ida, no Olímpico de Kiev, mas sucumbiu na partida de volta: foi derrotada por 3 a 0. Assim como nas Eliminatórias para a Copa de 2010, os ucranianos caíam na repescagem - àquela oportunidade, para a Grécia.

Desde a dissolução da URSS, a Ucrânia só jogou uma Copa do Mundo: a de 2006, na Alemanha, quando foi eliminada pela campeã Itália nas quartas-de-final. Na primeira fase, fez seis pontos e ficou atrás da Espanha (9) no Grupo H. Nas oitavas, eliminou a Suíça nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.

Dinamarca

Foto: Domenic Aquilina

Pior segunda colocada nos grupos das Eliminatórias da Uefa, a Dinamarca não avançou à repescagem e viu o sonho de jogar o Mundial no Brasil ir por água abaixo precocemente. Equilibrado, o Grupo B viu a distância dos dinamarqueses (16) para a quinta colocada Armênia (13) ser de apenas três pontos.

Ausentes da Copa, os Rød-Hvide veem a necessidade de iniciar um processo de reformulação em sua seleção. O nome mais promissor é o do meia Pierre Højbjerg (18 anos), revelação do Bayern de Munique. Outras promessas são o goleiro Kasper Schmeichel (27), do Leicester, o defensor Andreas Bjelland (25), do Twente, e o atacante Christian Eriksen (22), do Tottenham. Atualmente, vem despontando o meia Lasse Schöne (28), do Ajax.

Mesmo com o time em época de transição, nomes mais experientes e conhecidos como o do zagueiro - e capitão - Daniel Agger (29), do Liverpool, o do lateral-esquerdo Simon Poulsen (29), do AZ Alkmaar, e do atacante Michael Krohn-Dehli (31), do Celta de Vigo, não deixam de figurar no plantel.

Presente na Copa do Mundo de 2010 - caiu na primeira fase com a terceira colocação no Grupo E, que também tinha Holanda, Japão e Camarões -, a Dinamarca também jogou os Mundiais de 1986, 1998 e 2002. Os anos 90, indubitavelmente, representaram a melhor fase dos alvirrubros, que conquistaram a Eurocopa de 1992 e a Copa das Confederações de 1995. A "Dinamáquina" fazia justiça ao apelido conquistado após o Mundial no México. No atual ranking da Fifa, ocupa a modesta 23ª colocação.

Escócia

Foto: PA

A Escócia coleciona oito participações em Copas do Mundo. Um número que impõe respeito, mas que não é atualizado há muito tempo: a última participação foi em 1998, na França, quando foi eliminada ainda na primeira fase, sucumbindo diante de Brasil e Marrocos e empatando com a Noruega.

Os principais nomes do selecionado que figurou na quarta colocação do Grupo A das últimas Eliminatórias Europeias - somou 11 pontos - são o lateral-esquerdo Alan Hutton (29), do Bolton, os meias Scott Brown (28), do Celtic, Shaun Maloney (31), do Wigan, e James Morrison (30), do West Brom, e o atacante Ross McCormack (27), do Leeds United. A grande promessa fica por conta do atacante Leigh Griffiths (23), do Celtic.

Analisando a campanha escocesa na fase qualificatória para a Copa, nota-se tropeços que custaram uma hipotética vaga na repescagem europeia aos britânicos: duas derrotas de 2 a 1 para o País de Gales e empate em 1 a 1 com a Macedônia, seleções consideradas mais fracas tecnicamente. No ranking da Fifa, a posição da seleção da Terra do Whisky é a 27ª. Conhecida por ser deveras fanática, a torcida escocesa terá que esperar mais um pouco para ver sua seleção voltar a trilhar os caminhos do Mundial.

Romênia

Foto: jornalul.ro

Aparece na lista mais um selecionado que não conhece um Mundial desde 1998: a Romênia, a qual soma sete participações. Os romenos bateram na trave nas últimas Eliminatórias. No Grupo D, somaram 19 pontos (nove a menos que a líder Holanda) e ficaram na segunda posição, tendo que ir à repescagem. Nesta fase, sucumbiram diante da Grécia (4 a 2 no placar agregado) e viram o sonho da Copa ficar pelo caminho.

