Guia VAVEL do Campeonato Catarinense 2015
Figueirense é o atual campeão do Estado (Foto: Divulgação/Figueirense FC)

A edição de 2015 do Campeonato Catarinense é cercada de muitas expectativas. Com quatro clubes na Série A do Brasileirão e mais um na Série B, o Estadual de Santa Catarina tem muitos atrativos. Além dos times na elite brasileira, os times menores trazem vários jogadores experientes e com muitas conquistas em suas carreiras.

Os seis melhores garantem vaga para o Hexagonal Semifinal

Do ano passado para este, o Campeonato teve uma alteração importante em seu regulamento. Os 10 times se enfrentam na primeira fase em jogo único e os seis melhores garantem vaga para o Hexagonal Semifinal - em 2014, um quadrangular definia os finalistas -, onde os clubes disputam jogos de ida e volta e os dois melhores vão para a final. Os quatro últimos colocados vão para o Quadrangular do Rebaixamento e após confrontos de ida e volta, os dois piores são rebaixados à Divisão Especial 2016. Campeão e vice garantem vaga para a Copa do Brasil 2016 e o melhor classificado que não está nas Séries A e B, fica com presença garantida na Série D 2015.

Atual campeão, o Figueirense busca seu 17º título tentando tornar-se sozinho o maior vencedor do estado. Avaí, Chapecoense e Joinville são os outros times da Série A que disputam o Estadual. O Criciúma, rebaixado à Série B para 2015, busca dar uma resposta ao torcedor. O Metropolitano, destaque em 2014, vai em busca de surpreender novamente. Atlético de Ibirama e Marcílio Dias, que se mantiveram no Estadual querem manter-se entre os melhores do estado. Inter de Lages e Guarani de Palhoça, campeão e vice da Divisão de Acesso no ano passado, respectivamente, têm planejamentos diferentes para surpreender.

Confira abaixo detalhes de todas as equipes para o Catarinense 2015

Atlético de Ibirama

Fundação: 1951

Títulos: nenhum (vice em 2004 e 2005)

Estádio: Hermann Aichinger (6.000 lugares)

Time base: Ney; Rodrigo Vareta, Alemão, Mateus, Cappa; Bruno Mazzuchello, Kássio, Diego Miranda; Cassiano Bodini, Adriano, Abner. Técnico: Sílvio Criciúma

Destaque: Cassiano Bodini. Com passagens pelo São Caetano na Série B 2013, Bodini disputou a Série D pelo Juventude e é esperança de gols do Atlético

Principais contratações: Cassiano Bodini (atacante, Juventude), Cappa (lateral, Guarani de Palhoça), Thiago Santana (atacante, Internacional)

Principais perdas: André Gava (meia, Tombense)

Campanha em 2014: 8º colocado

Com um técnico com experiência em Santa Catarina, o Atlético tenta em 2015 correr menos riscos do que no Estadual passado. Após se salvar apenas no número de vitórias do rebaixamento, o time de Ibirama busca com Silvio Criciúma, ex-treinador do Tigre uma campanha mais tranquila. Apostando em jovens como Thiago Santana, atacante emprestado pelo Internacional e o meia Elivélton, que pertence ao Avaí, além de jogadores conhecidos do futebol catarinense e da torcida ibiramense, caso do lateral Cappa e do atacante Adriano, o Atlético tem como objetivo mínimo de se manter da Primeira Divisão estadual pelo quarto ano consecutivo.

Cassiano Bodini, ex-Juventude, é a principal peça do ataque do Atlético (Foto: Arthur Dallegrave/E.C.Juventude)

Avaí

Fundação: 1923

Títulos: 16 (último em 2012)

Estádio: Ressacada (17.600 lugares)

Time base: Vagner; Pablo, Phillipe Maia (Ronaldo Alves), Willian Rocha, Eltinho; Uelliton (Eduardo Costa), Eduardo Neto, Renan Oliveira, Edinho (Marquinhos), Anderson Lopes, Rômulo (André Lima). Técnico: Geninho

Destaque: André Lima. Ao lado do capitão Marquinhos, André Lima, ex-atacante de Grêmio e Botafogo deve comandar Avaí, apesar de não estar disponível para o início do Campeonato

Principais contratações: André Lima (atacante, Beijing Gouan-CHN), Renan Oliveira (meia, América-MG), Jéci (zagueiro, Kawasaki Frontale-JAP)

Principais perdas: Pablo (zagueiro, Ponte Preta), João Filipe (zagueiro/volante, Fluminense), Carleto (lateral, Botafogo)

Campanha em 2014: 6º colocado

Após um Estadual desastroso em 2014, onde o time foi para o Hexagonal do Rebaixamento e acabou decepcionando, o Avaí busca se isolar novamente como maior campeão do estado. A base do time que conseguiu o acesso à Série A do Brasileiro para 2015 foi mantida, inclusive o técnico Geninho, o goleiro Vágner e o meia Marquinhos, destaques na Série B. Porém, o time que inicia o Campeonato deve mudar muito no decorrer da competição. Marquinhos, capitão do time, tem sete jogos de suspensão para cumprir, enquanto Roberto e Eduardo Costa tem dois. Além disso, Antônio Carlos, provável titular da zaga, está machucado, e vários contratados ainda estão em processo de aprimoramento físico, caso do atacante André Lima.

