Com gols nos minutos finais, Bahia e Atlético-MG empatam na Fonte Nova
Foto: Foto: Bruno Cantini / Atlético

Com gols nos minutos finais, Bahia e Atlético-MG empatam na Fonte Nova

Com dois gols após os 90, Galo e Tricolor amargaram empate visto como ruim para ambos

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Wesley Silvali
BahiaAnderson; Bruno, Tiago, Douglas Grolli,Léo; Gregore, Elton, Vinícius (Régis); Marco Antônio (Mena), Edgar Junio (Elber); Gilberto
Atlético MineiroVictor; Patrick, Iago Maidana, Gabriel, Juninho; José Wellison, Matheus Galdezani (Cazares), Elias; Chará, Luan (Terans); Ricardo Oliveira
Placar0-1, Matheus Galdezani, 4Min. 1-1, Gilberto, 38Min do 2t, 1-2, Ricardo Oliveira, 46Min do 2t. 2-2 Régis, 48 Mint, do 2t.
ÁRBITROTrio goiano, com Wilton Pereira Sampaio apitando, auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires.
INCIDENCIASJogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro

Na noite dessa segunda-feira (30), Bahia e Atlético Mineiro se enfrentaram na Fonte Nova, em jogo que encerrou a 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Com final de partida elétrico, baianos e mineiros empataram em 2x2. Gols marcados por Gilberto e Régis para os donos da casa, e Matheus Galdezani e Ricardo Oliveira, para os visitantes.

O empate fez com que o Bahia subisse apenas uma posição, saindo de 16º para 15º, chegando a 17 pontos ganhos. Por outro lado, o Atlético desceu uma casa, deixando a terceira e indo para quarta, com 27.

Gol no incío ajudou Atlético a segurar impéto baiano

Os times ainda se ajustavam dentro de campo, quando em uma descida rápida puxada por Elias, a bola sobrou para Patrick no lado direito da área baiana. O lateral cruzou no segundo pau visando a cabeça de Ricardo Oliveira, mas o zagueiro Tiago chegou á frente para cortar. O rebote, no entanto, parou nos pés de Chará, que em uma jogada de futebol de salão driblou rápido o marcador e apenas rolou para trás visando Matheus Galdezani, que, com qualidade, chapou a bola tirando do goleiro e fez o 1x0 para os mineiros.

Fazer o gol cedo serviu para o Atlético abaixar de vez as linhas e o Bahia ir á frente com tudo. Tentando excecer pressão, o time da casa até chegou dentro da área adversária em alguns momentos, mas sem criar grandes oportunidades. O que fez com que o intervalo acabasse mesmo em vantagem para o Galo.

Final de jogo elétrico é marca do segundo tempo

Atacar sem apresentar perigo ao gol de Victor seguiu sendo uma norma do Bahia no segundo tempo. O tricolor de aço até teve muito a bola, até tornou o campo de ataque um lugar íntimo, mas poucos foram os momentos que esse volume resultou em lances de grande emoções. Esperto, o Atlético esperava a jogada certa para passar as linhas baianas e chegar na cara do gol de Anderson outra vez. Um contra-ataque sonhado que até chegou perto de acontecer duas vezes nos pés de Cazares. Mas o equatoriano acabaria optando pelas escolhas erradas em respectivos lances. 

Sem desmotrar muita criatividade no ataque, o Baêa chegaria ao empate em um lance de acaso e muita precisão. Régis sofreu falta na intermediária, viu os marcadores mineiros impensavelmente darem as costas ao lance, e nem pensou duas vezes em bater rápido para Gilberto, que se encontrava livre na diagonal da área. Em grande fase, o centroavante deu dois toques: um para ajeitar, e outro para finalizar. Em cheio nas redes de Victor, que mesmo se esticando não viu a cor da bola.

Já se transcorria o tempo acrescido pelo árbitro e o resultado do jogo era 1x1, dando aparências de placar resolvido. Mas as equipes, insatisfeitas, decidiram-se ir com tudo para o ataque. O galo atacou, perdeu a bola, e viu Régis descer livre da intermediária até a frente do gol. Na batida, Victor fez fácil defesa. E o Galo, outra vez reteve a bola com pressa, tentando o contra-ataque do contra-ataque. Com sucesso! Ativo no jogo, Chará recebeu ainda no campo de defesa e deu passe sensacional em ponto futuro para Ricardo Oliveira. Saindo quase do meio-campo, o veterano atacante corria para a bola enquanto a defesa do Bahia levantava as mãos pedindo impedimento - que não foi marcado. Frente á frente com o goleiro, Oliveira deu um toque certeiro do lado esquerdo e saiu para o abraço. Festa alvinegra, que naquela altura parecia ter definido a vitória.

Parecia, porque um minuto e meio depois, faltando apenas segundos para o tempo estabelecido pelo juiz se esgotar, Léo bateria lateral para área, Patrick cortaria a bola de forma errada para o meio, e Régis, até então vaiado, mataria no peito e emendaria de canhota, frontal ao gol de Victor, que outra vez se esticou mas não achou nada. Era o empate novamente no placar, na última bola possível do tricolor de aço dentro do jogo. Enquanto os jogadores viviam a realidade quente do duelo, o juiz dava final a este com o torcedor mandante a festejar um empate que há segundos parecia improvável.

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