#EntrevistaVAVEL: Umberto Louzer fala sobre modelo de jogo e trabalho na Chapecoense
Foto: Márcio Cunha/Chapecoense

Em bate-papo exclusivo com a VAVEL, o treinador Umberto Louzer, que está sob o comando da Chapecoense, falou sobre as expectativas, modo de jogo e didática do clube. 

Quando sua contratação foi anunciada, a equipe catarinense passava por delicado momento no estadual, ocupando a lanterna e sem nenhuma vitória no Campeonato Catarinense.

Sob os comandos de Louzer, o time passou a apresentar resultados melhores, deu oportunidade aos atletas da base e, antes da pausa por causa da pandemia de Covid-19, ainda não havia perdido uma partida. 

"Eu acredito na continuidade do trabalho, é claro que essa continuidade não está relacionada apenas a manutenção dos 11 titulares, mas também a ideia e um modelo de jogo. Mas numa competição acontece muitas variáveis, que faz com que a rotação dos jogadores faça parte do processo, o elenco todo se torna muito importante - e que todos se sintam parte desse processo e se sintam titulares. Eu sempre prego que não vejo titulares e reserva, por isso trabalhamos no dia a dia com todos fazendo as mesmas atividades dentro das suas funções, para quando tiverem a oportunidade de atuar, eles possam entrar e manter o nível da equipe" 

Nesta semana, o Verdão do Oeste anunciou dois novos reforços, Fernandinho e Willian, além do zagueiro Felipe Santana que já está em Chapecó e deve assinar com o clube caso passe nos exames médicos. Com as saídas e chegadas durante a pandemia, o time pode ganhar uma nova cara. 

"Queremos uma equipe bem equilibrada, com uma ideia clara de jogo, organizada. Que exista uma construção desde o goleiro, que tenha um jogo de movimentação e que saiba o momento de fazer um ataque rápido e posicional. Na sua fase defensiva, saber o momento de fazer pressão em bloco alto, médio e baixo. Ter essas variações dentro do contexto do jogo." 

A didática de Louzer também aposta em trabalhar o psicológico dos atletas, dando confiança e preparo físico e emocional para a equipe durante uma partida. O que também diz respeito à conduta do treinador na hora de cobrar resultados do time. 

"Minha relação com os atletas é uma relação de transparência, de lealdade. É claro que em um cenário tão competitivo que é o futebol, a cobrança acaba sendo inevitável, principalmente em cima de valores e princípios que a gente acredita e não abrimos mão, para que possamos ter um ambiente saudável de trabalho [...] é dessa maneira que busco todos os dias que chego à Chapecoense, para que eu possa contribuir com a formação de todos os atletas que trabalham comigo. Seja de aspecto pessoal ou profissional."

A Chapecoense já está retomando os treinos presenciais de forma gradual e tem a expectativa de voltar a competir no próximo mês em Santa Catarina

"Nosso objetivo no estadual é vencer o Avaí, eu gosto de pensar fase a fase, então essa é a nossa meta principal no momento. Vencendo o Avaí você tem possibilidade de avançar mais uma etapa, aí a meta se torna vencer o outro oponente para ter a possibilidade de chegar até a final e brigar pelo título. Na Série B, é uma competição que eu conheço bastante e é muito difícil, exige uma regularidade da equipe, nossa meta é fazer um campeonato regular para que a gente possa chegar até a reta final da competição em condições de lugar pelo acesso".

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