Presidente do PSG é investigado por suposta fraude em compra de direitos da Copa do Mundo

MP da Suíça investiga se houve participação de Nasser Al-Khelaifi em um esquema de suborno para obter os direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030

Presidente do PSG é investigado por suposta fraude em compra de direitos da Copa do Mundo
Foto: Divulgação/PSG

O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, está sendo investigado pelo Ministério Público da Suíça por suspeita de fraude na compra dos direitos de TV das Copas de 2026 e 2030. O mandatário também é CEO da emissora BeIN Sports.

De acordo com informações do MP suíço, o catari estaria envolvido em um possível suborno ao ex-secretário executivo da Fifa, Jérôme Valcke, para garantir a transmissão dos Mundiais citados. Além de Nasser Al-Khelaifi e Valcke, um terceiro envolvido também está sob investigação.

"Valcke aceitou indevidas vantagens de um negociador de direitos esportivos, ligadas à cessão de direitos para alguns países das Copas do Mundo de 2018, 2022, 2026 e 2030, e de Nasser Al-Khelaifi, ligadas à cessão de direitos esportivos para alguns países das Copas do Mundo de 2026 e 2030", informou o Ministério Público da Suíça em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (12).

Esta ação da promotoria foi iniciada dia 20 de março: "Novos procedimentos investigativos envolvendo Al-Khelaifi foram abertos por conta de descobertas de possíveis atos criminais após representantes da promotoria interrogarem Valcke no mês de outubro como suspeito."

Tais descobertas apontam corrupção privada, fraude, gestão desleal e falsificação de documentos. Os três envolvidos são acusados de As suspeitas são de corrupção privada, fraude, gestão desleal e falsificação de documentos.

Jérôme Valcke foi banido de todas as atividades relacionadas ao futebol, durante 12 anos, em fevereiro de 2016 por falta de conduta durante seu mandato como secretário-geral, com seus delitos abrangentes, incluindo a tomada de jatos particulares para uso pessoal, destruindo evidências e tentando forçar uma venda subvalorizada de direitos de televisão da Copa do Mundo 2018 e 2022 para o Caribe.

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