Fluminense: um ano de superação

Após terminar o Campeonato Brasileiro de 2014 em sexto lugar com 61 pontos e por um pouco não garantir a vaga na Libertadores de 2015, o Fluminense busca em 2015 fazer um campeonato com menos irregularidades e conseguir grandes frutos.

Depois de romper com a patrocinadora Unimed que ficou por 15 anos no clube e ver um dos principais jogadores, o meia argentino Conca, deixar o clube, o Fluminense busca em suas jóias de Xerém se reerguer no cenário nacional. Destaques para o zagueiro Marlon e o atacante Kenedy, que já atuam no profissional desde ano passado, e para os meias Robert e Gerson, este último de 17 anos e que estreou este ano, recebendo grandes elogios de Fred e cia.

Em meio a turbulência devido a saída da Unimed do clube, o Fluminense conseguiu se reerguer e renovou os contratos de alguns jogadores importantes, casos de Diego Cavalieri, Gum, Wagner, Jean e Fred. É na aposta de mesclar a juventude de alguns com a experiência de outros que o Fluminense trabalha para 2015 e o futuro.

Foto: Bruno Haddad/Fluminense FC

Campeonato Brasileiro 2014

Rebaixado em 2013, o Fluminense se manteve na Série A em 2014 graças ao erro da Portuguesa que escalou o atacante Heverton irregularmente. Com a perda de pontos, a Lusa acabou rebaixada e o Flu escapou da Série B. O Tricolor teve momentos bons e ruins durante a competição, e a irregularidade fez com que o clube das Laranjeiras não conseguisse a vaga na Libertadores 2015, terminando a competição em sexto lugar com 61 pontos.

O Fluminense conseguiu 17 vitórias, 10 empates e 11 derrotas, nos 38 jogos da edição 2014 do Campeonato Brasileiro. Foram 61 gols a favor e 42 contra. Destaque para Fred, que marcou 18 dos 61 gols e terminou a competição como artilheiro, dando a volta por cima após o péssimo rendimento na Copa do Mundo, sendo acusado culpado por grande parte do país.

O Fluminense começou o Campeonato Brasileiro com técnico novo. Cristóvão Borges assumiu o clube após Renato Gaúcho fracassar com o clube no estadual e na estreia na Copa do Brasil. A estreia do treinador foi justamente na partida de volta contra o Horizonte-CE, na Copa do Brasil, em goleada por 5 a 0 que classificou o Tricolor. A boa vitória empolgou a torcida que foi presenciar a vitória na estreia do Brasileiro contra o Figueirense, por 3 a 0. Na segunda rodada, a vitória fora de casa sobre o Palmeiras contribuiu para 50 mil tricolores irem no Maracanã contra o Vitória. Porém o time baiano surpreendeu a todos e venceu o Flu. Até a parada para a Copa do Mundo, o Flu conseguiu vitórias importantes, como no clássico sobre o Flamengo e a goleada por 5 a 2 sobre o São Paulo.

A equipe retornou da Copa do Mundo perdendo em Florianópolis para o Criciúma. Depois, encaixou uma série de 3 vitórias - Santos (C), Atlético-PR (F) e Goiás (C) - e um empate contra o Coritiba, em quatro jogos. O Fluminense depois de um 2013 marcado pelo rebaixamento brigava pela liderança. Veio então um período turbulento após boas atuações. A derrota no clássico contra o Botafogo - com Fred perdendo pênalti, a derrota para a Chapecoense em Chapecó, e nesse meio tempo, a eliminação vergonhosa na Copa do Brasil, implodiu uma crise nas Laranjeiras e o afastou dos líderes. No fim do turno, vitória por goleada sobre o Sport e empates contra Corinthians e Cruzeiro, marcou três boas atuações do clube que tentava espantar a crise.

