Copinha VAVEL: as grandes revelações do Botafogo na história da Copa São Paulo

VAVEL Brasil destaca quatro jogadores que foram importantes ao Botafogo em alguma parte dessa década e que, graças à Copinha, chegaram ao elenco profissional da equipe

Copinha VAVEL: as grandes revelações do Botafogo na história da Copa São Paulo
Foto: Satiro Sodré/AGIF

Nos últimos anos, se tornou comum o Botafogo utilizar jovens valores vindo das categorias de base na equipe profissional, principalmente por conta da apertada situação financeira vivida pela instituição nos últimos anos. Apesar de muitos se destacarem e, atualmente, estarem jogando no futebol europeu, o Glorioso nunca teve uma campanha de destaque na Copa São Paulo de Futebol Júnior durante esse período, alguns jogadores se destacaram na competição:

Dória

(Foto: Satiro Sodré/SS Press)
(Foto: Satiro Sodré/SS Press)

Destaque de todas as categorias do clube desde o Sub-15, o zagueiro Dória era uma das principais promessas do clube no começo da década. Em 2012, teve a sua primeira grande aparição, se destacando na Copinha daquele ano, sendo um dos melhores zagueiros da competição. No mesmo período, era convocação constantemente para a Seleção Brasileira Sub-20, chegando a ser capitão do time em algumas ocasiões.

Após a competição, subiu à equipe profissional por um pedido de Oswaldo de Oliveira, treinador na época. Em poucos meses, assumiria a titularidade e, em 2013, seria o principal zagueiro do clube, no ano em que o Glorioso se classificou para jogar a Taça Libertadores. Ao todo, Dória possui 95 jogos e balançou a rede em seis oportunidades com a camisa alvinegra.

Em 2014, seria vendido ao Olympique de Marselha, mas teve um começo conturbado, já que sua relação com o treinador Marcelo Bielsa não era boa. A partir disso, foi emprestado para São Paulo e Granada e, em 2016, retornou à equipe francesa e se tornou, sem a presença do ‘El Loco’, uma das peças para o setor defensivo do OM.

Sassá

(Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo)
(Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo)

Outro destaque da classe de 2012, que foi eliminada pelo Vitória nas oitavas-de-final, o atacante Sassá também subiu aos profissionais no mesmo ano, a pedido de Oswaldo. Na Copinha, marcou três gols, ajudando o Botafogo a terminar em primeiro lugar do Grupo W, com uma campanha perfeita, já que derrotou São José, Americano-MA e Vila Nova.

Pelo profissional, não conseguiu empolgar a torcida nos seus primeiros anos, sendo utilizado, na maior parte das vezes, como um reserva. Sua evolução começaria em 2014, quando, emprestado ao Náutico, passou a desenvolver seu jogo, jogando, de vez, como um centroavante, tendo a mobilidade e o físico como seus principais atributos. Em 2015, foi uma peça importante no retorno do Glorioso á primeira divisão e, em 2016, teve o melhor ano de sua carreira, sendo um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro, ajudando a equipe de General Severiano a se classificar para a Libertadores.

A passagem do jogador nos últimos anos, apesar de muitos gols, também foi marcada por polêmicas: Sassá chegou atrasado em muitos treinos, sendo afastado da equipe diversas vezes, mas recebendo outras chances sempre. No meio desse ano, porém, a história do atleta com o Botafogo acabou e, sob muita polêmica, ele deixou o Alvinegro para se juntar ao Cruzeiro.

Igor Rabello

(Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo)
(Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo)

Outro zagueiro, Igor Rabello esteve presente nas campanhas de Copinha em 2013, 2014 e 2015. Apesar de ter sido titular e ter apresentado atuações sólidas em todas essas edições, não teve nenhuma chance na equipe profissional até então. Sua primeira aparição foi no final de 2015, quando o Botafogo lutava desesperadamente contra o rebaixamento e Rabello, assim como todo o restante daquele time, não conseguiu jogar bem.

Em 2016, assim como Sassá no ano anterior, Igor Rabello foi emprestado para o Náutico. Em Pernambuco, o zagueiro atuou da metade para a reta final do Campeonato Brasileiro da Série B, em que o Náutico quase conseguiu o acesso para a elite do futebol brasileiro. Em 15 partidas, conquistou a torcida, que o apelidou como “General”.

Em 2017, teria a sua primeira chance de verdade para atuar no elenco profissional do Botafogo. Começou como reserva, mas, após uma lesão de Emerson Silva, assumiu a vaga e não saiu de lá nunca mais, sendo o melhor zagueiro da equipe de General Severiano, se destacando em todas as competições e, por isso, chamando a atenção de clubes do futebol italiano, como Atalanta e Udinese, que devem fazer uma investida para a contratação do atleta no mês de janeiro.

Gilberto

(Foto: Vitor Silva/SS Press)
(Foto: Vitor Silva/SS Press)

Outro que chegou ao Botafogo ainda jovem, Gilberto teve sua primeira oportunidade de disputar uma Copinha em 2012, sendo o lateral-direito titular e um dos destaques daquela campanha, apesar de ter feito sua estreia como profissional um ano antes, quando o Alvinegro entrou com a equipe de juniores em uma partida do Campeonato Carioca.

Em 2013, passou a ser mais utilizado, já que era o lateral-direito reserva, nas mãos de Oswaldo de Oliveira e fez parte do elenco que terminou o Brasileirão em terceiro lugar. No ano seguinte, foi emprestado ao Internacional, se destacando no Campeonato Gaúcho, mas, devido a uma lesão, não tendo sequência no restante do ano.

Em 2015, teve o seu grande ano com a camisa do Botafogo e, graças a boas atuações, foi vendido para a Fiorentina. Na Viola, não jogou muito e foi emprestado, com a intenção de tentar ganhar uma sequência de partidas, para Verona e Latina, onde também não conseguiu desenvolver suas atuações. Com isso, retornou ao Brasil nesse ano, para jogar no Vasco e, sendo titular pelo Cruzmaltino em uma parte da temporada, jogará no Fluminense em 2018.