Chapecoense

Fundação: 1973

Títulos: 4 (último em 2011)

Estádio: Arena Condá (22.600 lugares)

Time base: Danilo; Apodi, Douglas Grolli, Rafael Lima, Dener; Wanderson, Gil, Willian Barbio, Camilo, Ananias; Roger. Técnico: Vinicius Eutrópio

Destaque: Roger. Experiente, o ex-atacante de Ponte Preta, Atlético-PR e Vitória, é a esperança de gols da Chape

Principais contratações: Roger (atacante, Sport), Richarlyson (volante, Vitória), Ananias (meia, Sport)

Principais perdas: Leandro (atacante, Palmeiras), Bruno (volante, Ponte Preta), Fabiano (lateral, Cruzeiro)

Campanha em 2014: 5º colocado

Sensação do Brasileirão 2014, a Chapecoense vem com uma proposta ousada para a nova temporada. Contratou o técnico Vinicius Eutrópio, campeão estadual do ano passado com o Figueirense, e investe em nomes conhecidos do futebol brasileiro para montar seu elenco. Roger, ex-Atlético-PR, Willian Barbio, ex-Bahia, Gil, ex-Coritiba, Maylson, ex-Criciúma e mais recentemente Richarlyson, que atuou em 2014 no Vitória e abandonou a aposentadoria para voltar a jogar na Chape são alguns deles. Mesmo perdendo alguns destaques da campanha do Brasileiro, como o volante Bruno e o atacante Leandro, o time do Oeste manteve muitos de seus titulares e entra no campeonato como um dos maiores favoritos ao título.

Criciúma

Fundação: 1947

Títulos: 10 (último em 2013)

Estádio: Heriberto Hülse (19.300 lugares)

Time base: Bruno; Eduardo, Rafael Pereira, Joílson, Danilo Tarracha; Barreto, Ezequiel, Luizinho Mello, Cléber Santana; Lucca, Bruno Lopes. Técnico: Luizinho Vieira.

Destaque: Cleber Santana. Remanescente de 2014 e experiente, o meia é o ponto de referência de um grupo mais jovem do Tigre

Principais contratações: Perea (atacante, Universidad San Martín-PER), Tarracha (lateral, Vitória)

Principais perdas: Ricardinho (meia, Figueirense), Maylson (volante, Chapecoense), Giovanni (lateral, Fluminense)

Campanha em 2014: 3º colocado

O ano de 2014 foi muito negativo e conturbado para o Criciúma. Muitas trocas de técnico e o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, após muitos investimentos em contratações, fizeram com que o Tigre tivesse um orçamento menor e com uma política de contratações diferente para 2015. Abandonando a contratação de “medalhões”, o Tigre aposta em jogadores mais jovens e outros da categoria de base e monta seu time com jogadores importantes que já estavam no clube, como Eduardo, Lucca e Cleber Santana e com o treinador Luizinho Vieira, sem experiência no profissional, mas com conhecimento do clube, busca superar os outros quatro times de SC que estão na Série A em busca de seu 11º título estadual.

Figueirense

Fundação: 1921

Títulos: 16 (último em 2014)

Estádio: Orlando Scarpelli (19.600 lugares)

Time base: Luan Polli; Leandro Silva, Nirley, Marquinhos, Marquinhos Pedroso; Dener, França, Ricardinho, Dudu (Léo Lisboa); Clayton, Marcão. Técnico: Argel Fucks

Destaque: Ricardinho. Vindo do Criciúma, o jogador deve ser o principal homem da criação do time

Principais contratações: Juninho (lateral, Palmeiras), Ricardinho (meia, Criciúma), Ferron (zagueiro, Sport)

Principais perdas: Tiago Volpi (goleiro, Querétaro-MEX), Pablo (atacante, Cerezo Osaka-JAP), Giovanni Augusto (meia, Atlético-MG)

Campanha em 2014: campeão

Detentor do título catarinense, o Figueirense não fez muitas contratações para a temporada. A principal delas, Juninho, sofreu uma grave lesão no último amistoso antes da estreia do campeonato e deve ficar de cinco a seis meses se recuperando. Em relação ao time que conseguiu uma permanência relativamente tranquila na Série A em 2014, mas perdeu titulares e opções importantes, mas a renovação de contrato com Thiago Heleno foi muito comemorada. Comandado por Argel Fucks, o time vai tentar vencer o bicampeonato e se tornar isoladamente o maior campeão do estado - atualmente divide esse posto com o rival Avaí.