Longe dos tempos em que contavam com Hagi e cia., a Romênia possui jogadores de respeito em seu plantel como o goleiro Costel Pantilimon (27), do Manchester City, o zagueiro Vlad Chiriches (24), do Tottenham, os meias Cristian Tanase (27), do Steaua Bucareste, e Banel Nicolita (29), do Nantes, e o atacante - e capitão - Ciprian Marica (24), do Getafe. Também marcava presença o veterano atacante Adrian Mutu (35), do Petrolul Ploiesti. Ele se aposentou após as Eliminatórias.

Em 29º no ranking da Fifa - subiram três posições -, os Tricolorii esperam dias melhores.

Sérvia

Foto: sports.ru

Na última sexta-feira (6), a Sérvia vendeu caro o revés para o Brasil no Morumbi (1 a 0). Herdeiros dos resultados da antiga Iugoslávia e donos do 30º lugar do ranking da Fifa atualmente, os sérvios ficaram somente na terceira posição do Grupo A das últimas Eliminatórias, com 14 pontos, três a menos que a rival Croácia. Resultados determinantes para a desclassificação foram os tropeços diante dos croatas (empate em 1 a 1 em Belgrado e derrota por 2 a 0 em Zagreb) e uma surpreendente derrota pelo placar mínimo para a lanterna Macedônia em Skopje.

À época da Iugoslávia, a seleção nacional ficou duas vezes na quarta colocação de um Mundial, em 1930 e em 1962 - ao todo, foram 11 participações -, além de, na Eurocopa, ter sido vice-campeã em duas oportunidades e quarta colocada uma vez. Os tempos de potência do futebol estão longe, tendo em vista que após a extinção da seleção iugoslava, vieram duas classificações para Copas do Mundo que culminaram em eliminações na fase de grupos: em 2006, ainda como Sérvia e Montenegro - neste ano, foi a pior dos 32 times participantes -, e em 2010, já como Sérvia.

Mesmo em má fase, bons nomes não faltam: o goleiro Vladimir Stojkovic (30), do Maccabi Haifa, os defensores Branislav Ivanovic (30), do Chelsea, e Aleksandar Kolarov (28), do Manchester City, e os jovens meias Lazar Markovic (20), do Benfica, Nemanja Matic (25), do Chelsea, Milos Jojic (22), do Borussia Dortmund, e Zoran Tosic (27), do CSKA Moscou, além do meia-atacante Dusan Tadic (25), do Twente.

Suécia

Foto: AFP/Getty Images

Vice-campeã mundial em 1958, ano em que sediou o Mundial e foi derrotada pelo Brasil na decisão, a Suécia não disputa uma Copa do Mundo desde 2006, quando foi eliminada pela anfitriã Alemanha nas oitavas-de-final. Ao todo, coleciona 11 participações em Mundiais. Além do vice em 58, destacam-se os terceiro lugares em 1950, no Brasil, e 1994, nos EUA, além do quarto lugar em 1938, na França, em sua segunda participação.

Vice-líderes do Grupo C das Eliminatórias da Uefa com 20 pontos (oito atrás da Alemanha), os suecos foram eliminados por Portugal na repescagem após duas derrotas: 1 a 0 em Lisboa e 3 a 2 em Solna. Jogadores como o goleador Zlatan Ibrahimovic (32), do PSG, o experiente goleiro Andreas Isaksson (32), do Kasimpasa, e os meias Sebastian Larsson (29), do Sunderland, e Kim Källström (31), do Arsenal, falharam na missão de levar os escandinavos de volta a uma Copa. No grupo também se destacam os atacantes Johan Elmander (33), do Norwich, e Ola Toivonen (27), do Rennes.