O tricolor das Laranjeiras iniciou o segundo turno empatando com o Figueirense e só deu fim a série de empates ao vencer o Palmeiras no Maracanã. Parecia que a equipe estava voltando aos trilhos, mas o Fluminense voltou a perder jogando mal contra o Vitória, em Salvador. Além disso, a equipe acabou eliminada na Copa Sul-Americana e a crise retornara ao clube. Veio então pela frente uma nova série de empates: foram quatro em cinco jogos - Flamengo, Grêmio, Bahia e Atlético-MG. No espaço de intervalo dos jogos entre Grêmio e Bahia, uma surpreendente vitória sobre o São Paulo, no Morumbi. E a série de empates se encerrou com derrota para o Internacional.

O Fluminense conseguiu se recuperar. Alcançou uma série de quatro vitórias seguidas - Criciúma (C), Santos (F), Atlético-PR (C) e Goiás (F). O clube fechava o mês de outubro como o seu melhor mês no campeonato e iniciava novembro com vitória. A série de vitórias fez o Tricolor voltar a sonhar com Libertadores e retornar ao G-4. Entretanto, uma derrota contra o Coritiba atrapalhou os planos.

Veio então a reta final da competição. O Fluminense se recuperou da derrota para o Coxa vencendo o Botafogo e tinha pela frente a Chapecoense, no Maracanã. A torcida encheu o estádio, mas a equipe teve atuação patética e foi derrotada por incríveis 4 a 1. Na rodada seguinte, o empate por 2 a 2 com o Sport, em Pernambuco, acabou com as chances matemáticas da equipe retornar ao G-4 e conseguir a vaga na Libertadores. A única coisa que restava ao Flu no fim de temporada era o seu camisa 9, Fred, se tornar o artilheiro. Ele, que marcou um golaço contra o Sport, marcou duas vezes de pênalti na surpreendente goleada de 5 a 2 sobre o Corinthians, no Maracanã, e na derrota por 2 a 1 para o campeão Cruzeiro, no Mineirão, chegando assim aos 18 gols e a artilharia do Brasileirão.

Histórico do Fluminense no Campeonato Brasileiro por pontos corridos

Desde que os pontos corridos começou em 2003, o Fluminense é o melhor time do Rio de Janeiro e um dos melhores do país no torneio. Tem números importantes na competição que conquistou o título em 2010 e 2012.

O Fluminense terminou o primeiro campeonato por pontos corridos em 19º lugar. Em 2004 veio a recuperação: a equipe terminou em 9º lugar e conseguiu a vaga para a Sul-Americana de 2005. No ano de 2005, o Flu por um pouco não conseguiu a classificação para a Libertadores de 2006. Precisava de um empate nas últimas rodadas, mas acabou derrotado em todas, terminando a competição em 6º lugar.

Depois de dois anos sendo o melhor do Rio na competição, em 2006 o Fluminense terminou a competição em 15º, beirando a zona do rebaixamento. Em 2007, o Tricolor foi o campeão da Copa do Brasil e terminou o Brasileirão em 4º lugar, mas não foi o melhor do Rio. Este foi o Flamengo, em 3º, com os mesmos 61 pontos do time de Laranjeiras.

Vieram então dois anos brigando contra o rebaixamento. Em 2008, ano marcado pelo vice-campeonato na Libertadores, marcou também a arrancada da equipe tricolor que fugiu do rebaixamento e conseguiu a vaga na Sul-Americana de 2009 - da qual também foi vice. Em 2009, a situação foi pior. O clube só escapou do rebaixamento na última rodada, ao empatar com o Coritiba no Couto Pereira.