Ex-Criciúma e Joinville, Ricardinho é o ponto de referência do meio campo do Figueira (Foto: Fernando Ribeiro / Criciúma EC)

Guarani de Palhoça

Fundação: 1928

Títulos: nenhum (4º colocado em 2004)

Estádio: Renato Silveira (2.080 lugares)

Time base: Rodrigo Rocha, Cleiton Garcia, Marcão, Fábio Fidélis, Paulo Vitor; Xipote, Michel Santos, Gustavo Santos, Hégon; Vitinho, Diogo Dolem. Técnico: Amaro Júnior

Destaque: Hégon. Com passagens pelo Avaí e no futebol grego, o meia foi um dos melhores jogadores da Divisão Especial do Catarinense no ano passado

Principais contratações: Xipote (volante, Marcílio Dias), Cristian Porto (atacante, Inter de Lages), Thiago Silva (atacante, Camboriú)

Principais perdas: Cappa (lateral, Atlético de Ibirama), Tauã (atacante, Avaí)

Campanha em 2014: vice-campeão da Divisão Especial

O Guarani passou pouco tempo na Divisão de acesso no Catarinense. Com o vice-campeonato do ano passado, o time de Palhoça retorna depois de apenas um ano na Segundona. Para o novo ano, a equipe manteve praticamente todos os seus titulares. O elenco do Bugre tem em sua maioria, jogadores com experiência no cenário catarinense: Hégon, Gustavo Santos e Fábio Fidélis, são ex-jogadores do Avaí, Diego Dolem foi criado na base do Figueirense e Xipote passou por Marcílio Dias, Atlético de Ibirama e Concórdia. Comandado por Amaro Júnior, ex-presidente do clube, o Guarani tem o objetivo de manter-se na Primeira Divisão e crescer gradativamente a partir daí.

Hegon, camisa 10 do Guarani, foi destaque no Bugre em 2014 (Foto: Fernando Júnior/SERC Guarani)

Internacional de Lages

Fundação: 1949

Títulos: 1 (1965)

Estádio: Vidal Ramos Júnior (11.800 lugares)

Time base: Fernando Henrique; Canavarros, Cleilton, Lázaro, Léo Campos; Diogo (Esdras), Michel Schmoller, Marcelinho Paraíba, Lucas Gabriel; Valdo Bacabal, Reinaldo. Técnico: Marcelo Mabília

Destaque: Marcelinho Paraíba. Com passagens por São Paulo, Grêmio e pelo futebol alemão, Marcelinho chega já no fim de carreira à Lages, mas com qualidade para ajudar o Leão

Principais contratações: Fernando Henrique (goleiro, América-RN), Marcelinho Paraíba (meia, Fortaleza), Reinaldo (atacante, Luverdense), Lázaro (zagueiro, América-RN)

Principais perdas: Athos (meia, Marcílio Dias), Eydison (atacante, Luverdense)

Campanha em 2014: campeão da Divisão Especial

Voltando à Primeira Divisão de Santa Catarina depois de 13 anos, o Inter um projeto ousado. Dos dez remanescentes do ano passado, nenhum jogador tem mais de 22 anos. Enquanto isso, o time contrata outros atletas muito experientes. O goleiro Fernando Henrique, 31, ex-jogador do Fluminense, o volante Diogo, 28, que já passou por Fluminense e Figueirense, o meia Marcelinho Paraíba, 39, campeão da Copa do Brasil em 2001 pelo Grêmio e com passagens pela Seleção Brasileira, além do atacante Reinaldo, 35, que jogou no Botafogo e no Figueirense. A mescla entre jovens e experientes e a força da torcida que costuma encher o Estádio Vidal Ramos são as armas do time do técnico Marcelo Mabília para surpreender.

