Enderson Moreira exalta jogadores e superioridade do Bahia após vitória contra Ceará
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Enderson Moreira exalta jogadores e superioridade do Bahia após vitória contra Ceará

Treinador também não se contentou com os 44 pontos conquistados no Brasileirão, e afirmou que o Tricolor tem que ir até o fim com seriedade

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Miguel Inácio

O Bahia conseguiu superar o Ceará nos acréscimos, de virada, na Arena Fonte Nova, vencendo por 2 a 1. Apesar do placar magro, só resolvido na reta final, o técnico Enderson Moreira afirmou ter visto o Tricolor baiano muito superior ao adversário e elogiou bastante a performance da equipe.

"O Bahia, se não foi o time que mais jogou foi um dos que mais jogaram. O poder dos atletas de manter o nível de competitividade é impressionante. Não me lembro... Antes de mais nada, quero enaltecer esse grupo, pela dedicação, empenho, capacidade de enfrentamento, que é a coisa que eu mais cobro deles. Está difícil? Dê um passo à frente. Vá lá, dispute, jogue, tente fazer, porque só assim a gente sai de algumas situações que podem ser complicadas. Enaltecer o trabalho dos atletas. Eu tenho uma visão um pouco diferente, porque vivo do futebol e preciso encontrar resultados e algumas observações, independente do resultado mesmo. Eu acho que a equipe do Bahia hoje foi extremamente superior à equipe do Ceará, criou muitas oportunidades, jogou no campo do Ceará quase o jogo inteiro, proporcionou pouquíssimos contra-ataques. E mesmo com uma equipe que é muito bem montada pelo Lisca, equipe que tem uma transição muito forte, que marca muito bem, conseguimos criar situações, mesmo saindo atrás no placar, com paciência. E a gente precisa enaltecer os atletas, que se empenharam muito. Muitas vezes não entende por que a gente mantém alguns atletas, mesmo que tecnicamente tenha caído um pouquinho. Porque a gente não pode pegar um jogador que jogue mal um jogo e colocar outro no dia seguinte, porque você vai criar uma instabilidade enorme. Então o jogador entra em campo e não pode jogar mal? Ele tem o dia dele. Às vezes, as coisas acontecem positivamente, tem vezes que não. O importante é que possam continuar tentando, tendo a nossa confiança, e é essa mensagem que eu tento passar, que a gente possa abraçar esse grupo", disse.

Agora com 44 pontos, o Bahia está praticamente livre do rebaixamento. Ocupando a 10ª colocação, a distância para o sexto, Atlético-MG, é de seis pontos. 

A briga pela vaga na Libertadores parece difícil, mas vale ressaltar que o desempenho é parte significativa da cota televisiva que os times do Brasileirão receberão a partir de 2019. Mas, para Enderson, o que importa mesmo é manter o comprometimento.

"Não sei o que vai dar, se vai conseguir o 10º, 11º lugar. A gente está perto de se salvar do rebaixamento. Dificilmente a pontuação passa de 44, mas não é nada matemático. Vamos olhar para frente, jogar esses últimos cinco jogos com toda energia. A palavra que pedi a eles foi comprometimento, concentração, até a última rodada. Se a gente vai conseguir três pontos até o fim, é o máximo que a gente vai conseguir. Porque o grupo se sacrificou tanto... No finalzinho, vai até o fim. Estou cansado também, fazendo meu 61º jogo da temporada. Eu não estive aqui no começo, estava em outro clube e também estou com a ziguizira começando, a pressão começa a ficar alta, mas não vou relaxar, vou até a última gota. E os atletas, nosso compromisso foi claro. Independente do que acontecer, vamos fazer o melhor até a última gota", comentou.

Decisivos no confronto, marcando os gols do triunfo Tricolor, Zé Rafael e Edigar Junio também foram elogiados pelo técnico.

"Edigar teve um ano difícil de lesões. Isso tirou ele da possibilidade de fazer uma boa preparação para esse ano. Edigar convive com dores que não são fáceis de poder administrar. Tem uma limitação em termos de trabalho de impacto. Precisa sempre ser poupado um pouco dessas atividades. É um jogador guerreiro. Conheço ele, trabalhei com ele no sub-20 do Atlético-PR. Competitivo, tem uma força absurda. Sempre falo com ele de poder... Na verdade, vocês utilizam a palavra que “fulano foi sacado”. Não foi sacado. A gente fez algumas opções para um jogo, para terminar um jogo... Lá fora isso é tão comum. Aqui parece que cria uma carga diferente. São opções táticas, como fez contra o Atlético-PR, quando a gente colocou um time diferente, porque o jogo era diferente. Pode ser que, contra o Atlético-MG, eu possa tomar uma decisão diferente em função do adversário. A gente cria, na impossibilidade de treinar, a gente quase não tem tempo para treinar, então a gente vai criando situações com as características dos jogadores, para que possa minimizar a falta de treinos com encaixes diferentes. Passei para eles isso para ter tranquilidade, confiança, e treinar bem. Todo mundo confia nele, acredita, sabe o potencial. Ele tem uma limitação física esse ano em termos de não estar no mesmo nível do ano passado, mas tem que saber lidar com isso no finalzinho e se preparar muito bem para a próxima temporada", finalizou.

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