Ainda nas Eliminatórias, a Suécia protagonizou um jogo memorável com a Alemanha no Estádio Olímpico de Berlim: depois de sair perdendo por 4 a 0, conseguiu arrancar um milagroso empate aos 48 minutos do segundo tempo. A partida era válida pela quarta rodada da corrida em busca das vagas no Mundial do Brasil.

Os maus resultados nos últimos amistosos (2 a 1 para a Turquia, 1 a 0 para a Dinamarca e 2 a 0 para a Bélgica) fizeram os Blågult caírem para a incômoda 32ª colocação no ranking da Fifa.

República Tcheca

Foto: Avetis Ghazanchyan

Outra seleção que conta com um time respeitável no papel e que não conseguiu obter apuração à Copa do Mundo de 2014 foi a República Tcheca. O selecionado reúne jogadores experientes e qualificados, como o goleiro Petr Cech (32), do Chelsea, o defensor Tomás Sivok (30), do Besiktas, os meias Tomás Rosický (33), do Arsenal e Jaroslav Plasil (33), do Catania, e atletas jovens e promissores, como os meias Borek Dockal (25), do Sparta Praga, Daniel Kolár (28), do Viktoria Plzen, e o atacante Libor Kozák (25), do Aston Villa.

Mesmo com uma equipe competitiva, os tchecos encerraram a fase qualificatória na modesta terceira colocação do deveras equilibrado Grupo B com 15 pontos e ficarão fora do Mundial pela segunda edição consecutiva. Desde a extinção da Tchecoslováquia, outrora potência no futebol, a República Tcheca só disputou uma Copa do Mundo: a de 2006, quando caiu na primeira fase após ter figurado na terceira colocação do Grupo E, que também contava com Itália, Gana e EUA.

Em âmbito continental, ao menos, os últimos resultados são até expressivos: vice-campeã e terceira colocada das Eurocopas de 1996 e 2004, respectivamente. Na Euro 2012, caiu para Portugal nas quartas-de-final. Ainda assim, as recentes ausências em Copas têm pesado na avaliação do ranking da Fifa, que coloca os tchecos em 34º.

Turquia

Foto: AFP/Getty Images

Jogadores de extrema qualidade como os meias Arda Turan (27), do Atlético de Madrid, Hakan Çalhanoglu (20), do Hamburgo, Nuri Sahin (25), do Borussia Dortmund, e os atacantes Mevlut Erding (27), do Saint-Étienne, Umut Bulut (31) e Burak Yilmaz (28), ambos do Galatasaray, não foram o suficiente para fazer a Turquia chegar ao terceiro Mundial de sua história.

Nas outras duas participações, os turcos fizeram uma campanha modesta na Suíça, em 1954, e um desempenho honroso em 2002, no Japão e na Coreia do Sul: nono lugar e terceiro lugar, respectivamente. Uma participação na Copa no Brasil poderia ser uma nova oportunidade para os euroasiáticos surpreenderem, mas o desempenho "meia-boca" no Grupo D (16 pontos somados, resultando na quarta colocação) impediu uma equipe "encardida" no papel de carimbar o passaporte para as terras tupiniquins.

Outra campanha expressiva da Turquia em tempos recentes ocorreu na Eurocopa de 2008, disputada na Suíça e na Áustria: chegou à semifinal, tendo sido eliminada pela vice-campeã Alemanha após se sobressair num grupo difícil (A, com Portugal, República Tcheca e Suíça) e eliminar a Croácia nos pênaltis.

No ranking da Fifa, os turcos se encontram logo atrás da República Tcheca, em 35º.

Egito

Eis a primeira seleção não europeia desta extensa lista. Colada com a Turquia, em 36º vem o Egito, uma das potências do futebol africano. Ainda que seja soberano no continente - é o maior campeão da Copa Africana de Nações com sete títulos, três a mais que Gana e Camarões -, não repete o ótimo desempenho em Copas do Mundo - soma apenas duas participações, a primeira na longínquia edição de 1934 e a segunda na de 1990, tendo sido eliminado na primeira fase em ambas.