De duas fugas do rebaixamento à dois títulos em três anos. Em 2010, o Fluminense acabou com a seca e foi campeão brasileiro na última rodada, ao vencer o Guarani por 1 a 0 no Engenhão. Em 2011, o Tricolor das Laranjeiras terminou em 3º e por um momento chegou a brigar pelo título, mas a irregularidade atrapalhou o bicampeonato. No ano seguinte, o trabalho começado por Abel Braga no meio do ano de 2011, resultou no título do Brasileirão 2012, com três rodadas de antecedência. O atual campeão fez um campeonato ruim em 2013 e terminou rebaixado - mas escapou graças ao erro da Portuguesa. Em 2014, a equipe foi a melhor do Rio novamente, terminando em 6º.

Ninguém no Rio de Janeiro foi melhor que o Fluminense no período dos pontos corridos de 2003 a 2014. O Tricolor das Laranjeiras levou vantagem sobre o rival Flamengo em 6 das 11 oportunidades. Contra o Botafogo, ficou a frente seis vezes contra quatro do rival (o Botafogo jogou a Série B de 2003). Já contra o Vasco, a vantagem é a maior: sete de dez torneios (o Vasco jogou a Série B em 2009 e 2014).

Desde que o Brasileirão por pontos corridos passou a ter 20 clubes e 38 rodadas, o Fluminense é um dos três clubes com as melhores pontuações. O melhor é o Cruzeiro, 80 pontos em 2014. O São Paulo, em 2006, somou 78. Em 2012, o Flu conseguiu 77 - mesma pontuação do São Paulo em 2007. Entre as equipes que mais venceram numa só edição, em 2012 o Fluminense conseguiu 22 vitórias, abaixo apenas de Cruzeiro em 2014 e 2013 (24 e 23 vitórias respectivamente) e São Paulo (23 vitórias em 2007).

ANO COLOCAÇÃO PONTOS JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS CLASSIFICAÇÃO
2003 19º 52 46 13 11 22 Neutro
2004 67 46 18 13 15 Sul-Americana
2005 68 42 19 11 12 Sul-Americana
2006 15º 45 38 11 12 15 Neutro
2007 61 38 16 13 9 Libertadores
2008 14º 45 38 11 12 15 Sul-Americana
2009 16º 46 38 11 13 14 Neutro
2010 71 38 20 11 7 Campeão
2011 63 38 20 3 15 Libertadores
2012 77 38 22 11 5 Campeão
2013 15º 46 38 12 10 16 Neutro
2014 61 38 17 10 11 Neutro

Destaques

Fred: o capitão e artilheiro

Fred é o grande nome desse Fluminense. Em 2015, o camisa 9 completou seis anos de clube e ainda renovou o contrato por mais quatro anos, com projeto para encerrar a carreira em sua décima e última temporada em Laranjeiras.

Hoje, Fred tem 150 gols em 238 jogos pelo Fluminense. É o sexto maior artilheiro do clube. Na edição passada do Brasileirão, Fred marcou 18 gols. Se manter a média, Fred - que além do Brasileirão ainda tem a Copa do Brasil pela frente - pode chegar a marca de Telê Santana, 3º maior artilheiro da história do clube. A meta do atacante, nos próximos quatro anos de contrato, além de conquistar títulos, é se tornar - pelo menos - o segundo maior artilheiro da história do tricolor, que hoje é Orlando Pingo de Ouro, com 184 gols. O líder é Waldo, com 319 tentos.

Fred foi um dos grandes responsáveis da fuga pelo rebaixamento em 2009, da volta por cima no segundo turno do Brasileiro de 2011 e dos títulos do Carioca e Brasileiro em 2012. No Brasileiro em questão, Fred além de artilheiro foi o melhor atacante e melhor jogador da competição. Fred ainda foi campeão do Brasileirão de 2010, mas as lesões durante o ano não deixaram ele se destacar muito ao longo da competição.

Foto: Divulgação/Fluminense FC

Diego Cavalieri: o paredão tricolor

Diego Cavalieri chegou ao Fluminense em 2011 mas demorou alguns meses para se firmar. As boas atuações só começaram a aparecer depois que Abel Braga chegou ao clube. Em 2012, o goleiro foi um dos grandes nomes da temporada. Com defesas importantíssimas, o goleiro garantiu muitas vezes a vitória - ou evitou a derrota - do Tricolor no estadual e no Campeonato Brasileiro, sendo um dos grandes nomes das conquistas.

