Jádson: da incerteza em troca com rival à liderança em 2017
Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

O retorno de Jádson ao Corinthians foi oficializado e a contratação mais do que supre uma deficiência da equipe no meio-campo. A chegada do camisa 10 traz mais do que técnica e ele quer provar em campo e novamente passar pelas ótimas fases que viveu anos atrás no alvinegro.

Vindo ao Corinthians em 2014 sem grandes expectativas, isso porque ele chegou ao Timão após uma troca de jogadores entre o alvinegro e o São Paulo, Jádson teria que provar no campo sua chegada e a polêmica negociação. O Corinthians estava emprestando o segundo jogador mais caro da história ao rival e recebendo um meio que vivia má-fase.

No começo, a mudança de ares acabou não agradando tanto o lado corinthiano, isso porque Jádson era banco de Paulo Henrique Ganso no São Paulo e Pato, tinha lá seus motivos, mas não era considerado um jogador ruim pela torcida.

Logo quando chegou ao Parque São Jorge, o camisa 10 foi marcando gols e jogando muito bem, acima da expectativa da torcida, porém o jogador não conseguiu manter sua forma até o final e acabou decaindo de produção no decorrer da temporada, fazendo com que ele fosse algumas vezes parar no banco de reservas. Ainda assim, o meia marcou o primeiro gol do Timão na Arena Corinthians e terminou a temporada 2014 como maior assistente da equipe de Mano Menezes.

Mas o melhor ainda estava por vir, pois quando Tite voltou dos estudos da Europa, ele atribuiu Jádson de uma forma diferente ao time titular, dando mais liberdade para ele jogar pelos lados e se infiltrar pelo meio, fazendo assim o começo do ano de 2015 corinthiano ser muito produtivo. Vale lembrar que ele era reserva do uruguaio Lodeiro e esteve perto de ir à China, mas negociação do gringo fez com que o espaço no meio aparecesse ao brasileiro.

Depois da eliminação da Copa Libertadores e da Copa do Brasil, o Corinthians tinha como foco total o Brasileirão 2015, e isso tornou Jádson uma peça fundamental no time titular, o tornando praticamente intocável nos planos de Tite. Ele se tornou o artilheiro do Corinthians no Brasileiro, e deu muitas assistências ao elenco, fazendo com que ele liderasse o time rumo ao hexa campeonato brasileiro do Corinthians.

Depois do campeonato, uma nova proposta, dessa vez impossível de recusar, fez com que Jádson finalmente fosse transferido para a China. Daquele momento até a confirmação de sua volta, a Fiel nunca mais teve a mesma qualidade e importância em sua camisa 10.

A saída nunca foi reposta e o meio corinthiano sofreu com a falta de um articulador. Sem a criação e até mesmo a força nas bolas paradas, o Timão foi uma gangorra em 2016. O retorno de Jádson traz uma esperança de que as coisas mudem.

Liderança, força técnica, esperança de uma organização nos moldes da equipe que Tite fazia, agora com Fábio Carille. O problema é que agora, Jádson tem 33 anos e pode sofrer na parte física. Outra coisa que traz incerteza é a falta de consistência, já que o novo meia corinthiano não é tão consistente durante sua carreira.

Agora é aguardar Jádson se reestruturar fisicamente e esperar que consiga corresponder em campo tudo aquilo que a Fiel espera.

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