Inter é multado, mas escapa de perda de mando pela confusão em Veranópolis
Justiça Desportiva puni Internacional com R$ 50 mil e anula perda de mando de campo(Foto: Henrique König / VAVEL Brasil)

O Tribunal de Justiça Desportiva analisou na tarde desta quinta-feira (16) o confronto ocorrido entre duas organizadas do InternacionalCamisa 12 e Guarda Popular, na primeira rodada do Campeonato Gaúcho. Foram a julgamento também o goleiro Reinaldo, por conta de uma entrada em Diego e, o árbitro da partida, Daniel Soder, por não ter expulsado o mesmo após a infração. Ambos foram absolvidos.

O conflito entre os torcedores começou logo após um membro da organizada Camisa 12 atingir com um soco outro colorado ligado à Guarda Popular, enquanto girava sua camisa nas alturas.  As discussões acarretaram em agressões, as quais se expandiram por toda a arquibancada. Sabendo do ocorrido, alguns torcedores da camisa 12 que estavam na parte de fora do estádio, impedidos de entrar, começaram a arremessar pedras para dentro.

Por conta das agressões, além das torcidas, o Internacional também foi a julgamento correndo o risco de perca de quatro mandos de campo, além de uma quantia em dinheiro exigida. O caso foi solucionado somente nesta tarde pelo TJD, trazendo boas novas ao clube e, péssimas as organizadas envolvidas.

Os membros da Justiça Desportiva, optaram por apenas multar o Inter e, também o Veranópolis, com os valores de R$ 50 mil e R$ 10 mil, respectivamente. O tribunal não achou motivos suficientes para a perca de mando de campo para o colorado. As torcidas organizadas foram suspensas por um ano.

"Vamos agora estudar a melhor maneira de cumprir essa sanção às organizadas", afirmou Rogério Pastl, advogado do Inter.

Depois do decreto, a procuradoria do tribunal entrou em conflito com as decisões tomadas no processo. Segundo a procuradoria, a equipe de Porto Alegre deveria ter sido multada e, também, perdido dois mandos de campo por conta das agressões e mais dois devido aos arremessos de pedras para dentro do estádio. Porém, o pedido não foi acolhido pelos auditores.

"Nós vamos recorrer. A decisão não reflete o que está na legislação. Era uma questão de aplicação do que está no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Houve uma divergência de interpretação entre a procuradoria e os auditores", disse Franco.

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