Em 2013, a equipe foi rebaixada e ser o goleiro de um time que é rebaixado não é bom. Críticas caíram sob as costas do camisa 12 que mesmo assim, para muitos, ainda era um dos grandes nomes da equipe. E ele voltou a se firmar em 2014.

Cavalieri viveu um momento de turbulência no tricolor. Na metade da temporada de 2014, o goleiro que teria o contrato acabado em dezembro, buscava renovar, mas o alto salário pedido chegou a ser divulgado na imprensa e a torcida tricolor pegou no pé, chegando a chamá-lo de mercenário. Diego Cavalieri manteve as negociações até após o término do seu contrato, dando prioridade ao clube. Assim, o goleiro renovou com o tricolor por mais quatro anos. Cavalieri é um dos grandes ícones dessa equipe.

Foto: AFP

Wagner: o camisa 10

No clube desde 2012, era reserva da equipe campeã brasileira e estadual, mas por muitas vezes chegou a jogar de titular, era como se fosse uma espécie de 12º jogador.

Em 2013, com a saída de Thiago Neves, Wagner passou a ser titular. A equipe em si não viveu um grande ano e isso afetou o futebol do meia. Mas, em 2014, o futebol do camisa 10 apareceu. Wagner se tornou peça fundamental na equipe tricolor. Hoje, é difícil escalar a equipe sem o meia. Nesses casos, é difícil notar que ele não tenha sido um grande desfalque.

Assim como Fred e Diego Cavalieri, Wagner renovou o contrato com o Fluminense por mais quatro anos e trabalhará no projeto tricolor na mesclagem da base com o profissional, sendo um dos experientes mais importantes do clube.

Foto: Nelson Perez/Fluminense FC

Características técnicas e táticas da equipe

Os esquadrão tricolor costuma jogar no 4-4-2 ou no 4-5-1, em ambas com o Fred na frente e os jogadores procurando ele, tanto para fazer gol quanto para receber assistência. Fred costuma jogar de costas para o gol adversário, fazendo o pivô e escorando a bola para seus companheiros para deixá-los em condições de marcar ou em condições de armarem alguma jogada para ele marcar. A atual equipe titular do Fluminense é: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Henrique (Gum), Marlon e Giovanni; Edson, Jean, Gerson e Wagner; Kenedy e Fred.

O ponto forte da equipe tricolor são as laterais, pelo lado direito com Wellington Silva e Kenedy, e pelo lado esquerdo com Gerson, Wagner e Giovanni. Ambos jogadores com muita velocidade, o Fluminense explora bastante os setores em subidas a linha de fundo. Pelo meio, costumam revesar Gerson e Wagner. Quando um dos dois está pelo meio, o outro joga pela esquerda. Jean costuma aparecer bastante pelo setor, caindo bastante pelo lado direito também.

O volante Edson, que é mais de marcação, também costuma aparecer pelo setor. A movimentação entre Wagner, Gerson e Kenedy é algo fundamental no esquema tático. Com Fred mais parado no centro, para a equipe não ficar vulnerável a marcação adversária, a velocidade é importante.

Planejamento de 2015

Em 2015 o Fluminense busca uma manutenção da base com a equipe profissional. Hoje, o Fluminense tem três jogadores que eram da base integrando a equipe titular: Marlon, Kenedy e Gerson - este último integrado esse ano, apenas com 17 anos. O Fluminense tem investido bastante nas categorias de base em Xerém. Com a saída do patrocinador depois de 15 anos e a saída de Conca, a diretoria do clube renovou com Fred, Wagner, Diego Cavalieri e Gum, e busca renovar com Jean e Edson. Este último, contratado ano passado.

