Griezmann decide e França leva a melhor em mata-mata diante da Alemanha após 58 anos

Centroavante do Atlético de Madrid marca dois gols sobre os germânicos e garante vaga na decisão, indo em busca do tricampeonato contra Portugal; alemães voltam a perder na fase final para franceses após disputa do 3º lugar da Copa do Mundo de 1958

Griezmann decide e França leva a melhor em mata-mata diante da Alemanha após 58 anos
Foto: Matthias Hangst/Getty Images
Alemanha
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França
Alemanha: Neuer; Kimmich, Jérôme Boateng (Mustafi, min. 60), Höwedes e Hector; Can (Götze, min. 66), Schweinsteiger (Sané, min. 78), Özil, Kroos e Draxler; Müller. Técnico: Joachim Löw
França: Lloris; Sagna, Koscielny, Umtiti e Evra; Pogba, Matuidi, Sissoko, Griezmann (Cabaye, min. 91) e Payet (Kanté, min. 71); Giroud (Gignac, min. 77). Técnico: Didier Deschamps
Placar: 0-1, min. 45+2, Griezmann; 0-2, min. 72, Griezmann
ÁRBITRO: Nicola Rizzoli (ITA). Cartões amarelos: Can (min. 36), Evra (min. 42), Schweinsteiger (min. 45), Özil (min. 46), Draxler (min. 50) e Kanté (min. 75)
INCIDENCIAS: Partida válida pela semifinal da Eurocopa 2016, disputada no Vélodrome, em Marseille, na França

Nesta quinta-feira (7), a França entrou em campo buscando quebrar um tabu de 58 anos diante da Alemanha. Com a força da torcida no estádio Vélodrome, em Marseille, os Bleus venceram por 2 a 0, com os gols sendo marcados pelo atacante Griezmann, um em cada tempo. Os azuis não levavam a melhor sobre os germânicos desde a disputa pelo 3º lugar da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, quando bateram por incríveis 6 a 3.

Os franceses fazem a final contra Portugal no próximo domingo (10), às 16h (de Brasília), buscando o tricampeonato, nunca sendo vice. Já os alemães ficam no 4º lugar, uma vez que País de Gales, na primeira participação, terminou com melhor campanha, ficando em vantagem por apenas um ponto (12 a 11).

Alemanha cria mais, mas França sai à frente no fim

A partida, como todo caráter decisivo, começou bem truncado e sem muitas emoções. Empurrada pela torcida, a França teve melhor início e criou a primeira boa oportunidade. Griezmann conduziu pelo lado direito e puxou para o meio, batendo no canto esquerdo e obrigando Neuer a fazer boa defesa.

Depois, a Alemanha mostrou que não estava acomodada em campo e levou perigo por duas vezes. No primeiro lance, Kimmich achou Can livre pela direita. Ele serviu com perfeição para Müller, que finalizou cruzado e sem direcionamento, com a bola saindo na linha de fundo. Logo em sequência, o mesmo Can recebeu e finalizou com força, mas Lloris tirou com a ponta dos dedos.

O duelo seguiu movimentado ofensivamente e com boas jogadas dos dois lados, no entanto com os alemães mais incisivos. Após tentativa falha de cruzamento de Özil, o rebote ficou na entrada da área no pé de Schweinsteiger, que bateu colocado visando encobrir e observou o camisa 1 dos Bleus afastar com um milagre.

Na reta final, as equipes criaram pouco e deixaram o ritmo mais leve, sendo raras as chances no ataque. Os anfitriões da competição foram ao setor ofensivo com Giroud, que saiu com liberdade e não finalizou à meta, perdendo o lance. Nos acréscimos, entretanto, Schweinsteiger cortou cabeceio de Evra com a mão e o árbitro apontou para a marca da cal. Griezmann encheu o pé de um lado, Neuer pulou no outro e o placar foi inaugurado.

Griezmann volta a marcar e garante França na decisão

A etapa final teve início semelhante ao da inicial, com os mandantes indo ao ataque e levando perigo antes dos cinco primeiros minutos. Autor do único gol até então, o camisa 7 tabelou com Giroud e saiu de frente para a barra, mas seu chute teve desvio na marcação e animou a torcida presente ao estádio em Marseille.

Melhores dentro das quatro linhas, os franceses seguiram na base da pressão e, aproveitando um erro defensivo dos alemães, ampliaram a vantagem no marcador. Pogba fez boa jogada individual em cima do lateral-direito Kimmich e cruzou na pequena área. Neuer cortou mal e a bola ficou no pé de Griezmann que, de carrinho, chutou no fundo do barbante.

Em sequência, os germânicos buscaram demonstrar que estavam em condições de reagir na partida. Kimmich, que falhou na marcação do segundo tento dos anfitriões, bateu bem colocado de perna esquerda e a bola beijou a trave antes de sair pela linha de fundo, assustando o público. Logo depois, Draxler cobrou falta com força e deu um susto na meta dos Bleus.

Sabendo da necessidade de buscar diminuir a desvantagem, Löw deu mais ofensividade à sua equipe, mas sem conseguir obter sucesso. O atacante Sané entrou na vaga do meia Schweinsteiger, que não teve boa atuação durante todo o segundo tempo. Já Deschamps optou por administrar o placar, tirando o goleador da noite e dando novo gás à marcação, colocando Cabaye. Já nos acréscimos, Kimmich cabeceou e Lloris se esticou todo, fazendo um verdadeiro milagre.