Após rodar o mundo, Marcelinho Paraíba reforça o Inter de Lages (Foto: Nilton Wolff/Inter)

Joinville

Fundação: 1976

Títulos: 12 (último em 2001)

Estádio: Arena Joinville (20.160 lugares)

Time base: Ivan; Luis Felipe, Bruno Aguiar, Rogério, Wellington Saci; Augusto César, Geandro, Marcelo Costa, Eduardo; Rafael Costa, Bruno Furlan. Técnico: Hemerson Maria

Destaque: Rafael Costa. Artilheiro dos Catarinenses de 2012 e 2013 pelo Metropolitano, o atacante jogou a Série B 2014 pela Ponte Preta e é a principal contratação do time para a temporada

Principais contratações: Rafael Costa (atacante, Ponte Preta), Eduardo (meia, Ceará), Luis Felipe (lateral, Criciúma)

Principais perdas: Jael (atacante, sem clube), Anderson Conceição (zagueiro, América-MG), Bruno Collaço (lateral, Sochaux-FRA)

Campanha em 2014: vice-campeão

Campeão da Série B do ano passado, o Joinville foi cirúrgico em suas contratações. Perdendo poucos de seus titulares do ano passado - Jael é a ausência mais sentida -, o JEC contratou alguns destaques da Série B, como Rafael Costa, ex-jogador de Avaí, Metropolitano e Figueirense que jogou ano passado pela Ponte Preta e Eduardo, meia que estava no Ceará. Em seus amistosos preparatórios, o time fez mistério e não divulgou as escalações do técnico Hemerson Maria e espera neste ano quebrar o maior jejum de títulos entre os grandes do estado. Vice-campeão em dois dos últimos cinco anos, o Tricolor não vence o título estadual desde 2001.

Rafael Costa foi artilheiro do Ctarinense em 2012 e 2013 (Foto: Divulgação/Joinville)

Marcílio Dias

Fundação: 1919

Títulos: 1 (1963)

Estádio: Hercílio Luz (12.000 lugares)

Time base: Pablo; Thoni, Rogélio, Alysson, Neguete; Mineiro, Leanderson, Athos; Soares, Schwenck, Valério. Técnico: Guilherme Macuglia

Destaque: Athos. Ex-meia da Chapecoense e campeão da Segundona Estadual com o Inter em 2014, o jogador é o comandante de time com vários jogador experientes

Principais contratações: Athos (meia, Inter de Lages), Soares (atacante, Vila Nova), Schwenck (atacante, Joinville)

Principais perdas: Xipote (volante, Guarani de Palhoça)

Campanha em 2014: 7º colocado

O Marinheiro fez uma campanha segura no ano passado, na volta da Segunda Divisão. Para 2015, o time trouxe jogadores com passagens anteriores no futebol catarinense para tentar superar a campanha passada. O atacante Schwenck retornou após passagem no Joinville, além de Soares, ex-Figueirense e Chapecoense, e Ronaldo Capixaba, com passagens por Chape e Avaí que chegam para reforçar o ataque do time de Itajaí. No meio campo, Túlio Souza, ex-Botafogo e Athos, que já fez boas temporadas pela Chapecoense reforçam o Marcílio Dias. O treinador Guilherme Macuglia também tem experiência no estado: treinou a Chapecoense em 2010 e o Criciúma em 2011 e volta à Santa Catarina querendo levar o Marinheiro ao sucesso.

Metropolitano

Fundação: 2002

Títulos: 0 (4º lugar em 2014)

Estádio: Sesi (6.500 lugares)

Time base: Tiago Chitão; Carlos Alberto, Néris, Elton, Juninho; José Lucas, Rodnei, Thiago Silva, André Lima; Trípodi, Patrick. Técnico: Pingo

Destaque: Trípodi. O atacante argentino tem passagens pelo Atlético-MG e pelo futebol alemão e será o comandante do ataque do Metrô.

Principais contratações: Trípodi (atacante, Rio Branco-PR), Néris (zagueiro, Avaí)

Principais perdas: Marcelo Cordeiro (lateral, São Bento-SP), Dida (goleiro, São Bento-SP)

Campanha em 2014: 4º colocado

Com apenas 13 anos de existência, o Metropolitano é um time consolidado na Primeira Divisão do Catarinense. Desde 2005, quando chegou a divisão principal do estado, não caiu mais. Boas campanhas levaram o time a disputa das últimas três edições da Série D e, em 2014, após ser o melhor time da primeira fase do Catarinense, o Metrô terminou em 4º lugar, sua melhor campanha na história. Para 2015, o time de Blumenau manteve o técnico Pingo, que fez bom campeonato com o Brusque no ano passado, até ser contratado pelo Avaí, onde não repetiu o mesmo sucesso. O treinador trouxe Néris, levado do Brusque ao Avaí e agora ao Metrô por sua indicação. Além dele, o meia Carlos Alberto, 37 anos, ex-Corinthians, Atlético-MG e Joinville já estava na equipe desde o ano passado e o atacante Mariano Trípodi, 27, que já passou pelo Metrô em 2011 e estava no Rio Branco, do Paraná, chega para reforçar o time de Blumenau.

Trípodi volta ao Metropolitano após três anos (Foto: Sidnei Batista/Metropolitano)
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