Guto Ferreira lamenta empate do Bahia e compreende protestos: "Tenho que respeitar"

Esquadrão de Aço ficou no zero diante do Fluminense de Feira, mesmo com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, e torcedores voltaram a vaiar time, além de pedir saída do técnico

Guto Ferreira lamenta empate do Bahia e compreende protestos: "Tenho que respeitar"
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

As equipes entraram em campo, mas o futebol não. Na tarde do sábado (27), Bahia e Fluminense de Feira se enfrentaram pela terceira rodada do Campeonato Baiano, mas fizeram um jogo apático e empataram sem gols. Os momentos de maior atenção - e preocupação - na partida foram as lesões no primeiro tempo, o choque entre Dinda e Everson e as expulsões de Rogério e Gregore. Tudo igual: placar zerado, dez jogadores para cada lado e a falta de um bom jogo no fim de semana.

A pressão nas arquibancadas, minimizada um pouco no meio da semana com um resultado positivo, voltou a ser intensificada durante e após o jogo. Os presentes no Estádio de Pituaçu vaiaram e pediram a saída do técnico Guto Ferreira depois de quatro jogos na temporada. Em entrevista coletiva, o comandante tricolor falou sobre os protestos dos torcedores.

“Encaro da maneira mais natural possível porque eles estão no direito deles e cabe a mim ouvir, respeitar e seguir o meu trabalho. Não tenho que avaliar o torcedor. Tenho que respeitar. Não tenho que achar justo. Torcedor tem todo o direito, e não sou eu que tenho que questionar isso. Meu respeito ao torcedor é ouvir calado e procurar fazer o meu melhor para que eu possa atender a expectativa dele”, afirmou.

Sobre os 90 minutos, Guto Ferreira voltou a citar que o pouco tempo entre os jogos e o desgaste dos atletas foi decisivo para o nível do jogo e pelas mudanças feitas na lista de relacionados e, consequentemente, no time titular.

“Falta tempo para elevar da melhor maneira possível questões físicas, técnicas e táticas. Não tenho como dizer o tempo. Equipe fez um bom primeiro tempo contra o Jacuipense, deu uma queda natural no segundo tempo. A gente só joga e não recupera 100%, mesmo com as trocas que estou fazendo. E as trocas indicam uma queda de conjunto. O tempo é para descansar. O rodízio que estamos fazendo, buscando e correndo risco de perder entrosamento para ganhar o maior número de jogadores com uma condição melhor. Hoje estreou Kayke, Douglas Grolli, Allione, Rodrigo Becão e Everson. Para o próximo jogo a gente tem que ver o que vai fazer na lateral. Se a gente vai seguir com João Pedro Ribeiro ou se vai fazer um improviso, porque as três opções que temos estão lesionadas”, continuou.

Em conclusão, o comandante do Esquadrão de Aço falou o que pretende para o próximo jogo e sinalizou com a possibilidade dos jogadores poupados diante do Fluminense de Feira retornem à lista de relacionados e ao time titular. “O Bahia tem obrigação de ganhar sempre. E nós vamos trabalhar por isso. Precisamos ganhar nessa condição toda. Vamos trabalhar para isso. Infelizmente, dos últimos quatro jogos, ganhamos um só. Importante que nesse jogo não tomamos gol. É um fator importante. Tendência de que os poupados voltem”, concluiu.

Pelo Baianão, o próximo adversário será o Jacobina. Antes, porém, o Bahia encara o Altos às 21h45 da próxima terça-feira (30), no Piauí, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste.