Brasil perde de virada para Suécia em último amistoso preparatório para Copa América
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Na tarde desta terça-feira (28), a Seleção Brasileira enfrentou a Suécia na Friends Arena, em Estocolmo, onde mais de 34 mil pessoas prestigiaram o confronto. Para as brasileiras, o amistoso foi um preparatório para a Copa América, que começa em duas semanas. Para as suecas, também foi um preparatório, mas para a Euro. O jogo terminou com vitória sueca, por 3 a 1, de virada. Debinha abriu o placar no começo do segundo tempo para o Brasil. Kaneryd empatou, Hurtig virou e Blakstenius ampliou para a Suécia.

Equilíbrio e poucos sustos

Os primeiros minutos de partida se deram bem nervosos, com as duas seleções sendo um pouco cautelosas, mas sem deixar de partir para cima da adversária. As suecas imprimiam grande intensidade, com transições em alta velocidade e ótimos passes, gerando várias oportunidades para subir ao ataque pelos flancos, onde Jakobsson e Rolfö incomodavam bastante a defesa adversária. As brasileiras compensavam a diferença técnica com bastante vontade e raça, apoiando-se na qualidade do passe de Tamires para lançar Kerolin e Debinha ao ataque. Esta última, teve boa oportunidade ainda antes dos dez minutos, mas a arbitragem assinalou impedimento em duas oportunidades.

Com a primeira etapa entrando no seu segundo terço, um certo equilíbrio era visto entre as equipes, mas com uma superioridade na posse de bola pelas donas da casa, que criavam mais e incomodavam mais as visitantes. O Brasil se deparava com grandes dificuldades de trocar passes além do meio-campo, e quando conseguia evoluir, os passes não encaixavam na transição, que ora acontecia pela ponta direita e ora pelo centro. O Brasil quase chegou a inaugurar o placar com Tamires, numa ótima jogada que se construía pela ponta direita e sobrou na ponta esquerda. A lateral cortou a marcação, levou para o fundo e mandou um balão para o gol, a bola viajou e bateu na trave. Na sequência a defesa afastou.

Ao chegar nos trinta minutos, a arbitragem pausou a partida para a hidratação. Na volta, a rotação do jogo ficou oscilante. Em dado momento, bastante acelerado, em outro, bem tranquilo, sem euforia. Numa bobeada da defesa brasileira, a Suécia quase abriu o marcador, mas na hora da finalização, Rolfö foi travada. A bola sobrou nos pés de Tamires, que iniciou o contra-ataque para o Brasil, achando Kerolin no meio campo. A atleta passou da primeira marcação e partiu em velocidade para o ataque, onde chegou dentro da área e tentou o passe para Debinha, mais a esquerda, mas na hora do passe, a bola bateu na defensora e seguiu para escanteio.

Já nos minutos finais da primeira etapa, as equipes apresentavam grande cansaço físico, mas continuavam pressionando e buscando o gol. E o Brasil quase achou, numa bobeada da goleira Lindahl, que não conseguiu encaixar bem a bola batida de fora da área e Kerolin quase chegou para empurrar para o gol, mas ficou só no quase. Pouco em seguida, a arbitragem apitou o fim da primeira etapa.

Donas da casa brilham e encantam

A partida voltou numa rotação completamente diferente para os quarenta e cinco minutos finais e com sangue novo em campo: Bia Zanerato e Duda Santos. A Suécia chegou pressionando e tiveram algumas boas oportunidades ainda nos primeiros minutos, com Angeldal batendo de fora da área. Pouco depois, com Ericsson de cabeça. A resposta brasileira vinha amadurecendo com Kerolin, que recebeu após ótima jogada de Bia Zanerato e Debinha, mas a arbitragem marcou outro impedimento. No entanto, no minuto seguinte não deu para segurar. Fê Palermo recebeu um belo lançamento de Angelina, que ligou Debinha na área. A atacante adentrou da pequena área e bateu no canto da goleira Lindahl, abrindo o placar da partida.

Tendo de correr atrás do prejuízo, a seleção sueca passou a pressionar mais em blocos altos quando sem a bola, para tentar pegar a defesa brasileira desorganizada, e deu certo. Tamires marcou bobeira em posse da bola dentro da área, e Rolfö recuperou. A atacante virou para o gol e mandou um foguete, mas Lorena, atenta, espalmou para escanteio, aliviando o perigo. A partida se fazia cada vez mais quente, e começou a trocação. Em ótima chegada do Brasil, Kerolin dominou o passe de Fê Palermo e bateu cruzado, a bola bateu na trave, mas a arbitragem marcava mais um impedimento.

Entrando no segundo terço de jogo, a equipe sueca decidiu fazer modificações na equipe. Uma das alterações, foi a entrada da meio-campista Kaneryd, para mudar o ritmo do jogo. Em seu primeiro lance, a camisa 19 recuperou a bola na entrada da área, limpou as marcadoras e bateu cruzado, sem chances para defesa de Lorena e empatando a partida. Dois minutos depois, Andersson recebeu pela ponta esquerda e cruzou, milimetricamente, na cabeça de Hurtig, que mandou para o fundo das redes, virando a partida, num apagão total do sistema defensivo brasileiro.

Mais tarde, o Brasil teve uma grande oportunidade com Bia Zanerato de empatar a partida. Geyse ganhou na direita, cruzou rasteiro para dentro da área, onde a atacante se encontrava de frente para o gol, mas acabou pegando muito embaixo da bola e ela subiu por cima do gol. Pouco mais adiante, mais pressão sueca. Desta vez, foi Fê Palermo quem vacilou, perdendo a bola para Schough. A jogadora cruzou na cabeça de Hurtig, mas Lorena fez uma defesa sensacional, mandando para escanteio.

Enquanto as jogadoras brasileiras não conseguiam chegar ao ataque com boas chances de finalização, as adversárias pressionavam buscando ampliar a vantagem no marcador e quase o fizeram. Após bate e rebate no meio campo, a bola acabou chegando nas costas da defesa brasileira e nos pés de Blakstenius. A atacante entrou na área e bateu no canto da goleira brasileira, que mandou para escanteio. Pia Sundhage tentava organizar e modificar a equipe, para reter um pouco mais a posse de bola, que era perdida rapidamente, mas não deu muito certo. A equipe sueca mantinha a posse, o controle do meio campo e conseguia sair na transição acelerada. E foi nessa jogada que as donas da casa ampliaram. Numa bela troca de passes, pegando a defesa brasileira em bloco alto, próximo do meio campo, Blakstenius recebeu nas costas da defesa, conduziu e tocou de cobertura, na saída de Lorena, fazendo 3 a 1. Dali em diante o jogo já não tinha muito a se desenvolver. Faltando um minuto para o fim da partida, a arbitragem decidiu apitar o fim do jogo.

O que vem a seguir

Com o fim dos amistosos preparatórios, a Seleção Brasileira volta para o Brasil, onde treina mais alguns dias antes de viajar para a Colômbia, onde estreiam pelo Grupo B da Copa América.

A primeira partida será contra a Argentina, que acontecerá no sábado (9), no Estádio Centenário de Amernia, na Colômbia, às 21h.

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