No Maracanã, Chile vence, se classifica e elimina a atual campeã

Na tarde desta quarta-feira (18), Espanha e Chile se enfrentaram no Maracanã, palco do confronto em 1950, há 64 anos atrás. Na época, os espanhóis venceram por 2 a 0 após vitória na estreia. Desta vez, de maneira diferente, os ibéricos entraram em campo pressionados precisando vencer, já que perderam na estréia por incríveis 5 a 1 para a Holanda.

Por outro lado, o Chile jogava por uma simples vitória para garantir a classificação as oitavas de final da Copa do Mundo e mandar os espanhóis de volta para casa. E conseguiram. Com muita força de vontade, a equipe de Sampaoli venceu os atuais campeões pelo placar do revés há 64 anos atrás: 2 a 0, gols ainda no primeiro tempo com Vargas e Aranguiz. A Espanha ainda tentou, mas parou no goleiro Bravo. Chile classificado para as oitavas junto com a Holanda e os atuais campeões da Copa do Mundo dão adeus ao torneio na segunda partida.

Com forte ritmo de jogo, Chile aproveita falhas da Espanha para marcar

O jogo começou de forma muito intensa com as equipes tentando impedir a troca de passes adversárias. Logo nos primeiros minutos, Vidal recebeu na área e tocou para Vargas que demorou para concluir e deu tempo para os espanhóis desarmarem e cederem o escanteio. Na cobrança, Jara cabeceou com perigo e por pouco não abriu o placar. A Espanha tentava trocar passes e recebia forte vaia das arquibancadas do Maracanã – que estava mais para Estádio Nacional, onde a maioria era chileno. Além disso, no campo, a equipe de Sampaoli marcava forte, em cima, para impedir o jogo espanhol.

Aos 13 minutos, a Espanha teve boa chance em cobrança de falta na entrada da área, mas Xabi Alonso, que tentou encontrar Sergio Ramos na segunda trave, mandou muito forte. Assim como o Chile, a Espanha também marcava em cima. Numa dessas, os chilenos erraram na saída de bola, Diego Costa avançou demais procurando espaço para bater e chutou cruzado, com a bola atrevssando a extensão da pequena área, aonde Iniesta evitou a saída e tocou no meio para David Silva que foi desarmado, porém a sobra ficou com Xabi Alonso que chutou forte em cima de Bravo. A resposta chilena veio aos 19 minutos. Aléxis Sanchéz lançou Aranguiz, o meia do Internacional viu Vargas entrando em velocidade na área e cruzou para o atacante que não titubeou. Com muita calma, o jogador do Valencia dominou, limpou Casillas e inaugurou o marcador no Maracanã.

Com a derrota, os espanhóis iam dando adeus ao torneio e precisaram se lançar ao ataque em busca do empate. Aos 23, Diego Costa recebeu na área de costas para a marcação e tocou para Xabi Alonso que emendou de primeira e isolou. Minutos depois, Pedro tentou passar por Mena e foi derrubado, mas o assistente, em cima do lance, não marcou nada e o lance seguiu. Ainda antes dos 30, Diego Costa arriscou para o gol, a bola desviou na marcação e balançou a rede pelo lado de fora, dando impressão para os torcedores que ela havia entrado.

O tempo passava e a Espanha ficava nervosa. Pedro recebeu lançamento na linha de fundo e errou o domínio da bola que acabou saindo pela linha de fundo. Aos 43 minutos, Sanchez sofreu falta na entrada da área. O próprio camisa 7 cobrou e Casillas espalmou de soco para o meio da área. No rebote, Aranguiz dominou e, num chute certeiro de trivela, ampliou o placar no Maracanã e os chilenos foram para o intervalo com a classificação nas mãos.

Espanha tenta, mas Chile vence e avança às oitavas-de-final; Atuais campeões voltam mais cedo para casa

A Espanha voltou para o segundo tempo com mudanças. Del Bosque, que havia barrado Piqué e Xavi, sacou mais uma estrela: Xabi Alonso deu lugar à Koke. Os espanhóis continuaram com aquele seu tradicional jogo de toque de bola procurando espaços, enquanto o Chile continuava tentando aproveitar contra-ataques com Sanchez e Vargas. Logo no começo da etapa final, Diego Costa teve boa oportunidade de diminuir o placar, mas demorou para finalizar e, na hora que chutou, foi travado e ganhou o escanteio, que não deu em nada.

A torcida chilena fazia muito barulho no Maracanã – em tarde de Estádio Nacional, ao som de “Olê, olê, olê, olê, Chile! Chile!”. Mas foi a Espanha que assustou novamente. Na sobra da cobrança de falta, Diego Costa mandou uma bicicleta pro gol e acabou achando Busquets de frente pro gol aberto, mas o volante pegou de canela e desperdiçou uma grande oportunidade.

Nas poucas vezes que o Chile trocava passes, a torcida gritava “Olé”. Tentando mudar o resultado, Del Bosque tirou Diego Costa, que saiu vaiado, e colocou Fernando Torres. Aos 22 minutos, Mena recebeu lançamento de Vidal e chutou cruzado. Isla, atrás da marcação, acompanhou a jogada até o fim e, por um pouco, não marcou o terceiro do Chile. Dois minutos depois, Sanchez avançou em velocidade e cruzou para Vargas mandar de cabeça para fora. A Espanha tentava chegar nas trocas de passes e, aos 30, Iniesta achou Cazorla que tentou cruzar mas foi interceptado por Mena.  Aos 38, foi a vez de Iniesta arriscar de fora da área. Bravo voou alto e defendeu um belo chute colocado, dando escanteio aos espanhóis.

Bastante conhecido no Brasil, Valdívia, que joga no Palmeiras, entrou para jogar aos 40 minutos após ter seu nome gritado nas arquibancadas. Aos 43, em cobrança de falta na entrada da área, Cazorla cobrou no canto e Bravo fez mais uma boa defesa. No lance seguinte, em cobrança de escanteio, Sergio Ramos tentou um voleio e isolou. A Espanha tentou marcar no abafa, nem mesmo os seis minutos de acréscimo dado pelo árbitro contribuiram, pois os chilenos seguraram a pressão até o fim e se garantiram nas oitavas de final, mandando os atuais campeões mundiais de volta para a Europa mais cedo do que o planejado.

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