Na prorrogação, Real Madrid goleia Atlético e conquista La Décima

No dérbi de Madri mais importante da história, Atlético de Madrid e Real Madrid se enfrentaram no Estádio da Luz, em Lisboa, na final da Uefa Champions League. Em uma partida extremamente tensa, brigada e muito bem disputada, os merengues conquistaram “La Décima”, o décimo título europeu da sua história, na base do heroísmo.

Melhor defesa da competição, com apenas seis gols sofridos em 12 partidas até a final, o Atlético de Madrid chegou à Lisboa invicto, com nove vitórias e dois empates. Do outro lado, o Real Madrid, que havia perdido apenas uma partida, chegou à Portugal com o melhor ataque do certame, com 37 gols marcados em 12 jogos. E na grande decisão, quem prevaleceu foi o melhor ataque.

Como de costume na temporada, os colchoneros mostraram muita disposição na marcação, anularam Cristiano Ronaldo, artilheiro da competição, por grande parte do duelo e tiveram na bola parada a sua grande arma para abrir o marcador ainda no primeiro tempo, com Godín. Mas o Real Madrid voltou muito bem do intervalo, pressionou o adversário até o minuto final e, aos 48 minutos do segundo tempo, Sergio Ramos anotou o gol que forçou a prorrogação, quando tudo parecia perdido.

No tempo extra, o galês Gareth Bale justificou a condição de contratação mais cara da história do futebol mundial e marcou o gol que garantiu o título madrileno, após jogada espetacular de Dí Maria. Com o Atlético de Madrid entregue, os merengues tiveram tempo o suficiente para transformar o resultado em goleada. Marcelo e Cristiano Ronaldo, de pênalti, fecharam o marcador em 4 a 1.

Casillas falha e Godín coloca o Atlético em vantagem

Ao contrário do esperado, o Atlético não começou a primeira etapa retraído no seu campo, esperando o Real jogar e buscando o contragolpe. Os comandados de Simeone entraram na partida dispostos a propor o jogo, controlar o ritmo das ações e não deixar os merengues tomarem conta do confronto. Entretanto, o ritmo mais forte dos colchoneros prejudicou a equipe aos nove minutos quando Diego Costa, dúvida para começar a partida, teve que deixar o gramado para a entrada de Adrián.

Os 25 primeiros minutos foram muito equilibrados e sem chances de gol para ambos os lados. Por ser uma das partidas com mais rivalidade no planeta e estar acontecendo em uma das maiores finais do futebol mundial, o jogo foi bastante truncado, com muitas faltas e com o nervosismo predominando. A primeira grande chance do jogo veio pelo lado do Real Madrid, aos 31 minutos. Tiago saiu jogando muito mal e deu a bola de graça para Gareth Bale. O galês arrancou, invadiu a grande área e, cara a cara com Courtois, bateu para fora.

Se os merengues desperdiçaram a oportunidade que tiveram, o Atlético não perdoou. Após cobrança de escanteio para a área, a zaga do Real cortou, a bola sobrou para Juanfran que tocou de cabeça de volta para a grande área. Indeciso, Casillas saiu muito mal na bola e o uruguaio Godín tocou com categoria por cima do arqueiro, que tentou se recuperar mas não chegou a tempo de evitar o gol colchonero aos 36 minutos.

O gol coroou uma excelente atuação do Atlético nos 45 minutos iniciais. Com o característico ímpeto defensivo da temporada, os comandados de Simeone anularam Cristiano Ronaldo. Fora das condições físicas ideais, o português mal tocou na bola e nada produziu na primeira etapa. Os contra-ataques, principal arma merengue, também foram anulados pela marcação colchonera e o Real pouco ameaçou a meta de Courtois.

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