Após partida, Abel Braga elogia Rafael Moura e postura da equipe
Inter venceu o Caxias por 4 a 0 na reabertura do Beira-Rio (Foto: Reprodução / Mauro Vieria / Agência RBS)

O treinador Abel Braga não tem motivos para reclamar de sua equipe. Após a vitória por quatro a zero sobre o Caxias, na reabertura do Beira-Rio, mostrou estar satisfeito com os seus comandados. No entanto, durante a entrevista, ficou insatisfeito ao saber que, mesmo com o mando de campo, na próxima terça-feira (18) a equipe terá de jogar no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo.

Estou sabendo disso agora. Eu não entendo o motivo. São jogos oficiais, mas em nível de Copa do Mundo, de Fifa, e do próprio governo, são jogos-teste. E tudo ocorreu às mil maravilhas. O gramado lá é melhor? O estádio é mais bonito? O nosso vestiário é igual ao do visitante, o banco é o mesmo, refletor, segurança. Por que não jogar aqui? Eu não entendo. Se vamos para Novo Hamburgo, vamos cumprir, mas é muito ruim. No fundo, então, continua sem casa. A cada dia que tu passas aqui, está melhorando, até o entorno, dia-a-dia. Fico triste. Isso é até uma questão social. Um grande clube como o Inter, é um estádio que vai representar o Rio Grande do Sul, vai ser mostrado para o mundo inteiro. Se pode hoje, por que não pode terça? Não entendo —, disse o técnico.

Já sobre a vitória colorada, Abel destacou principalmente a evolução de Rafael Moura. Para o técnico, o atleta tem excelente movimentação sem a bola, o que o ajuda a marcar gols.

É um jogador que eu conheço, trabalhei com ele em outro clube (Fluminense), é excepcional de grupo. Sei a resposta que pode me dar. Ano passado o grupo do Inter passou por um momento difícil, para quem não era titular a situação ficou mais complicada. Mas é o deixar seguir um pouquinho, vai render mais. Em todas as minhas equipes eu jogo com jogador de área. Taticamente está sendo perfeito. Ele sabe exatamente como eu gosto, o que a gente está acostumado a fazer. Ele começa a criar essa identidade. Não foi feliz naquele jogo em que fez o gol (ao reclamar da postura da torcida), mas o que ele quer é ajudar a gente. É um jogador totalmente alheio à vaidade —, falou.

Na coletiva, Abel ainda falou sobre a reinauguração do Beira-Rio: “Você não consegue visualizar muito o passado. Hoje, mesmo você só tendo torcida de um lado, você só vê um mar vermelho com as cadeiras. O que mais me emocionou, além da beleza, foi essa identidade que começa a se criar novamente. Agora fico sabendo que provavelmente terça, mesmo tendo o mando, tem que sair de casa. Isso é muito ruim. Mas a tendência é melhorar. Depois você trazer esse mundo vermelho com alegria, com confiança que vai ter 100% de luta, que nunca vamos nos entregar nos 90 minutos de jogo".

Todavia, apesar da estréia do estádio pós-reforma e da boa atuação diante o Caxias, Abel Braga notou defeitos que precisam ser corrigidos para o próximo confronto. Dentre eles, o treinador ressaltou a fraca exibição de Alan Patrick.

Tem que evoluir muita coisa. Algumas coisas já estão saindo de olho fechado e outras ainda temos encontrado dificuldade. Eu não gosto de exaltar virtude, mas também não gosto de exaltar defeito em público. Apesar de eu ter gostado muito da atuação do Patrick, faltou alguma coisa na armação pela esquerda. Vamos ter um jogo atípico na terça, é um espaço de tempo que ainda não tivemos esse ano. Vamos esperar para ver o que será apresentado. Essas coisas que não estão boas vão melhorar, assim como o que está bom tende a melhorar também —, encerrou.

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