Com jogadores renomados como os defensores Ahmed Elmohamady (26), do Hull City, e Wael Gomaa (38), do Al-Ahly, o meia Mohamed Salah (21), do Chelsea (na época das Eliminatórias, atuava no Basel), o atacante Amr Zaki (31), do Raja Casablanca, e o folclórico meia-atacante Mohamed Aboutrika (35), do Al-Ahly, esperava-se que a seleção egípcia finalmente saísse do "quase" e fizesse um povo desiludido com as recentes guerras políticas no país ter motivos para sorrir. Mas não foi isso que aconteceu.

Nas Eliminatórias Africanas para a Copa, o Egito entrou diretamente na segunda fase, na qual caiu no Grupo G com Guiné, Moçambique e Zimbábue. Dentro de campo, os Faraós confirmaram o favoritismo e encerraram a fase com 100% de aproveitamento. Parecia que, dessa vez, a seleção não bateria na trave. O "mata-mata" que definia os classificados da África para o Mundial a ser jogado no Brasil os egípcios frente a frente com Gana.

Prometia ser o duelo mais equilibrado desta fase, mas o que se viu nas quatro linhas foi algo totalmente diferente. No primeiro jogo, em Kumasi, os ganeses passearam ao aplicar uma impiedosa goleada de 6 a 1 e encaminharam a vaga. No reencontro, a vitória por 2 a 1 no Cairo foi inútil para os donos da casa, que viram o sonho de voltar a jogar uma Copa do Mundo ficar pelo caminho novamente. Após mais um fracasso, o ídolo Aboutrika se aposentou e certamente entrou na galeria de craques que jamais jogaram um Mundial. Gomaa também pendurou as chuteiras.

Venezuela

Foto: Luis Robayo/AFP

Única seleção da América do Sul que nunca disputou uma Copa do Mundo, a Venezuela vem crescendo no futebol e promete que seu primeiro Mundial está cada vez mais próximo. O investimento em estruturas esportivas e a valorização das categorias de base são o segredo da evolução do futebol local. Nas Eliminatórias para a Copa de 2010, a Vinotinto não foi à repescagem por pouco - ficou a dois pontos do Uruguai, quinto colocado -; nas Eliminatórias para o Mundial de 2014, novamente no quase - agora, cinco pontos atrás do mesmo Uruguai.

A exportação de jogadores venezuelanos, notadamente para o futebol europeu, também contribui para o avanço do selecionado local. O capitão e meio-campista Juan Arango, por exemplo, passou 10 anos no Velho Continente, atuando por Mallorca e Borussia Mönchengladbach. Arango é o jogador que mais vezes defendeu o selecionado de seu país (121 jogos) e, também, o maior artilheiro (22 gols). Recentemente, ele transferiu-se para o Tijuana, do México.

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Além de Juan Arango, há outros venezuelanos que jogam na Europa, tais como os defensores Fernando Amorebieta (29), do Fulham, Oswaldo Vizcarrondo (30), do Nantes e Roberto Rosales (25), do Málaga, o meia Tomás Rincón (26), do Hamburgo, e os atacantes Juan Falcón (25), do Metz, Salomón Rondón (24), do Zenit, e Mario Rondón (25), do Nacional da Ilha da Madeira. "Miku" Fedor (28), hoje no Al-Gharafa, também passou longa estadia em território europeu, sobretudo no futebol da Espanha, onde defendeu clubes como Salamanca, Gimnàstic, Getafe e Celtic.

Na última Copa América, disputada na Argentina em 2011, a Venezuela fez a melhor campanha de sua história ao conquistar o quarto lugar. Na edição anterior, em 2007, chegou às quartas-de-final diante de sua torcida. Os prognósticos em terras venezuelas são bem otimistas, diferente das décadas passadas, quando a seleção era vista como o saco de pancadas do continente sul-americano. A 40ª colocação no ranking da Fifa é uma das melhores de sua história. Em boa parte do ano de 2013, militou na 36ª posição.

