Abel Braga elogia classificação do Flamengo e comenta críticas: “Foi uma semana pesada”
Alexandre Vidal/Flamengo 

Em mais um clássico entre Flamengo e Fluminense, dessa vez pela semifinal do Campeonato Carioca, o empate foi suficiente para levar a equipe rubro-negra para a final do Estadual. Vindo de derrota diante do Peñarol, o Flamengo tinha pela frente o time tricolor, pela quarta vez no ano.

Após a partida, o técnico Abel Braga falou mais uma vez sobre o fator Arrascaeta e destacou suas decisões no comando do time: “O que falta e não falta (para Arrascaeta ser titular) vai ficar sempre comigo. Só uma coisa que tem que ficar claro: o Flamengo é escalado de dentro para fora. Outra coisa que é bom saber: em um clube de futebol, o treinador não é só comandante de uma equipe, ele é gestor de uma equipe composta por homens, atletas de caráter”, declarou.

Perguntado sobre um suposto nervosismo do grupo rubro-negro, Abel Braga discordou, ressaltando, segundo ele, o bom desempenho demonstrado nos primeiros 45 minutos.

“Você acha que se uma equipe entra nervosa consegue fazer um primeiro tempo daqueles? Eu discordo completamente de você. Você viu outra partida. Uma equipe tensa, sem equilíbrio, não faria o primeiro tempo que fez”, retrucou.

Por fim, sobre o desequilíbrio da bola aérea defensiva, o treinador apostou na melhora do time. Nesse jogo, o Flamengo sofreu o sétimo (de quinze sofridos) gol de cabeça.

“Você viu quem fez o gol? Ele subiu pra cabecear? Ele se abaixou. Você viu 10, 15 segundos antes, quem salvou o gol nosso lá, em cima da linha? É um absurdo esse jogador [Gilberto]! Ele salvou um gol em cima da linha e em seguida marcou um gol. Lateral direito... Uma bola que não entrou, rodou em cima da linha, fez aquilo tudo ali. Isso aí melhora. Vai melhorar”, garantiu.

Confira outros trechos da entrevista de Abel Braga:

- Comando da equipe

“Antes do jogo com o Peñarol, tínhamos 18 jogos e uma derrota, em uma bola que perdemos e eles foram felizes. Não mudamos nada daquilo que achamos e temos a convicção do que temos como equipe. Como comandante, seria simples mudar dois, três, quatro. Não seria comandante de pessoas. Estaria jogando sobre aqueles a responsabilidade da derrota”.

- Desempenho após críticas na última partida

“Foi uma semana pesada, mas não deixamos ultrapassar os muros do Ninho. Praticamente nem trabalhamos. É muito melhor ressaltar a entrega que esses jogadores tiveram. Há muito não se vê um primeiro tempo como aquele. Doze finalizações contra quatro. Exaltei a maneira que o Peñarol venceu e o empate hoje não é bom pelo que as equipes apresentaram”, disse.

- Pressão sofrida após derrota na Libertadores

“Hoje vamos comemorar. Essa semana escutamos muita coisa. E quando você escuta só em cima de resultado, magoa um pouquinho. Não passo isso para meus jogadores. O que esse banco de suplentes vibrou... Essa semana segurei uma onda. Uma onda! Mas me pararam essa semana e falaram que minha família tinha pedido para eu parar”, afirmou.

E completou: “Poxa, minha família não quer que eu pare, porque eu em casa sou chato demais. Essa semana foi pesada e esses jogadores me deram esse presente. Tomei dura por estar muito acima do peso, já perdi quatro (quilos). Mas hoje eu vou tomar um vinho bonito!”.

- Ineficácia dos laterais cobrados na área

“Todos os laterais nós ganhamos os rebotes. Você reparou quantos jogadores temos no rebote? O detalhe tem que ser completo. Ganhei todas as bolas no rebote. Ainda não resultou, vai resultar”, concluiu.

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