Julio Campos e Antonio Pizzonia esperam tempos mais baixos em Goiânia pela Stock Car

Aumento de potência dos motores deixará carros um segundo mais rápidos

Julio Campos e Antonio Pizzonia esperam tempos mais baixos em Goiânia pela Stock Car
(Foto: Divulgação)

O aumento da potência dos motores em cerca de 50 cavalos a partir deste fim de semana em Goiânia, passando dos atuais 450 para 500 HPs sem o auxílio do botão de ultrapassagem, deverá fazer o tempo de volta no circuito da capital do estado cair em pelo menos um segundo. A previsão é do paranaense Julio Campos e do amazonense Antonio Pizzonia, dupla da Prati-Donaduzzi que quer aproveitar a 11ª e penúltima da Stock Car para subir da 12ª e 13ª posições que ocupam na classificação e se aproximar do Top 10, meta estabelecida para este final de temporada de regresso à categoria da fabricante paranaense de medicamentos.

Num universo regido pelos décimos ou mesmo centésimos, dependendo da pista, um segundo é um espaço de tempo gigantesco. Em abril, na abertura do calendário, Daniel Serra (RC) estabeleceu a melhor volta do fim de semana ao registrar a marca de 1min24s317 na primeira parte da sessão classificatória. Hipoteticamente, caso a projeção de Campos e Pizzonia se confirme, se o atual líder do campeonato cravar o mesmo tempo no qualifying do sábado ele dificilmente se classificará além do 20º lugar – um segundo foi a diferença entre Serra e Rafael Suzuki (Cavaleiro), que fechou a 10ª fila do grid naquela oportunidade.

Campos é um pouco mais conservador na estimativa. “Acho que vamos andar mesmo cerca de um segundo mais rápidos, mas ainda não dá para ter certeza. Temos de esperar a hora de entrar na pista e ver o que acontece. Mas o que sabemos mesmo é que o consumo de pneus e freios vai aumentar”, antecipa. Campos começou de forma animadora na estreia, com o 8º lugar na sessão classificatória, mas tanto ele como Pizzonia, o 11º, viram a rodada dupla comprometida por acidentes na primeira bateria.

Pizzonia acredita que o ganho em tempos de volta será ainda mais elevado. “Talvez alguma coisa acima de um segundo. O problema para as equipes é que esse ganho de velocidade traz como efeitos colaterais o maior desgaste de pneus e freios e mais queima de combustível. E os pneus já serão sacrificados pelo calor habitual de Goiânia, especialmente nesta época do ano, quando a temperatura do asfalto aumenta o consumo da borracha”, lembra. Pizzonia acrescenta que haverá ainda um adicional de exigência física para os pilotos, “embora a Stock Car não seja uma categoria tão difícil neste aspecto.”

Como de praxe, a quinta-feira será reservada a ações promocionais da Stock Car, com destaque para uma sessão de autógrafos dos pilotos no Parque Vaca Brava das 14 às 15 horas. Na sexta-feira, além do shakedown, os pilotos farão a primeira sessão de treinos livres. As duas corridas de domingo serão fundamentais na luta pelo título, já que a diferença de Serra para o segundo colocado Thiago Camilo (Ipiranga/A. Mattheis) é de apenas 10 pontos. Depois, restará somente a prova isolada de encerramento do campeonato marcada para Interlagos dia 10 de dezembro, com pontuação em dobro.