Áustria

Potência na era inicial das Copas (foi quarta colocada em 1934 e terceira vinte anos depois), a Áustria não disputa um Mundial desde a edição de 1998, realizada na França - coleciona sete passagens. Àquela altura, os austríacos ficaram em terceiro no Grupo B - que também tinha Itália, Chile e Camarões - e deram adeus à competição de forma precoce. Em 2008, o país sediou a Eurocopa em conjunto com a Suíça - ambas caíram na fase de grupos.

Nos tempos atuais, os Roten contam com uma boa safra de jogadores, dentre os quais merecem notável destaque o lateral-esquerdo David Alaba (21) - ele também pode atuar no meio-campo -, do Bayern de Munique, o zagueiro Sebastian Prödl e o meia Zlatko Junuzovic, ambos de 26 anos e do Werder Bremen, além dos atacantes Andreas Weimann (22), do Aston Villa, e Martin Harnik (27), do Stuttgart, e de outro lateral esquerdo: Christian Fuchs (28), do Schalke 04. Já entre os mais veteranos, o zagueiro Emanuel Pogatetz (31), do Nuremberg, e o meia-atacante Andreas Ivanschitz (30), do Levante, são os principais nomes.

Em 42º no ranking da Fifa, os germânicos veem uma luz no fim do túnel em relação ao futuro graças às joias cultivadas. A boa campanha nas Eliminatórias (ficou em terceiro no Grupo C com 17 pontos, três atrás da Suécia) é apenas o começo de novos rumos para os alvirrubros. Pelo menos é isso que os austríacos esperam.

Hungria

Foto: AFP/Getty Images

É fato que a Hungria está presente nesta lista mais pela sua renomada tradição do que pelo seu momento atual, mas os húngaros tiveram motivos para sonhar nas últimas Eliminatórias. Somaram 17 pontos, dois a menos que a vice-líder Romênia, no Grupo D. Não foram à repescagem por pouco - os pontos perdidos no empate em 2 a 2 cedido aos romenos em Budapeste fizeram a diferença.

A última vez que a Hungria esteve numa Copa do Mundo ocorreu na edição de 1986, quando caiu na primeira fase. Aquela foi sua nona participação em Mundiais. As melhores campanhas foram os vice-campeonatos de 1938 e 1954. Nesta última, tinha um time lendário formado por jogadores de qualidade inquestionável como Sándor Kocsis, Zoltán Czibor, Nándor Hidegkuti e Ferenc Puskás.

Hoje, os principais jogadores húngaros são o goleiro Gábor Király (38), do 1860 München, os meias Balázs Dzsudzsák (27), do Dynamo Moscou, Zoltán Stieber (25), do Hamburgo, e Tamás Hajnal (33), do Ingolstadt, e o atacante Ádám Szalai (26), do Schalke 04. No ranking da Fifa, os Magyars encontram-se na 47ª colocação.

Islândia

Foto: Getty Images

Mesmo sem a classificação assegurada para o Mundial, a Islândia foi a grande surpresa destas Eliminatórias e poderia muito bem estar na Copa no Brasil. Integrantes do último pote no sorteio da qualificação europeia, os islandeses desbancaram a Eslovênia e a Noruega e ficaram na segunda colocação do Grupo E com 17 pontos (sete atrás da Suíça), assegurando a vaga na repescagem. Nesta fase, empatou sem gols com a Croácia em Reykjavík e sucumbiu em Zagreb: 2 a 0. A estreia na maior competição de futebol do planeta não veio por pouco.

Investindo em centros de treinamento - os gramados geralmente são artificiais, devido ao clima gelado do local - para a formação de jogadores, o gelado (no inverno, as temperaturas chegam a -10°C) e pequenino (a área é de apenas 103.001 km²) país vê seus atletas saírem da terra natal cada vez mais cedo.

A atual geração é promissora: destacam-se os jovens meias Aron Einar Gunnarsson (25), do Cardiff City, Gylfi Thór Sigurdsson (24), do Tottenham, e Birkir Bjarnason (26), da Sampdoria, além dos atacantes Kolbeinn Sigthórsson (24), do Ajax, e Alfred Finnbogason (25), do Heerenveen.

