Santa Fé segura empate diante do Sportivo Luqueño e vai à inédita final da Sul-Americana

A equipe do Independiente Santa Fé, da Colômbia, garantiu vaga na finalíssima da Copa Sul-Americana, ao empatar com o Sportivo Luqueño, em Bogotá, pelo placar de 0 a 0. A classificação se deu pelo resultado da primeira partida, que aconteceu no início do mês e que também terminou empatada, mas por 1 a 1. O critério de gol qualificado, que garante ao visitante a possibilidade de desempate através dos gols marcados fora de casa, foi determinante na definição do confronto.

Agora, o Santa Fé espera a outra partida da fase de semifinais, que acontece nesta quinta-feira (26), no clássico argentino entre River Plate e Huracán. Na partida de ida, o Huracán venceu por 1 a 1, e para garantir a vaga ao lado dos colombianos, precisam jogar por qualquer empate no Monumental de Nuñez. A partida acontece às 21h45 (de Brasília), e terá transmissão, minuto a minuto, pela VAVEL Brasil.

Primeiro tempo decepciona, com excesso de passes errados e poucas chances dos dois lados

A expectativa era a melhor possível. O estádio El Campin, em Bogotá, estava lotado. O torcedor do Santa Fé acreditava em uma final histórica, já que a equipe jamais havia se classificado para uma decisão da Copa Sul-Americana. No outro lado, a má fase no Campeonato Paraguaio não assustava o Sportivo Luqueño. A equipe entrou com garra e deixou para trás não apenas o mal momento, mas também a altitude da Capital colombiana. Os 2.565 metros de altitude já não assustavam o plantel, que corria bastante, mostrando que o foco era a competição continental.

Mas, embora a expectativa fosse alta, a primeira chance do jogo só aconteceu aos 11 minutos, com o artilheiro do Santa Fé, Morelo. O atacante se viu cara a cara com o goleiro Gimenez, e na tentativa de encobri-lo, colocou para fora, desperdiçando o que poderia ser o primeiro gol dos mandantes.

Nos minutos seguintes, o excesso, tanto de faltas, quanto de passes errados, chamou atenção. A torcida do Independiente começou a vaiar a equipe, que sem muita criatividade, não conseguia assustar o valente Luqueño. E foi dos visitantes a melhor oportunidade da primeira metade da partida. Após ótima jogada pela direita e belo cruzamento, Báez perdeu debaixo das traves, o que poderia ser o gol da classificação paraguaia. O atleta se atrapalhou e, mais pisando do que chutando a bola, colocou para a linha de fundo, deixando todo o estádio e seus companheiros, sem reação.

O lance assustou a equipe da casa, mas a reação dos atletas foi contrária à indicada. O medo de sofrer um gol dos visitantes obrigou o Santa Fé a tomar medidas defensivas, tocando mais a bola e diminuindo as chances do adversário. O Luqueño, entretanto, tentava recuperar a posse, partir no contra-ataque e marcar um gol. Com a postura adotada pelas equipes, os lances de perigo na primeira etapa se esgotaram, e ao apito final, pôde-se ouvir algumas vaias vindas de setores organizados da torcida do Santa Fé.

Segunda etapa melhora, chances são criadas, mas o gol não sai, e Santa Fé se classifica

Depois de um primeiro tempo fraco e com pouquíssimas oportunidades, se esperava no mínimo, uma segunda etapa mais ofensiva, pelo menos por parte do Sportivo Luqueño, que precisava do resultado. Mas, passados dez minutos de jogo no segundo tempo, nenhuma chance havia sido criada, nem por uma equipe, nem por outra. A falha no meio campo, em ambos os lados, era evidente. No lado paraguaio, o primeiro tempo forte e surpreendente, agora pesava, com os atletas nitidamente cansados.

A primeira oportunidade só veio aos 12 minutos, após um levantamento perigoso na direção do gol do Luqueño. O lance acordou o torcedor e as equipes, que dentro de campo, começaram a decidir a vaga, de fato. Com as equipes mais avançadas, e com divididas mais fortes, o jogo ganhou em emoção, e rispidez também. O número de cartões amarelos mostrados por Enrique Osses foi grande, uma tentativa de controlar o jogo, por parte da equipe de arbitragem.

A emoção do “quase gol” retornou aos 28 minutos. Após uma troca de passes despretensiosa do Luqueño, e a perda da posse de bola, resultando no rápido contra-ataque colombiano, Pérez quase marcou, mas a bola ficou distante, fora do alcance do atacante, após ajeitada de cabeça de Seijas. No lance seguinte, mais emoção. Salazar rabiscou a defesa do Sportivo, e quando ia entrar na área, foi derrubado pelo zagueiro Meza. Os jogadores do Santa Fé chegaram a pedir o vermelho, mas o chileno Osses deu apenas o amarelo para o defensor. Na cobrança, gol do Santa Fé bem anulado pela arbitragem, já que a bola tocou nos atacantes, em posição de impedimento antes da cobrança.

A emoção sumiu novamente, até os cinco minutos finais, quando o Luqueño mudou de postura mais uma vez, adiantando as linhas e tentando marcar o gol da classificação. Mas, o Santa Fé resistiu bravamente aos ataques aéreos paraguaios e se classificou para a final da Copa Sul-Americana, com o empate por 0 a 0.

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