Para embalar de vez, Internacional recebe um Bahia em reconstrução
Colorado venceu bem o Criciúma no meio de semana (Foto: Alexandre Lops / SC Internacional)

Nesse domingo (2), às 18h30, o estádio Centenário, em Caxias do Sul, receberá um duelo que inclusive já decidiu Campeonato Brasileiro. Mais de duas décadas depois, a realidade de Internacional e Bahia é bem diferente; o Colorado se tornou um dos maiores clubes do mundo, enquanto o Tricolor de Aço, após o título brasileiro, perdeu força no cenário nacional, tendo conhecido até os porões da Série C.

Não bastasse tudo isto, e o Bahia ainda tem um tabu para quebrar no Sul: são 23 anos sem ganhar do Internacional em Brasileirões – no RS o Bahia jamais venceu o Inter. A última vitória foi no longínquo 11 de novembro de 1990, na velha Fonte Nova, por 2 a 1, 2 gols do ídolo Tricolor Charles Fabian. Histórias do passado que refletem no presente e indicam favoritismo total para o Inter.

Além do passado recente, um presente que condena

A tabela do Brasileirão também diz muito sobre isto, apontando os gaúchos na 4ª colocação e os baianos na 15ª. O Inter vem de boa vitória sobre o Criciúma no meio de semana, também jogando como mandante no Centenário, e tem como objetivo fincar pé nas primeiras posições do campeonato. O time de Dunga havia visitado a nova Fonte Nova na rodada inaugural, onde empatou com o Vitória em 2 gols. Já o Bahia arrancou mal, perdendo para o Criciúma no Sul catarinense por 3 a 1, e empatando sem gols com o Coritiba, em Pituaçu.

Repetição, repetição e repetição

O objetivo do Bahia é claro: aproveitar as chances, que teoricamente serão poucas, para voltar a Salvador com 3 pontos na bagagem. Para isto, Cristóvão Borges utilizará a mesma formação que entrou em campo contra o Coritiba, na última quarta (29), com o time jogando no 4-5-1, com 3 volantes, apostando alto na velocidade de Ryder e Marquinhos Gabriel, ex-Inter, e na chegada dos laterais Madson e Jussandro. A novidade é a presença do estadunidense Freddy Adu na delegação.

Dunga também vai repetir a equipe que bateu o Criciúma. Será a última partida de Forlán, antes da apresentação do atacante à seleção uruguaia que irá disputar a Copa das Confederações. O time também não conta com Leandro Damião, e a esperança de balançar as redes recai sobre Rafael Moura, que marcou apenas um gol na temporada (contra o São Luiz, na final da Taça Piratini), mas conta com o respaldo do treinador.

O duelo tático entre Dunga e Cristóvão

Pela primeira vez no Brasileirão, o Inter vai enfrentar um time mais retraído. Vitória e Criciúma se caracterizam por ter times mais leves e mais ofensivos, enquanto o Bahia, com seus 3 volantes, vem a Caxias do Sul para tentar anular o potencial criativo colorado, personificado principalmente em D'Alessandro e Fred. Chance para Willians, que marcou um dos gols contra o Tricolor catarinense, aparecer bastante como elemento-surpresa, ele que tem melhorado bastante neste aspecto.

Será um jogo de paciência, e isto o Inter de Dunga tem de sobra. Uma das principais características do time é a manutenção da posse de bola, fazendo ela rodar, tanto no seu campo, quanto no campo adversário. O Bahia precisará se aproveitar de uma roubada de bola e de um momento de inspiração dos seus 3 homens mais avançados, Marquinhos, Ryder e Fernandão, para surpreender o time gaúcho.

Surpreender. Realmente será uma surpresa se não tivermos uma vitória colorada no final da tarde desse domingo. Fora todos os aspectos citados, o Bahia ainda enfrentará o frio da Serra gaúcha, que é mais uma arma do Inter contra os times de fora do Sul, ao menos nesta etapa do Brasileirão. A previsão é de 11°C para o horário da partida, e a tendência natural é que baixe ainda mais no transcorrer do jogo.

Campeonato Brasileiro 2013, 3ª rodada, 02/06/2013, 18h30.
Estádio Francisco Stédile (Centenário), Caxias do Sul/RS.

Internacional: Muriel; Gabriel, Juan, Rodrigo Moledo e Fabrício; Aírton, Willians, Fred e D'Alessandro; Diego Forlán e Rafael Moura. Técnico: Dunga.
Bahia: Marcelo Lomba; Madson; Lucas Fonseca, Titi e Jussandro; Fahel, Hélder, Diones, Marquinhos e Ryder; Fernandão. Técnico: Cristóvão Borges.

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