Pressionado, Flamengo visita Emelec visando encerrar sina em jogos fora de casa na Libertadores

Pressionado, Flamengo visita Emelec visando encerrar sina em jogos fora de casa na Libertadores

Clube carioca venceu apenas uma vez nas últimas 10 partidas longe do Rio na competição; adversário vive bom momento na temporada

mathenrique
Matheus Henrique Gomes
EmelecDreer; Paredes, Guagua, Mejía, Bagüí; Arroyo, Quiñónez, Burbano, Luna; Preciado, Angulo.
FlamengoDiego Alves; Rodinei, Rhodolfo, Juan, Renê; Jonas; Éverton, Paquetá, Diego, Éverton Ribeiro; Henrique Dourado.
ÁRBITROMARIO DIAZ DE VIVAR, AUXILIADO POR MILCIADES SALVIVAR E RODNEY AQUINO
INCIDENCIASPARTIDA ENTRE EMELEC E FLAMENGO, NO ESTÁDIO GEORGE CAPWELL, EM GUAYAQUIL(EQU), VÁLIDA PELA SEGUNDA RODADA DO GRUPO 4 DA LIBERTADORES DA AMÉRICA

Emelec e Flamengo se enfrentam às 21h45 desta quarta-feira (14) pela 2ª rodada do Grupo 4 da Taça Libertadores da América. A partida será realizada no Estádio George Capwell, na cidade de Guayaquil, no Equador. 

Mesmo com apenas um jogo na competição, o Rubro-Negro já entra pressionado para a próxima partida ao sofrer o empate no final do jogo contra o River Plate e pelas más atuações nos jogos recentes. Além disso, o Flamengo enfrenta uma desesperadora sina: o clube não conseguiu passar da fase de grupos nas últimas três participações e apenas ganhou uma partida fora de casa, em 2014, contra o próprio Emelec. Na última participação, no ano passado, foram três jogos e três derrotas com apenas dois gols marcados longe do Rio de Janeiro.

No aeroporto, o diretor Rodrigo Caetano discordou da pressão para a partida: "Não vamos jogar lá fora com o Emelec com pressão porque empatamos em casa com o River Plate. Vamos tentar corrigir o que não deu certo ano passado. Ganhar fora. Agora, já na segunda rodada dizer que existe pressão... existe pressão para ganhar sempre",  afirmou

Assim como seu adversário, o Emelec também empatou, porém, fora de casa, contra o Santa Fé, da Colômbia. O duelo pode fazer com que um dos times dispare na tabela, dependendo do resultado no confronto entre os outros times da chave e ainda complicar o adversário direto na meta da classificação para o mata-mata.

A arbitragem fica por conta de Mario Diaz de Vivar, auxiliado por Milciades Saldivar e Rodney Aquino, todos paraguaios. Até aqui, Emelec e Flamengo se enfrentaram em sete oportunidades, com o rubro-negro possuindo ampla vantagem: em sete jogos, foram cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Carpegiani opta por não mudar tática; Réver é desfalque principal

Quando se fala em Flamengo e Libertadores, a lembrança sobre os recentes vexames e a dúvida sobre o desempenho da equipe são instantâneas na mente de todos. Seja torcedor ou não, o baixo rendimento na principal competição internacional do continente impressiona a todos. Mesmo com investimentos exacerbados, as más campanhas continuam. Para muitos, o adversário mais díficil para a edição deste ano é a própria equipe, onde foi criada uma espécie de trauma.

Na primeira partida da edição isso foi visto com clareza. Ao deixar escapar a vitória sobre o todo poderoso River Plate no final do jogo, inúmeros questionamentos, afirmações e teorias voltaram à tona e isso pareceu refletir diretamente na equipe. Desde o empate sofrido aos 42 minutos da etapa final, a equipe, que vinha tendo boas atuações no Campeonato Carioca até então, não conseguiu repetir as aparências. Mesmo contra fracos times do campeonato regional, o time não consegue se impôr e vem sendo duramente criticado. Inclusive, no último jogo, perdeu por 1 a 0 para o Macaé.

Com as más atuações de Éverton Ribeiro e a pressão esperada pelo time da casa, era esperado que Carpegiani fizesse a troca do camisa 7 por Willian Arão. Porém, no país equatoriano o técnico informou que não fará mudanças: "Eu já tenho a equipe definida. Estou bem convicto. Estamos jogando há algum tempo, não faria as modificações porque venho conversando com os jogadores e não existe a necessidade. É praticamente o time que vem atuando." - disse. Vale lembrar que o treinador foi alvo de muitas críticas após a partida contra o River Plate, após sacar Éverton para entrada de Arão e foi tratado como principal culpado pelo empate.

O Emelec é uma equipe de baixa estatura, tendo seus bons cabeceadores sendo todos mais baixos que os do Flamengo. Porém, no confronto, o clube brasileiro não poderá contar com seu principal jogador no quesito. Réver ainda se recupera de edema ósseo no tornozelo direito e nem foi para Guayaquil. Rhodolfo irá suprir sua ausência ao lado de Juan. Além dele, Felipe Vizeu pediu para não viajar por problemas particulares e Lincoln foi relacionado em seu lugar.

Emelec aposta em bom momento e confiança para conseguir vitória

Além do mau desempenho, a equipe carioca enfrentará um adversário empolgado. Com 11 gols em quatro partidas, os equatorianos lideram o campeonato local com 12 pontos, 100% de aproveitamento. Essa alta artilharia tem um responsável: Brayan Angulo. O jovem atacante de 22 anos marcou quatro vezes e também já deixou o dele na Libertadores, contra o Santa Fé, na primeira rodada do grupo.

Além de Angulo, a zaga rubro-negra tem de ficar atenta a dois nomes do adversário: Jefferson Montero e Romario Caicedo. O primeiro volta ao país após carreira sem muito sucesso na Europa e chega por empréstimo vindo do Swansea City, do País de Gales e que disputa a Premier League. O segundo é uma esperança da seleção nacional. Com nome de craque, foi um dos principais nomes na diferente seleção que foi montada na reta final das Eliminatórias da Copa do Mundo e chegou a marcar contra a Argentina, no jogo em que os hermanos poderiam ficar de fora do Mundial.

E se o Rubro-Negro utilizou a estratégia de vencer todos os jogos dentro de casa na edição passada, o Emelec tenta seguir o mesmo caminho. Com estádio reformado, os torcedores já esgotaram todos os ingressos disponíveis para venda e a expectativa é de caldeirão formado para a partida. Após as obras, o palco da partida dobrou sua capacidade e tem sido determinante para o desempenho da equipe no ano, onde ainda não perdeu. A temporada tem também outro aspecto positivo: em nove jogos - incluindo dois amistosos -, a equipe venceu oito vezes e empatou apenas uma. Sua última derrota foi no dia 9 de dezembro, por 3 a 1 para o Nacional. 

 

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