Com atuação pragmática, Monaco elimina Nice e avança as semifinais da Coupe de Ligue

Em outra visita ao Allianz Riviera, o Monaco saiu vitorioso por vantagem mínima; em contrapartida, a equipe de Lucien Favre acumulou sua segunda eliminação seguida na semana

Com atuação pragmática, Monaco elimina Nice e avança as semifinais da Coupe de Ligue
(Foto: AS Monaco/Divulgação).
Nice
1 2
Monaco
Nice: Benítez; Burner, Dante, Sarr, Le Marchand; Seri (Koziello, min.81), Tamèze, Lees-Melou (Cyprien, min.68); Srarfi (Ganago, min.77), Pléa, Saint-Maximin.
Monaco: Benaglio; Raggi, Jemerson, Glik, Sidibé; Moutinho, Fabinho; Lemar, Diakhaby (Lopes, min.67), Keita Balde (Ndoram, min.89); Carrillo (Jovetic, min.61).
Placar: 0-1, min.3, Lemar. 1-1, min.18, Pléa. 1-2, min.37, Diakhaby.
ÁRBITRO: Clément Turpin (FRA). Cartões amarelos: Diakhaby, Burner, Rony Lopes.
INCIDENCIAS: Partida válida pelas quartas de final da Coupe de Ligue, realizada na Allianz Riviera, em Nice.

Em uma partida de ritmo médio marcada pelas poucas oportunidades claras, o Monaco eliminou o Nice nesta terça-feira (9), em duelo válido pelas quartas de final da Coupe de Ligue. Apesar de não dominar a posse de bola durante o transcorrer dos minutos, os comandados de Leonardo Jardim conseguiram ser efetivos contra-atacando o adversário após cada recuperação e concretizaram sua classificação as semifinais do torneio eliminatório sem tantos sustos. Sendo assim, os gols de Thomas Lemar e Adama Diakhaby deram o acesso a próxima fase ao ASM, enquanto Alassane Pléa descontou o marcador para o OGCN.

Com o triunfo diante de seu maior rival histórico, o Monaco alcançou a vaga para as semifinais da competição, que terá confrontos definidos amanhã, após o encerramento dos jogos que fecham a fase de quartas de final. Dentre as possibilidades mais reais, o clube do principado pode enfrentar o poderosíssimo Paris Saint-Germain. Já o Nice, voltará suas atenções apenas para o Campeonato Francês durante o restante do mês de janeiro, tendo em mente que a equipe da Costa Azul francesa sofreu eliminações seguidas para Toulouse e Monaco na semana em jogos válidos pelas duas principais Copas do país.

Em seu próximo compromisso, o Nice jogará novamente em seus domínios e receberá o Amiens, no sábado (13), na mesma Allianz Riviera, às 17h no padrão de Brasília. Em contrapartida, o Monaco visitará o Montpellier, também no sábado e no mesmo horário em que seu rival entrará em ação, em partida que será realizada no Stade de la Mosson. Deste modo, teremos a volta da Ligue 1 em definitivo, após uma pausa para o período festivo nos últimos dias do ano passado.

Com grande efetividade para contra-atacar, o Monaco criou sua vantagem no primeiro tempo

Se a escalação de Lucien Favre dava a ideia de que o Nice jogaria concentrado com objetivo de transitar verticalmente, a desatenção de sua própria defesa aos três minutos de partida fez com que este plano específico mudasse. Na ocasião do gol, Keita Balde escapou por uma beirada e colocou na cabeça de Lemar, que transformou a oportunidade e colocou o Monaco em um contexto claramente confortável para executar seu estilo habitual. Dentro disto, os quarenta e cinco minutos iniciais realizados no sul da França tiveram cenário concreto entre dois aspectos: a monopolização da posse por parte dos locais e a solidez defensiva do Monaco jogando com linhas variando em diferentes alturas.

Aos 18 minutos da etapa inicial, Pléa recepcionou passe de Saint-Maximin e finalizou no canto da baliza adversária, empatando o confronto e dando sentido ao amplo domínio possessivo de sua equipe no período. Após igualar o marcador, o Nice recuou suas linhas brevemente e em seu segundo remate no jogo, o Monaco voltou a estar na frente do placar através de uma finalização de Adama Diakhaby, recebendo cruzamento milimétrico de Keita Balde nas costas dos zagueiros do rival. Em síntese, a primeira etapa ficou enfatizada pela estagnação do OGCN em ataque posicional, mesmo com grandes índices de posse de bola e pelo pragmatismo de Leonardo Jardim, que em poucas transições somadas, construiu sua vantagem e adquiriu condições favoráveis para realizar seu estilo vertical e reativo.

Sofrendo com os mesmos problemas do período anterior, o Nice não foi capaz de superar a defesa adversária

Em ataque posicional, os mecanismos sistematizados do OGCN eram bastante claros: Tamèze adicionando mais uma opção de passe executando saídas de bola próximo dos zagueiros, Srarfi e Saint-Maximin gerando amplitude em campo contrário se estabelecendo em escalões distintos, Seri e Lees-Melou entre linhas buscando mover sua equipe de lugar, seja ativando os desmarques de ruptura de Pléa ou buscando associações com os pontas. Neste contexto, a pouca assertividade dos mandantes após trocar uma quantidade considerável de passes no seu próprio campo tornou a tarefa de romper a defesa posicional do rival ainda mais difícil. Sem ir mais longe, o jogador mais produtivo da equipe durante a partida foi Allan Saint-Maximin, que com suas conduções e agressividade para eliminar marcadores criou ocasiões de gols importantes pelo lado direito da defesa monegasca.

Com o passar dos minutos, o Nice seguiu produzindo ocasiões esporádicas e se deparou com uma versão dominante do zagueiro brasileiro Jemerson, que de maneira simples, realizou diversas intervenções defensivas no confronto, somando interceptações, desarmes e duelos ganhos contra os atacantes adversários. Na tentativa de mudar a postura de sua equipe, Favre adicionou Wylan Cyprien ao jogo, que claramente se trata de um meio-campista complementar para Jean Michaël-Seri funcionar de forma mais fluída recebendo passe ao pé entre linhas.

Entretanto, o costa-marfinense executou outra atuação ruim, influenciando negativamente no resto do coletivo, já que o mesmo é a principal engrenagem dentro das possessões defensivas do clube rubro-negro. No fim das contas, as participações desacertadas de Srarfi, Seri e Lees-Melou condicionaram a comodidade sem a bola do Monaco, transformando o cenário da partida em puro drama para os locais no sentido de ativar um repertório maior na elaboração de jogadas. Neste caso, o resultado persistiu o mesmo e Jardim superou Favre em outra oportunidade.