Thierry Henry: o carrasco brasileiro que foi campeão em 1998 e vice-campeão em 2006

Thierry Henry: o carrasco brasileiro que foi campeão em 1998 e vice-campeão em 2006

Ídolo francês e carrasco da seleção brasileira, Henry defendeu a camisa francesa em quatro Copas do Mundo e marcou seis gols

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Renato Kubaszewski

Uma das maiores lendas da história francesa, Thierry Henry possui grandes marcas com a camisa da França em Copas do Mundo. Disputando quatro mundiais pela seleção principal da França, Henry marcou seis gols em 17 partidas, além de ter sido campeão do maior torneio de futebol do mundo em 1998, e também tendo conquistado o vice-campeonato em 2006. Porém apesar das glórias do atacante, Henry também participou de eliminações desastrosas em 2002 e 2010.

Grande ídolo francês e um dos maiores jogadores da história da França, Thierry Henry disputou quatro Copas do Mundo e sempre foi referência da seleção em suas participações. Com grandes conquistas e atuações, Henry foi um dos principais jogadores da seleção na conquista do Mundial de 1998 no 3 a 0 contra o Brasil e também destaque no vice-campeonato de 2006, onde foi considerado carrasco brasileiro após marcar o gol que eliminou o Brasil nas quartas de finais.

Na sua história em Copas do Mundo, Thierry Henry soma um total de 17 partidas disputadas, onde o francês marcou seis gols, deu uma assistência e recebeu um cartão vermelho. Henry disputou um total de 1.169 minutos em campo em Mundiais, onde foi campeão em 1998 e vice-campeão em 2002.

1998: artilheiro da seleção e campeão do mundo

(Foto: Christian Liewig/Getty Images)

Chegando muito cedo a seleção principal da França, Henry conseguiu grandes atuações na seleção de base e logo conquistou o técnico Aimé Jacquet, comandante da seleção que o levara para a Copa do Mundo de 1998. No Mundial disputado na própria França em 1998, Thierry Henry mesmo tendo apenas 21 anos já era um dos jogadores principais ao lado de Zidane.

Fase de grupos: nos três jogos da fase de grupos da competição, Henry foi um dos principais líderes da equipe. Na estreia contra a África do Sul o atacante marcou um gol na vitória da França por 3 a 0. Já na segunda partida que foi contra a Arábia Saudita, Henry anotou mais dois gols na vitória por 4 a 0. Já classificados para as oitavas, Henry foi poupado no terceiro jogo contra a Dinamarca e jogou apenas os 18 minutos finais, passando em branco na vitória francesa por 2 a 1.

Titular nas fases finais, Henry também foi muito importante para a seleção nas vitórias até a grande final. Nas oitavas de finais a França eliminou o Paraguai vencendo por 1 a 0 na prorrogação. Já nas quartas de finais passou novo sufoco ao eliminar a Itália apenas na disputa de pênaltis. E na semifinal os franceses passaram pela Croácia por 2 a 1 até chegar a grande final.

(Foto: Antonio Scorza/Getty Images)

Apesar de passar em branco nas três partidas até a final do torneio, Henry tinha vaga garantida para enfrentar o Brasil na decisão do título. Porém após uma expulsão de Desailly, o técnico teve que fazer uma substituição para deixar a equipe mais defensiva e Henry acabou ficando no banco de reservas, não participando da final, onde a França se consagrou campeã mundial vencendo o Brasil por 3 a 0.

Henry terminou a copa sem jogar a final, mas campeão do mundo e principal artilheiro da equipe com três gols.

2002: o fracasso de uma eliminação precoce

(Foto: Ben Radford/Getty Images)

Talvez esta a copa mais desastrosa da carreira de Thierry Henry. A França chegou ao torneio como uma das principais favoritas ao título, após a conquista de 1998. Porém tudo foi por água abaixo e a seleção acabou eliminada ainda na fase de grupos, sem vencer nenhum jogo e sem marcar gols.