Desde 2013 o Fluminense vem fazendo investimentos menores. Este ano, foram sete reforços, mas nenhum de grande custo. Sem a Unimed, o planejamento tricolor passa a ser em investimentos pequenos que podem dar frutos no futuro - caso de Edson - e dar oportunidade a base. Marlon, Gerson e Kenedy se destacaram no Sul-Americano sub-20 com a Seleção Brasileira e continuam a se destacar na equipe profissional do Fluminense. O Tricolor ainda conta com o jovem Robert, outro que subiu da base com bastante destaque.

O Fluminense de 2015 não brigará por coisas altas no Campeonato Brasileiro. Com mais jovens na equipe, a tendência é que o trabalho de 2015 seja um teste para 2016, onde as coisas podem melhorar. A equipe que chegou a começar bem o estadual, hoje vive um momento de irregularidade e corre risco de ficar de fora da fase final. Algo vivido pela mesma equipe no Brasileiro de 2014, que pela irregularidade acabou ficando de fora da Libertadores deste ano. A irregularidade provavelmente permanecerá em Laranjeiras durante 2015, mas a expectativa é que os crias de Xerém cresçam e adquiram experiência para que no futuro o Fluminense volte a ser regular e conquiste títulos como em 2010 e 2012.

Após críticas no fim do Campeonato Brasileiro de 2014, o presidente do clube, Peter Siemsen, bancou a permanência de Cristóvão Borges, que tinha também o apoio dos atletas. Entretanto, os maus resultados no Campeonato Carioca culminaram na demissão do treinador, que foi substituído por Ricardo Drubscky. O novo treinador pegou a equipe na reta final do estadual. Foram quatro jogos até a difícil e improvável classificação à semifinal. Nos quatro jogos, três vitórias e uma derrota, para o Flamengo. Na semifinal contra o Botafogo, acabou eliminado. Venceu o primeiro jogo da semifinal por 2 a 1 e perdeu o segundo pelo mesmo placar, sendo eliminado nos pênaltis por 9 a 8.

Robert (à direita) ao lado de Fred. Jóia de Xerém, não teve muitas oportunidades no estadual, mas aproveitou bem as poucas que teve, decindo jogo contra o Bangu na Taça Guanabara (Foto: Divulgação/Fluminense FC)

Estádio: Maracanã

A casa do Fluminense é o estádio Jornalista Mário Filho, conhecido popularmente como Maracanã. O palco das finais das Copas do Mundo de 1950 e 2014 é o maior estádio do Brasil com capacidade para 78.838 pessoas.

O Fluminense, assim como as outras equipes do Rio de Janeiro, passaram a mandar seus jogos no Maracanã depois que ele ficou a disposição após a realização do Mundial de 1950. Naquela época, o Fluminense ainda tinha o estádio das Laranjeiras - local da sua sede e centro de treinamentos, mas na década passada o estádio ficou indisponível para realizações de jogos oficiais. Sem as Laranjeiras, o Fluminense ficou dependente do Maracanã.

O estádio do Maracanã que antes pertencia ao governo do Rio, hoje tem um dono. O Consórcio Maracanã é quem manda e cuida do estádio. O Consórcio é responsável pelo contrato com os clubes. O Fluminense, por exemplo, tem um contrato de 35 anos com o estádio. A principal entrada da torcida tricolor é pela rua Eurico Rabelo, setor sul do estádio.

Foto: André Durão

Ficha técnica

Nome: Fluminense Football Club

Fundação: 21 de julho de 1902

Mascote: Cartola

Títulos: Campeonato Carioca (31), Campeonato Brasileiro (4), Copa do Brasil (1), Torneio Rio-São Paulo (2), Copa Rio Intercontinental (1), Campeonato Brasileiro Série C (1)

Campanha no Brasileirão 2014: 6º lugar

Expectativa para o Brasileirão 2015: Entre os 10 primeiros

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