Yelena Isinbayeva: principal nome da história do salto com vara quer brilhar no Rio 2016

Russa é bicampeã olímpica e recordista mundial na modalidade, e afirma que ouro no Brasil seria um dos momentos mais emocionantes da carreira

Yelena Isinbayeva: principal nome da história do salto com vara quer brilhar no Rio 2016
(Foto: Ian Walton/ Getty Images)

Após quase sete anos de espera, faltam poucos dias para o início dos aguardados Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Será um momento único onde nosso país, mais precisamente a "Cidade Maravilhosa", irá receber os principais atletas dos principais esportes de todo o mundo. Contudo, chegou a hora de conhecermos um pouco mais sobre os astros que irão desembarcar em nosso solo nesses últimos dois meses.

Yelena Isinbayeva é sem dúvida alguma o principal nome do salto com vara feminino. Detentora dos principais recordes da modalidade nos principais torneios, a experiente atleta quer vencer no Rio para encerrar sua brilhante carreira no esporte com chave de ouro.

Carreira

Yelena nasceu na Rússia no dia 3 de Junho de 1982, mais precisamente na cidade de Volgogrado, na antiga União Soviética. Inicialmente, a atleta não começou sua vida esportista no salto com vara, mas sim, na ginástica artística, aos cinco anos de idade. Já em sua adolescência, decidiu por sair do esporte, já que não obtia grandes resultados, muito provavelmente por ser alta demais para a média das outras atletas.

Um ano após ter iniciado no salto com vara Isinbayeva já competia no Mundial de Menores. Sua estreia foi na França, e por pouco a futura medalhista olímpica não garantiu o seu primeiro ouro na carreira. Entretanto, foi impossível evitar por muito tempo esta conquista. Em sua segunda participação na competição, com 17 anos, Isinbayeva saltou 4,10m para conquistar a sua primeira medalha de ouro na Polônia, já demonstrando ser um atleta de um imenso potencial.

No ano seguinte, Isinbayeva garantiu o bicampeonato no Estados Unidos, e competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos daquele ano, realizado em Sidney, na Austrália. Porém, não chegou ao pódio liderado pela americana Stacy Draglia. Três anos depois, Isinbayeva quebrou seu primeiro recorde na carreira, no campeonato europeu sub-23, na Inglaterra, ao saltar 4,82m. Mais experiente, o primeiro título mundial veio pouco tempo depois, em 2004, novamente na Terra da Rainha, no Campeonato Mundial Indoor.

Ainda em 2004, veio a primeira medalha olímíca em Atenas. Quatro anos depois conquistou o bicampeonato em Pequim, se tornando o principal nome do esporte com 29 anos de idade. Após o bronze em Londres, decidiu se ausentar do esporte para realizar o sonho de ser mãe pela primeira vez. Retornou em 2013, e conquistou por mais uma vez o título mundial competindo em casa, no Mundial de Moscovo. A competição marcou a sua despedida dos campeonatos mundiais.

Yelena no topo do pódio na Grécia em 2004 (Foto: Toshifumi Kitamura/ Getty Images) 

Expectativa para o Rio 2016

O Rio 2016 irá marcar o fim da carreira de diversos esportistas. Isinbayeva está entre eles. A russa chegará para a competição com 34 anos de idade, e sonha em encerrar a sua carreira em solo brasileiro com mais um recorde mundial.

“Não temos pressa para voltar porque nosso objetivo principal é estarmos prontos para os Jogos Olímpicos, no Rio. E não só para os Jogos Olímpicos. Eu também estou sonhando com outro recorde mundial. Depois de vivenciar a sensação inúmeras vezes no passado, você quer fazer de novo. Seria um dos momentos mais emocionantes da minha carreira”, afirmou.

Durante a conquista do título mundial na Rússia em 2013, Yelena Isinbayeva tentou por algumas vezes superar seu próprio recorde mundial de 5,06m. Em três oportunidades saltando a 5,07m a conquista por pouco não veio.

“Tudo vai depender de como estarei me sentindo. Então, não estou prometendo 100% (da minha capacidade máxima). Mas o plano é começar a temporada na Governor Cup, em Volgogrado (Rússia), em 6 de fevereiro. O Meeting Russo de Inverno, previsto para 14 de fevereiro, em Moscou (Rússia), seria o próximo (evento) em nossos planos. Também estou pensando no Mundial Indoor, em Portland (Estados Unidos, 17 de março), mas vai depender das minhas condições e da preparação”, concluiu.

Medalhas Olímpicas

Yelena Isinbayeva possui três medalhas olímpicas em quatro competições, uma ótima média. Aproveitamente ainda maior quando se leva em conta que duas delas foram de ouro.

A rivalidade em Atenas foi grande com sua compatriota Svetlana Feofanova, em uma disputa repleta de reviravoltas. Feofanova saltou 4,75m e ficou na liderança da competição, mas Isinbayeva ultrapassou a adversária saltando cinco centímetro a mais. Neste momente, Feofanova decidiu saltar em 4,90m, para igualar o recorde mundial de Yelena, mas falhou. Entretanto, Yelena Isinbayeva não saltou em sua marca recordista para garantir o ouro, saltou com sucesso um centímetro a mais, e garantiu além do ouro inédito a quebra de seu próprio recorde mundial.

Nas olimpíada seguinte a conquista do ouro foi com uma maior tranquilidade. Com concorrentes pouco ambiciosas, Yelena saltou apenas duas vezes em 4,85m para conquistar o bicampeonato olímpico. Mas se faltava ambição para as adversárias, isso era o que Isinbayeva tinha de sobra. Determinada a bater seu recorde mais uma vez, a russa tentou saltar em três oportunidades. Nas duas primeiras falhou, mas na última, saltou 5,05m e fez todo o Ninho do Pássaro delirar perante a mais um show da maior atleta do salto de vara de todos os tempos. Naquele ano ainda levou o prêmio de maior atleta européia.

Consagrada, Isinbayeva chegou a Londres em 2012 sob desconfiança. Resultados ruins em competições anteriores as olímpiadas deixaram o tricampeonato da russa em dúvida. Na grande decisão, saltou tranquilamente os 4,65m e 4,70m. Mas no salto seguinte, tentou duas vezes saltar dez centímetros a mais, mas não conseguiu. Após um bicampeonato Isinbayeva garantia pela primeira vez a medalha de bronze, atrás da prata que ficou com a cubana Yarisley Silva e o ouro com a americana Jennifer Suhr.

Isinbayeva na terceira colocação em Londres (Foto: Paul Giham/ Getty Images)