Paulo Autuori é a esperança do Vasco no Brasileirão
Em meio a um elenco de desconhecidos, Autuori é a principal esperança da torcida (Arte: Walter Paneque/VAVELcom)

Nome: Clube de Regatas Vasco da Gama

Fundação: 21 de agosto de 1898

Mascote: O Almirante

Títulos: Sul-Americano de Clubes Campeões (1948), Copa Libertadores da América (1998), Copa Mercosul (2000); Campeonato Brasileiro (1974, 1989, 1997, 2000), Copa do Brasil (2011), Campeonato Brasileiro da Série B (2009); Campeonato Carioca (1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998 e 2003).

Campanha em 2012: 5° lugar

Expectativa: Vaga na Sul-Americana.

Brasileirão marcado pelo desmanche vascaíno

No início da temporada passada o Cruz-Maltino tinha um dos melhores elencos do Brasil; ídolos, como Juninho e Felipe; e jogadores de Seleção Brasileira, como Dedé e Rômulo. O time fez grande campanha na Libertadores e foi eliminado nas quartas-de-final, para o futuro campeão, Corinthians, muito devido ao gol inacreditável que Diego Souza, frente a frente com Cássio, perdeu. No Brasileirão o time ia muito bem até que Roberto Dinamite, presidente do clube, precisou vender seus principais jogadores para pagar dívidas pendentes. Fágner, Allan, Rômulo, Diego Souza e companhia ilimitada deixaram a Colina. O rendimento da equipe caiu muito e o quinto lugar no Brasileirão até ficou de bom tamanho pelo futebol apresentado e pela pífia passagem de Marcelo Oliveira por São Januário. Antes mesmo do fim do Campeonato, Gaúcho assumiu a equipe, mas, como já esperado, também não está mais na Colina Histórica.

Vice campeonato e eliminação precoce no estadual

O Vasco começou o estadual surpreendendo. Enquanto muitos achavam que o time seria presa fácil para os adversários devido ao seu desmanche no ano passado, se surpreendeu. A equipe cruzmaltina fez uma boa Taça Guanabara e se classificou para a segunda fase do primeiro turno. Na semifinal, uma vitória heróica por 3 a 2 em cima do atual campeão Carioca e Brasileiro, Fluminense. Com nem tudo são flores, o Vasco foi derrotado por 1 a 0 contra o Botafogo em uma final onde até mesmo o empate levaria o título para a colina histórica. No segundo turno, a crise tomou conta do elenco e derrotas vexatórias contra equipes de menor expressão fizeram com que o Vasco fosse precocemente eliminado logo na primeira fase. O Botafogo se sagraria campeão estadual daquele ano.

Expectativa de Brasileirão turbulento

O Vasco para o início do Campeonato Brasileiro de 2013 é ainda mais fraco que o time que terminou o último, tendo em vista também a campanha péssima no Estadual. Os ídolos saíram: Felipe foi para o Flu, Juninho para o New York Red Bulls e Dedé para o Cruzeiro. Os principais jogadores que restaram são incógnitas: Carlos Alberto foi pego no doping e Bernardo, além de estar machucado e com previsão de volta para cerca de seis meses, se envolveu em confusão que quase lhe tirou a vida. O gol também é um problema: Fernando Prass foi para o Palmeiras. Sem dinheiro para fazer grandes contratações, o Vasco entra no Brasileirão com a cara, coragem e tradição de um clube que precisa se superar se almeja algo no ano.

Paulo Autuori como salvação

O ponto forte e a principal aposta da torcida do Vasco é o técnico: Paulo Autuori. Vencedor e campeão de quase tudo, o comandante tem a difícil tarefa de levar ao sucesso um time abaixo da linha do mediano. Tirar leite de pedra é a missão. A torcida do Vasco sabe que será impossível repetir os momentos de glórias não tão distantes, mas, pelo menos, que a camisa com a tradicional Cruz-de-Malta seja honrada. E que no meio de tantas figuras pouco conhecidas no mundo do futebol surja um jogador que um dia a torcida possa chamar de ídolo. Como surgiu um desconhecido que veio de Volta Redonda e se tornou um Mito.

Elenco fraco e com poucas opções

Começando pelo gol, Michel e Alessandro não têm o mínimo de confiança dos torcedores. Nas laterais Nei e Yotún têm potencial, mas ainda não mostraram um grande futebol. Com a debandada de volantes (além de Rômulo, saíram também Nilton e Eduardo Costa) o setor ficou muito fragilizado, sem um grande marcador. A armação do time é outro setor que dará dor de cabeças ao torcedor, assim como o ataque, que não conta com um matador. Especula-se a contratação de André, do Santos, mas nem o provável camisa 9 da colina contra com total confiança dos torcedores. O elenco fraco e com poucos opções pode dificuldade ainda mais o caminho vascaíno.

São Januário na Copa das Confederações

Patrimônio Vascaíno e do Rio de Janeiro, o estádio de São Januário chega ao ano de 2013 como um pilar de sustenção para as seleções que chegam ao estado em busca de treinamento para a Copa das Confederações. Além de ser o caldeirão do Vasco no Estadual, Brasileiro e mando de campo usado pelo Fluminense na Libertadores, a Seleção Italiana já planeja usar o gramado para realizar sua preparação para a competição da FIFA.

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