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Um veterano viu de perto o crescimento desse time: o atacante Eidur Smári Gudjohnsen (35), ex-PSV, Chelsea, Barcelona, Monaco e Tottenham e atualmente no Club Brugge. O antigo ídolo islandês se aposentou do selecionado nacional e deve dar um ponto final à sua carreira em breve. Agora, ficará na torcida para que seus "pupilos" ajudem a Islândia a alçar voos maiores.

A atual colocação do país nórdico no ranking da Fifa é a 58ª, a segunda melhor da história, atrás apenas da 37ª do longínquo ano de 1994.

Uzbequistão

Mais um país que nunca jogou uma Copa do Mundo e por muito pouco não carimbou sua primeira passagem. O nome da vez é o Uzbequistão, nação que também vem crescendo bastante no mundo do futebol e hoje é a 53ª colocada da Fifa. A estratégia é a mesma utilizada pela Venezuela e pela Islândia: investimento na base. Diversos centros e campos de treinamento vêm sendo construídos no país.

Nas Eliminatórias Asiáticas para o Mundial de 2014, os uzbeques não comemoraram a classificação por pouco. Na primeira fase, despacharam o Quirguistão com vitórias por 3 a 0 e 4 a 0. No round seguinte, liderou o Grupo C com 16 pontos - à frente de Japão, Coreia do Norte e Tadjiquistão -, permanecendo invicto. Já despontava como surpresa. Mas já era de muito tempo: em 2011, o Uzbequistão foi o quarto colocado da Copa da Ásia disputada no Catar.

Na última fase, a ida ao Mundial não veio por um mero detalhe: o saldo de gols. Somou os mesmos 14 pontos da Coreia do Sul, mas o saldo inferior (6 a 5) obrigou os Lobos Brancos a passarem pelo drama da repescagem asiática. Nesta fase, empatou as duas partidas com a Jordânia em um gol e sucumbiu nos pênaltis em plena Tashkent: 9 a 8.

O desenvolvimento no futebol vem desde a atuação de brasileiros no Uzbequistão: nomes como o ex-atacante Rivaldo e o técnico Luiz Felipe Scolari passaram por lá. Hoje, as estrelas do país são os defensores Anzur Ismailov (29), do Changchun Yatai, e Vitaliy Denisov (27), do Dynamo Moscou, os meias Odil Ahmedov (26), do Anzhi Makhachkala, Jasur Hasanov (30), do Lokomotiv Tashkent, e Server Djeparov (31), do Seongnam, e os atacantes Ulugbek Bakayev (35), do Irtysh Pavlodar, e Maksim Shatskikh (35), do Hoverla Uzhhorod.

Polônia

Foto: Sports Mole

Pior seleção entre as citadas no ranking da Fifa, a Polônia é a dona do 69º posto. A má fase no futebol do país que sediou a última Eurocopa juntamente com a Ucrânia parece não ter fim.

Mesmo tendo somado somente 13 pontos no Grupo H - ficou na quarta colocação -, os poloneses têm bons nomes no papel: o goleiro Wojciech Szczesny (24), do Arsenal, o defensor Lukasz Piszczek (29), o meia Jakub Blaszczykowski (28), ambos do Borussia Dortmund, e Kamil Grosicki (26), do Rennes, e o atacante Robert Lewandowski (25), que recentemente se transferiu para o Bayern de Munique.

Ausente de uma Copa do Mundo desde 2006, quando caiu no grupo A com Alemanha, Equador e Costa Rica, a Polska já participou de sete edições do Mundial, tendo conquistado o terceiro lugar em duas delas, em 1974 e em 1982. Como se pode ver, os alvirrubros estão longe dos bons tempos que já tiveram, mesmo com a nova e promissora safra de jogadores.

A partir desta quinta-feira (12), o mundo parará para ver a Copa de 2014, mas certamente esta e as outras seleções não qualificadas para o torneio já estão se planejando para o próximo Mundial, o de 2018, sediado na Rússia.

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