Huracán surpreende e vence River no Monumental de Núñez pela semifinal da Sul-Americana

A surpresa apareceu no Monumental de Núñez na noite da última quinta-feira. Em partida válida pela ida da semifinal da Copa Sul-Americana, o Huracán venceu o River Plate por 1 a 0 e abriu vantagem no duelo entre os portenhos para alcançar uma vaga na final do certame. Espinoza, aos 14 minutos do primeiro tempo, anotou o único gol do embate. Em função da disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 nas próximas semanas, o confronto decisivo só ocorre no dia 26 novembro, no El Palacio.

O Millonário encontrou durante os 90 minutos enormes dificuldades de furar a defesa adversária. Nem mesmo a volta de Alario e o bom momento de Maidana - recentemente convocado para a Seleção Argentina na vaga do lesionado Garay - foram suficientes para evitar a primeira derrota da equipe em casa no torneio. Os comandados de Marcelo Gallardo voltam a campo no próximo domingo (8), quando recebem o Newell's Old Boys, em Núñez, pela última rodada do Campeonato Argentino.

O Globo, por sua vez, deu poucos espaços ao rival, e desperdiçou, inclusive, algumas oportunidades de chegar a uma vantagem mais dilatada. Com o triunfo, o Quemero manteve a invencibilidade longe de seus domínios na Sul-Americana e se aproximou de disputar a primeira final de uma competição internacional na sua história. A equipe também joga pelo Nacional no domingo, dia em que recebe o Belgrano.

River começa mal e Huracán aproveita para abrir o placar em lance despretensioso

Mesmo jogando longe de seus domínios, o Globo não se intimidou nos minutos iniciais do cotejo e quase abriu o placar logo na primeira finalização do embate. Aos 3 minutos, após cobrança de escanteio, Nervo desviou e a bola sobrou para Ábila, na pequena área. O atacante conseguiu o mais difícil. Errou o alvo e jogou fora chance clara de deixar sua equipe em vantagem. Os anfitriões buscaram a resposta marcando presença no campo ofensivo, sem conseguir, porém, atacar de modo organizado.

O Huracán aproveitou o início pouco inspirado do River e inaugurou o marcador em lance despretensioso. Aos 14 minutos, Montenegro recebeu a bola na intermediária e lançou Espinoza, às costas de Casco. Pressionado pelo camisa 7, o lateral tentou afastar, mas levou azar na jogada: chutou em cima de Espinoza e apenas assistiu a pelota encobrir o adiantado Barovero e parar no fundo da rede.

Ainda longe do melhor futebol, os donos da casa usaram a bola aérea para exercer uma pequena pressão. Aos 21, Martínez recebeu pela esquerda e cruzou no segundo pau, na direção de Mora. Atenta, a zaga Quemera tirou a pelota da cabeça do atacante e jogou para a linha de fundo. No escanteio, a bola chegou limpa para o uruguaio, mas ele pegou mal e jogou pra fora. 

A noite não era das melhores para o camisa 7 dos atuais campeões da Copa Libertadores. Aos 24, ele recebeu cruzamento pela esquerda e dividiu com Mancinelli pelo alto. Levou a melhor, mas cabeceou fraco e facilitou a vida de Diaz, que segurou com tranquilidade. Encerrando a série de chances desperdiçadas no primeiro tempo, Alario subiu mais que todo mundo após cobrança de falta de Sánchez, mas mandou sobre a meta.

Nos lances finais do primeiro tempo, o River seguiu desorganizado, e o Huracán passou a encontrar os espaços deixados pela defesa adversária. A situação ficou evidenciada aos 40 minutos, quando Àbila pegou o rebote do lance mal afastado pela zaga e concluiu com desvio por cima, em jogada que por pouco não surpreendeu Barovero.

Millonário cria chances mas não aproveita. Huracán quase marca o segundo no fim

Na volta para etapa complementar, o técnico Marcelo Gallardo promoveu as entradas de Viudez e Lucho González nas vagas de Martínez e Driussi, respectivamente. O panorama da partida, no entanto, seguiu o mesmo, pelo menos nos minutos iniciais. O River seguiu explorando sem sucesso a bola aérea e não conseguiu furar a competente defesa Quemera.

O primeiro chute a gol só se deu aos 13 minutos. Espinoza dominou na entrada da área e concluiu, mas mandou pra muito longe. O Millonário respondeu de forma contundente e por pouco não alcançou a igualdade no placar. Mercado avançou pela direita e virou o jogo para Casco, posicionado dentro da área. O lateral não aproveitou a relativa liberdade que teve e chutou sem direção, pra fora.

Em questão de um minuto cada equipe desperdiçou uma oportunidade clara de marcar. Na primeira, o Huracán saiu jogando com a bola no pé desde o campo de defesa, até ela chegar em Àbila, que recebeu e inverteu o jogo, dando bom passe para Espinoza. O autor do gol do cotejo até dominou bem, mas pecou na hora do chute, que saiu cruzado e sem o endereço certo. Na sequência, em um raro momento de troca de passes dos anfitriões, Sánchez tabelou com Lucho González, foi ao fundo de campo e tocou para Saviola, que conseguiu chutar por cima, quase na risca da pequena área.

Os anfitriões aos poucos conseguiram encontrar brechas na defesa rival e trabalhar melhor a posse da pelota. Quando se viram em condições de marcar, porém, não aproveitaram. Aos 33, após cobrança de falta, Mercado se viu de frente para o gol, mas foi travado na hora do chute em ação providencial de Mancinelli. Pouco depois, Lucho González achou grande enfiada para Casco, mais um atleta Millonário parado com precisão pela zaga do Huracán no momento da finalização.

Os lances derradeiros da partida foram marcados pela ambiguidade. Aos 44, Sánchez surpreendeu a todos e deu chute com muita curva pela direita, onde dispunha de pouco ângulo para a conclusão. A bola passou rente à trave, o que alimentou a esperança dos torcedores presentes em Núñez. Dois minutos depois, porém, Abila recebeu sozinho após contra-ataque e tentou encobrir Barovero, mas parou no travessão. Por fim, a impressão que ficou foi a de que o Globo podia ter alcançado um placar mais confortável.

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