Devido o grande erro de passes no Campeonato Mineiro, paralisação tende ser benéfica ao Cruzeiro
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Entre as competições esportivas suspensas em razão da pandemia de coronavírus (COVID-19), estão o Campeonato Mineiro e Copa do Brasil, em informações divulgadas no último domingo (16) a partir de um compromisso firmado junto às orientações do Ministério da Saúde, pela Federação Mineira de Futebol (FMF) e Confederação Brasil de Futebol (CBF), respectivamente.

No mesmo dia de tais comunicados, o Cruzeiro anunciou a saída de Adilson Batista, em meio a forte crise futebolística e extracampo tidas na equipe. Imaginava-se a saúde e o controle a pandemia como os únicos fatores benéficos das suspensões, mas, tendo em vista o atraso técnico da Raposa – agora sem comando – e a beira de eliminações, um tempo longe dos gramados tornou-se essencial na tentativa de fazer as pazes com a bola.

A vinda de um novo treinador nesta realidade também é benéfica ao clube, já que o comandante ganha tempo para compreender das características do elenco, tentar concertar as deficiências e pedir contratações.  

O principal problema, hoje, no Cabuloso é a quantidade expressiva de erro de passes. Para se ter uma ideia, o clube lidera o ranking daqueles que entregam errado para o companheiro no estadual, com 344 passes incertos, segundo dados do Footstats; atrás está o Atlético-MG (323). Terceiro na lista, o América-MG representa mais que o triplo de diferença da Raposa, com 102. A quantidade, é claro, reflete também a posse de bola superior celeste, mas, ao mesmo tempo, deixa nítido a desorganização reinada.

Será necessário muito trabalho na Toca da Raposa II para melhorar este e outros problemas; a paralisação tende a somar neste desenvolvimento.  

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