Na partida de estreia os franceses tiveram sua primeira decepção ao serem derrotados por Senegal, a seleção estreante em copas, pelo placar de 2 a 0. Já na segunda partida contra o Uruguai, Henry acabou sendo expulso logo aos 25 minutos da primeira etapa e viu sua equipe empatar em 0 a 0. Suspenso na terceira partida da França contra a Dinamarca, Henry assistiu de fora dos gramados a França ser derrotada por 2 a 0 e confirmar a eliminação mais decepcionante da história francesa em copas.

2006: a volta por cima e o vice-campeonato

(Foto: Eddy Lemastre/Getty Images)

Após uma desastrosa eliminação na primeira fase de 2002 e vindo de uma grande temporada no Arsenal, Thierry Henry chegou a mais uma Copa do Mundo pela seleção francesa. Com uma França desacreditada e com Zidane se despedindo da seleção, Henry era novamente titular e responsável por ser um dos líderes da equipe.

Fase de grupos: novamente com um início conturbado na fase de grupos, Henry viu a França estrear com um empate com a Suíça em 0 a 0. Na segunda partida o atacante da França marcou o único gol da equipe em novo empate na competição, desta vez contra a Coréia do Sul em 1 a 1. Já na terceira e última partida do Grupo G, Henry foi decisivo e marcou um dos gols na vitória por 2 a 0 contra Togo, garantindo a França nas oitavas de finais.

Nas oitavas de finais a França despachou a Espanha pelo placar de 3 a 1 e foi ganhando confiança na fase decisiva do torneio. Nas quartas de finais contra o Brasil, Henry voltou a ser decisivo e, após grande lançamento de Zidane, marcou o único gol da partida para colocar a França na semifinal contra Portugal. Na semifinal a história se inverteu: desta vez Henry foi o assistente e Zidane marcou o gol da vitória que classificou a França para a grande final.

Chegando a mais uma final de Copa do Mundo, a França enfrentou a Itália para decidir o título. Mesmo com Zidane abrindo o placar logo no início da partida, a Itália empatou com Materazzi e o jogo foi decidido nos pênaltis. Henry que já havia sido substituído na prorrogação, assistiu do banco de reservas a Itália vencer por 5 a 3 nos pênaltis e ser campeã do mundo.

(Foto: Alex Livesey)

Apesar do vice-campeonato, Henry foi novamente um dos grandes nomes da França, anotando três gols decisivos e uma assistência na semifinal. O atacante francês ainda terminou a temporada entre os 10 melhores jogadores do mundo, muito graças a sua atuação no Mundial.

2010: uma triste e desastrosa despedida

(Foto: Eddy Lemastre/Getty Images)

Vice-campeã em 2006, a França quase não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 2010 na África. Os franceses só carimbaram seu passaporte na repescagem contra a Irlanda, em uma partida onde Henry foi protagonista em lance bastante polêmico, aonde o atacante conduziu a bola com a mão antes de dar o passe para Gallas marcar o gol que daria a classificação para a França.

Na Copa que marcaria a aposentadoria de Henry da seleção principal, a equipe francesa repetiu o fracasso de 2002 e voltou a decepcionar os torcedores. Thierry Henry que já não era mais o mesmo jogador e foi reserva nas três partidas, viu sua equipe cair ainda na fase de grupos e mais uma vez sem vencer nenhum jogo.

Na estreia contra o Uruguai, Henry entrou restando apenas 18 minutos de jogo e não conseguiu impedir o 0 a 0 da França na primeira partida. Na segunda rodada contra o México, Henry nem entrou na partida e assistiu do banco de reservas a sua seleção ser derrotada pelo placar de 2 a 0. E por fim na última partida da fase de grupos e última de Henry com a camisa da França, o atacante acabou dando adeus a sua seleção com mais uma derrota, desta vez para a África do Sul por 2 a 1, onde o atacante jogou apenas 35 minutos.

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